Por confirmar
731 dúvidas abertas. São o que as fontes consultadas não fecharam — e o que não se escreve como facto até alguém o confirmar.
Sabe a resposta, ou onde está o documento que a dá? Diga-nos.
Percursos
- A máquina da repressão
- O número exato da casa do Governo Civil na Rua Capelo e o uso atual do edifício; a paragem fica no troço da rua.
- A data em que o Tribunal Plenário de Lisboa passou a reunir na Boa-Hora.
- Do Rato ao Parque
- A casa de Carolina Beatriz Ângelo: a numeração atual da Rua do Sol ao Rato não chega ao 181, e a paragem é aproximada.
- O número de porta da última sede do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, na Travessa da Fábrica das Sedas.
- Estudantes contra a ditadura
- O ponto exato do anfiteatro pré-fabricado no atual campus do ISEG, e se há placa.
- A data em que o Centro de Estudos Africanos se instalou na Rua Actor Vale: 1951 (António Tomás Medeiros) ou 1954 (Wikipédia).
- Graça, a colina das mulheres
- O número da porta da antiga sede das costureiras na Rua do Benformoso; a paragem fica na rua.
- O dia inicial
- As horas do dia variam até meia hora entre as cronologias (a ocupação do Terreiro do Paço entre as 05h50 e as 06h10; os disparos da DGS entre as 20h15 e as 21h00). Usaram-se as da Comissão Comemorativa dos 50 anos e da Associação 25 de Abril.
- O papel de Maria de Lurdes Rocha só aparece na cronologia de Jofre Alves (CD25A).
- O voto de Carolina
- Que os números de porta de hoje (Rua Nova do Almada, 84; Praça dos Restauradores, 13; Rua dos Castelinhos, 6; Rua de Dona Estefânia, 62) correspondem aos edifícios da época.
- O número da porta do Centro Escolar Republicano Dr. Afonso Costa na Calçada de Arroios.
- Os dias da liberdade
- A data da chegada de Mário Soares: domingo, 28 de abril, na maioria das fotografias da Casa Comum; outra fotografia e um blogue indicam 27 de abril.
- Os números do 1.º de Maio de 1974 (cerca de um milhão no país, cerca de quinhentas mil pessoas em Lisboa) são estimativas sem fonte primária indicada.
- Palavras proibidas
- O ponto exato do antigo Café Chave d'Ouro no Rossio: a paragem fica na praça.
- O episódio da polícia no Café Gelo, a 1 de maio de 1962, só foi lido na Wikipédia, que cita Luiz Pacheco.
Lugares
- Aeroporto de Lisboa (Portela)
- Que o aeroporto onde Maria Lamas foi presa em 1953 é o de Lisboa: o Movimento Democrático de Mulheres escreve só «no Aeroporto».
- Que Maria Antónia Fiadeiro foi presa no aeroporto de Lisboa: a Wikipédia diz «no aeroporto»; a CIG diz só que foi presa em 1972, quando regressava do Brasil.
- A hora a que o aeroporto ficou controlado na madrugada de 25 de abril: 04h00 (Comissão Comemorativa) ou 04h25, a hora da mensagem ao Posto de Comando (Associação 25 de Abril).
- A hora a que aterrou o «avião da Liberdade», a 30 de abril de 1974.
- Sede da Associação Feminina Portuguesa para a Paz
- Em que anos funcionou cada sede, a da Rua do Loreto e a da Rua Latino Coelho: o registo do Governo Civil só diz que a primeira foi anterior.
- O ano da fundação: 10 de novembro de 1935, no registo do Governo Civil; 1936, segundo o Movimento Democrático de Mulheres.
- O ponto no mapa marca a Rua Latino Coelho, não o prédio do n.º 25.
- Alameda D. Afonso Henriques e Fonte Luminosa
- O dia do comício: 19 de julho de 1975 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, com uma fotografia datada do arquivo de Alfredo Cunha); a página da RTP «Memórias da Revolução» diz 19 de junho, provavelmente por lapso.
- Cadeia do Aljube
- O preço do bilhete: o «Preçário» do museu diz 4 € e a página «Como chegar» diz 3 € (ambas consultadas a 2 de outubro de 2026).
- Desde quando o edifício foi cadeia de mulheres, antes de 1928.
- Se houve mulheres presas políticas no Aljube depois de 1928 (as fontes consultadas só documentam presas de delito comum, antes dessa data).
- Palácio de São Bento
- As fontes da Assembleia da República sobre 1911–1913 falam da Constituinte, do Senado e da Câmara dos Deputados sem nomear o edifício; que funcionavam em São Bento vem da Wikipédia.
- O fim do cerco de 1975: 36 horas a partir de 12 de novembro (Assembleia da República); a RTP diz que os deputados saíram ao fim da manhã de 13.
- A data da primeira sessão com as três deputadas (janeiro de 1935).
- Se o claustro com o busto de Maria Alda Nogueira se pode visitar, e em que condições.
- Avenida Barbosa du Bocage, n.º 96 (capela particular de Josué Trocado)
- A hora da explosão: «cerca das 10 horas da manhã» (António Araújo) ou 10h25 (Diário de Notícias).
- Se o prédio do n.º 96 ainda existe e que número tem hoje: as coordenadas marcam a avenida, não o edifício.
- Palácio de Belém
- O dia da tomada de posse de Maria Teresa Cárcomo Lobo, em agosto de 1970: a nomeação foi notícia n’A Capital a 20 de agosto.
- Onde se reuniu o Conselho de Estado de 30 de setembro de 1974, em que Spínola anunciou a renúncia: as fontes consultadas não o dizem.
- Tribunal da Boa-Hora
- Que o Plenário de Lisboa reunia na Boa-Hora vem da Mensagem de Lisboa (2022); falta uma fonte de arquivo que o confirme, diga desde quando e identifique a sala.
- A data de 22/10/1960 e a afirmação de que a pena de Maria Alda Nogueira foi a mais pesada dada a uma mulher por razões políticas só foram lidas na Wikipédia.
- Data da absolvição: 7/5/1974 (Museu do Aljube; sentença transcrita no Malomil; Wikipédia). O recorte do Diário de Lisboa na Hemeroteca Digital tem «04Mai1974» no nome do ficheiro, mas diz que a sentença foi lida «ontem à tarde».
- A hora das 10h00 do início do julgamento das «Três Marias» vem de uma nota do Diário de Lisboa («começou ontem às 10 horas»).
- Quem interrogou as autoras das «Novas Cartas Portuguesas»: um agente da Polícia Judiciária especializado em prostituição (Museu do Aljube), a Polícia Judiciária (Wikipédia) ou a PIDE/DGS (Comissão Comemorativa).
- O recurso de Carolina Beatriz Ângelo para ser recenseada (1911) foi decidido pelo juiz da 1.ª Vara Cível (Assembleia da República); só fontes secundárias o situam na Boa-Hora.
- O decreto de 1918 que abriu a advocacia às mulheres (n.º 4676, de 19 de julho, segundo o 24 Notícias) não foi conferido no Diário do Governo.
- Estado do Memorial do Largo da Boa-Hora em 2026 e uso atual do edifício; a coordenada é a do largo.
- Botequim
- O ano de abertura: 1971 (Museu do Aljube, NOVA FCSH, Imprensa Nacional) ou 1968 (roteiro «Graça em estado de graça»).
- Quem fundou: as quatro amigas (Museu do Aljube, NOVA FCSH) ou Natália com Isabel Meyrelles, em sociedade (Imprensa Nacional; Wikipédia).
- Não se encontrou fonte que descreva reuniões políticas concretas no Botequim antes de 1974; a ligação à oposição vem da tertúlia que Natália mantinha em casa.
- Se há placa na fachada da Vila Sousa.
- Cadeia das Mónicas
- As datas institucionais (1918, 1953) vêm da Wikipédia em inglês, que cita o SIPA; o SIPA estava indisponível na consulta.
- A data em que a cadeia fechou (1989, segundo a Wikipédia em português) não foi confirmada noutra fonte.
- Uso atual do edifício e estado do projeto de hotel; se o espaço se pode visitar.
- O nome completo de Dalila, a tia de Magda Fonseca, e as datas das suas prisões.
- Outras presas políticas nas Mónicas referidas em blogues (Aida Paulo, transferida em 1939; Carolina Loff da Fonseca) — sem confirmação em fonte institucional.
- A data em que Isabel Aboim Inglez foi mandada para as Mónicas.
- O uso atual do antigo convento.
- Café Gelo
- O episódio dos açucareiros no 1.º de Maio de 1962 só foi lido na Wikipédia (que cita Luiz Pacheco); confirmar no artigo do Observador «Café Gelo: os 60 anos de um grupo que nunca existiu» ou no Público (17/3/2017).
- Texto da placa à porta.
- A marisqueira que hoje ocupa o espaço (desde 2024) só é referida pela Wikipédia.
- Calçada Ribeiro Santos
- O edifício exato da casa (a Seara Nova dá o n.º 37) e a autoria da placa de 2012.
- Quantas pessoas foram ao funeral: «milhares» (Museu do Aljube) ou cerca de cinco mil (Toponímia de Lisboa).
- Cantina da Cidade Universitária
- O dia em que começou a greve de fome: 9 de maio segundo o Museu do Aljube (a Wikipédia põe a 9 o plenário que a aprovou); a Comissão Comemorativa não dá o dia.
- Quantos foram presos: cerca de 800 (PSP), cerca de 1200 (associações de estudantes) ou 1500 (título de um artigo da revista do Expresso de 2012, citado pela Wikipédia).
- Maria Cristina Pereira aparece duas vezes na lista dos grevistas identificados pela PIDE publicada pela Comissão Comemorativa: duas estudantes com o mesmo nome, ou uma repetição.
- Capela do Rato
- Quantas pessoas foram levadas para a esquadra: 91 (António de Araújo, a partir da documentação policial), cerca de 60 (Eloísa Aragão; Wikipédia) ou «cerca de meia centena» (RTP Ensina).
- O papel das Brigadas Revolucionárias: Carlos Antunes disse que as BR tiveram papel central e que foi ele quem decidiu que Conceição Moita leria a declaração; Isabel do Carmo e os organizadores católicos dizem que a decisão foi dos católicos.
- A presença de Sophia de Mello Breyner Andresen na capela: uma fonte secundária a favor (João Miguel Almeida, 2008), testemunhos que não a confirmam.
- A Ordem da Liberdade (2022) e o memorial de 2024 só foram lidos na Wikipédia; o texto da placa municipal de 2022 não foi lido.
- Casa onde morreu Angelina Vidal (Rua de São Gens, 41)
- O ano de nascimento de Angelina Vidal: 1847 (Toponímia de Lisboa; a Wikipédia cita o assento de batismo) ou 1853 (FCSH+Lisboa). Segundo a Wikipédia, a data de nascimento da lápide está errada.
- Se o n.º 41 de hoje é o mesmo de 1917.
- Casa de Carolina Beatriz Ângelo e Januário Barreto (Rua do Sol ao Rato, 181)
- Onde ficava o n.º 181 da numeração de 1909–1910: a numeração atual da rua não parece chegar a esse número (OpenStreetMap), e o ponto no mapa marca só a rua. As plantas e os registos da época, no Arquivo Municipal de Lisboa, podem responder.
- O dia da morte de Januário Barreto: 23 de junho de 1910, segundo um blogue sobre a história do Benfica, clube de que foi o primeiro presidente da direção; Isabel Lousada dá só o ano.
- Quando o casal ou Carolina, já viúva, deixou esta casa pela da Rua António Pedro, em Arroios, e o número dessa casa.
- Casa dos Estudantes do Império (CEI)
- O dia do encerramento: 6 de setembro de 1965 (Wikipédia) ou só «setembro de 1965» (DW África, no Buala).
- Os anos das comissões administrativas: de 1952 a 1957 e de dezembro de 1960 a julho de 1961 (ReMapping), ou oito anos seguidos a partir de 1953 (DW África, no Buala).
- O texto da placa de 1992.
- Casa de Natália Correia
- Se o prédio tem alguma placa que lembre Natália Correia.
- O ponto no mapa vem de um consultório com morada no n.º 52 (OpenStreetMap), não da entrada do prédio.
- A pena pela «Antologia»: 90 dias de prisão substituídos por multa, a 21 de março de 1970, segundo a cronologia de Luiz Fagundes Duarte, que noutro passo fala de uma pena de prisão suspensa; o Museu do Aljube fala de pena suspensa e situa-a em 1966, o ano do livro.
- Casa de Sophia de Mello Breyner Andresen
- O ponto no mapa: o OpenStreetMap só identifica o n.º 57-D da mesma travessa; falta confirmar a porta do n.º 57.
- Se há alguma placa na fachada do n.º 57.
- O ano do apoio a Humberto Delgado: 1958 (Agenda Cultural de Lisboa) ou 1957 (cronologia da Biblioteca Nacional).
- A data do pedido para abrir uma editora nesta casa e o processo da Torre do Tombo onde está.
- Forte de Caxias — a prisão política
- Desde quando houve aqui presos políticos do Estado Novo: o Reduto Sul passou para a polícia política em janeiro de 1935, mas a escultura de 2020 conta os presos a partir de 1936.
- Quem estava no Reduto Norte: o Memória Comum diz que passou para a polícia política em maio de 1938, para as mulheres, mas as suas próprias fichas registam presos homens levados para lá em 1937 e 1939, e a fuga de 1961 partiu do seu fosso, com presos homens.
- Quantas vezes e quando Maria Lamas foi presa: em 1949, 1950, 1951 e 1953, segundo Virgínia Baptista; em 1949, 1953 e 1962, segundo a Wikipédia; em 1949, a 18 de julho de 1950 e a 20 de dezembro de 1953, segundo o MDM.
- As datas da prisão de Cesina Bermudes em Caxias (de 14 de outubro de 1949 a 14 de janeiro de 1950) e a passagem de Stella Piteira Santos por aqui, em fevereiro de 1962, só se encontraram na Wikipédia.
- A hora da fuga de 4 de dezembro de 1961: 9h35, segundo o relatório oficial citado pelo Museu do Aljube; 9h34, segundo a URAP («Fuga de Caxias. Dedicação à prova de bala»); 10h00, numa notícia da URAP sobre os 60 anos da fuga.
- Quem comandou a tomada de Caxias: os capitães José Brás e Mário Pinto, à frente de paraquedistas, segundo a cronologia da Associação 25 de Abril e a da Comissão Portuguesa de História Militar; o capitão-tenente Abrantes Serra e o capitão Mário Pinto, à frente de fuzileiros e paraquedistas, segundo a página «Presos políticos» da mesma Associação.
- O dia da libertação: 26 de abril para a Comissão Comemorativa 50 Anos, o Centro de Documentação 25 de Abril e o Memória Comum («na noite de 26»), e o Museu do Aljube conta que alguns presos saíram logo na tarde de 26; segundo o República, citado pelo Esquerda.net, a libertação começou à meia-noite e meia de 27.
- Quantos presos saíram em liberdade: 82 — 78 e, por fim, os quatro do hospital-prisão —, segundo o República citado pelo Esquerda.net, ou 85, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos.
- O dia em que Helena Neves saiu de Caxias: 25 de abril, segundo a página do seu testemunho no Museu do Aljube, ou com os outros presos, a 26 ou na madrugada de 27, como sugere a fotografia d'A Capital de 27 de abril, publicada pelo Esquerda.net, que regista a sua libertação e a de Elvira Nereu.
- Se o forte se pode visitar — é hoje um estabelecimento prisional em funcionamento — e onde está a placa de 2019, dentro ou fora do recinto.
- Centro Escolar Republicano Dr. Afonso Costa — aulas noturnas para mulheres (Calçada de Arroios)
- O número da porta do centro na Calçada de Arroios, e se o edifício ainda existe.
- Quem dirigia o Grupo Português de Estudos Feministas: Maria Veleda, segundo a Toponímia de Lisboa; Ana de Castro Osório, segundo o texto citado pelo Almanaque Republicano e o Dicionário de Médicos Portugueses.
- Se os cursos noturnos que Maria Veleda criou no centro (Wikipédia) são os mesmos que o Grupo Português de Estudos Feministas ali dava em 1907 (Toponímia de Lisboa).
- Casa da família Espírito Santo — sede do Centro de Estudos Africanos
- O ano em que o Centro se instalou aqui: 1951 (testemunho de António Tomás Medeiros; Memória Comum fala do «início da década de 50») ou 1954 (artigo da Wikipédia sobre a Casa dos Estudantes do Império).
- Se o prédio que hoje está no n.º 37 é o mesmo de 1951.
- O nome completo da «tia Andreza», que as fontes só tratam assim.
- Café Chave d'Ouro
- Localização exata do antigo café no Rossio e número de polícia: as coordenadas são as da praça. Há uma agência da Caixa Geral de Depósitos na contígua Praça D. João da Câmara (nó OSM 2493312081), mas não se confirmou que seja o edifício do Chave d'Ouro.
- Nome do jornalista que fez a pergunta (Lindorfe Pinto Basto, da France Presse) só lido na Wikipédia.
- O uso atual do edifício: agência bancária, primeiro do Banco Nacional Ultramarino e hoje da Caixa Geral de Depósitos, segundo o blogue Restos de Colecção.
- Cidade Universitária de Lisboa (Estádio Universitário e faculdades)
- O dia do plenário do Estádio Universitário em que falou Isabel do Carmo: a fotografia publicada pela Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril, da coleção da própria, só tem o ano, 1962.
- Quando Helena Neves foi agredida por um agente da PIDE numa manifestação: o Museu do Aljube não dá a data.
- Clube Estefânia — assembleia de voto de São Jorge de Arroios (1911)
- Se o n.º 62 de hoje da Rua de Dona Estefânia é o prédio de 1911 (a numeração e o edifício podem ter mudado), e o que lá está agora.
- O texto da placa à entrada da sede atual do clube.
- Em quem votou: num blogue (Em Defesa do Benfica, 2014) lê-se que votou em Afonso Costa, Bernardino Machado e Magalhães Lima, candidatos do Partido Republicano; falta confirmá-lo na imprensa de 1911.
- A frase «Se a lei não nos abre a porta, também não nos põe na rua», que a Mensagem de Lisboa atribui a Carolina, não traz fonte da época.
- Última sede do CNMP, fechada pela polícia em 1947
- Quem mandou fechar a sede: «forças policiais» (CIG), a Polícia Judiciária (Virgínia Baptista) ou o Governo de Salazar (Teresa Joaquim). A ordem de encerramento não foi encontrada.
- O número da sede: as fontes dão só a rua, que a FCSH+Lisboa escreve «Travessa das Fábricas das Sedas»; o ponto no mapa marca o meio da travessa.
- Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
- O dia da fundação: a Wikipédia indica 30 de maio de 1914; as outras fontes consultadas dizem só 1914.
- O andar: 1.º (NOVA FCSH; Wikipédia) ou 2.º (Toponímia de Lisboa, para o consultório; brochura do I Congresso Feminista e de Educação, de 1924, para a correspondência do Conselho). Segundo a NOVA FCSH, entre 1920 e 1946 ficavam no 2.º andar do mesmo prédio a Liga Portuguesa Abolicionista e as Ligas de Bondade.
- O que ocupa hoje o n.º 13 da Praça dos Restauradores, e se o prédio é o mesmo (a paragem fica na praça).
- O parentesco de Maria Brazão com Adelaide Cabete: sobrinha, segundo a Toponímia de Lisboa; irmã, segundo a NOVA FCSH e a Wikipédia.
- As teses de Ilda Pinto de Lima, Regina do Carmo, Julieta Ribeiro de Carvalho e Maria Isabel Correia Manso só foram lidas na Wikipédia; a brochura de 1924 atribui «Bibliotecas infantis» e «Escolas ao ar livre», que a Wikipédia dá às duas primeiras, ao Instituto Feminino de Educação e Trabalho.
- Coliseu dos Recreios
- A data: 29 de março de 1974 (Wikipédia, que cita Madeira, 2015; fotografias datadas da Casa Comum) ou 28 de março (cronologia da Associação 25 de Abril).
- O número de canções proibidas (trinta), a multidão na rua e a presença de capitães do MFA na plateia só foram lidos na Wikipédia.
- Consultório de Carolina Beatriz Ângelo (Rua Nova do Almada, 84)
- Se o n.º 84 de hoje é o mesmo prédio do n.º 84 de 1909.
- Durante quanto tempo funcionou aqui o consultório: só há a referência do anúncio de 1909.
- Em que tribunal correu o recurso de Carolina para ser recenseada: um blogue (Em Defesa do Benfica, 2014) diz que foi no Tribunal da Boa-Hora, a poucos passos daqui, na 1.ª Vara Cível de Lisboa.
- Sede da associação de classe das Costureiras e Ajuntadeiras (Rua do Benformoso)
- O número de polícia da sede do sindicato na Rua do Benformoso.
- O dia da greve (no verão de 1915, depois de 8 de agosto) e a morada da fábrica, na colina de Santana.
- Tudo o que aqui se conta vem de um só artigo, de Luís Carvalho, no jornal A Voz do Operário (2019), que resume as edições de 1915 do mesmo jornal.
- O artigo diz que se demitiram doze operárias em solidariedade, mas a lista de nomes que publica tem onze.
- Palácio da Cova da Moura
- Se a Junta de Salvação Nacional tinha aqui a sua sede: as fontes dizem só que o coronel Dias de Lima veio aqui consultá-la e que Spínola recebia aqui.
- O uso atual do palácio.
- Doca de Alcântara (ataque ao cargueiro «Cunene»)
- Onde estava o «Cunene» quando as cargas foram postas e quando explodiram: o comunicado diz que ficou imobilizado na doca de Alcântara; a Wikipédia descreve a colocação das cargas no rio, junto ao «Vera Cruz».
- Os pormenores da operação (a hora de partida, os nomes, a saída do Poço do Bispo) só foram lidos na Wikipédia.
- Emissora Nacional (Rua do Quelhas)
- A hora da ocupação: 3h15 (página «Lugares de Abril»; cronologia de Jofre Alves) ou 3h50 (cronologia «Movimentações do dia 25 de Abril», da mesma Associação 25 de Abril).
- Quantos militares ocuparam a emissora: cerca de cem, segundo a página «Lugares de Abril», ou 47, segundo a cronologia da mesma Associação 25 de Abril.
- O que funciona hoje no n.º 2 da Rua do Quelhas: as coordenadas marcam a rua, não o edifício.
- Emissores Associados de Lisboa (estúdio da Avenida Elias Garcia)
- Que uso tem hoje o 7.º andar e em que ponto do prédio está a placa dos «Lugares de Abril».
- Qual das estações dos Emissores Associados de Lisboa emitia deste estúdio.
- A grafia do apelido do locutor: «Dinis» nas páginas da Associação 25 de Abril e da Comissão Comemorativa, «Diniz» noutras fontes.
- Estádio da FNAT (rebatizado Estádio 1.º de Maio)
- O número de pessoas na manifestação de Lisboa: cerca de 500 mil, segundo o CD25A, que não indica de onde vem a estimativa.
- Quem gere hoje o estádio (a Fundação INATEL, herdeira da FNAT?).
- Edifício Franjinhas — o restaurante dos cravos
- O número de porta (o OpenStreetMap e uma publicação da Câmara apontam a Rua Braamcamp, 9) e a loja exata do restaurante.
- A data de abertura do Sir (25/4/1973) e o pormenor do cálice de Porto vêm da imprensa, não de fonte institucional.
- A autoria do edifício e o Prémio Valmor de 1971 só foram lidos na Wikipédia.
- Se há marca evocativa de Celeste Caeiro no edifício.
- Governo Civil de Lisboa e 1.ª Esquadra da PSP
- O número de polícia do edifício na Rua Capelo e o que lá funciona hoje.
- Em que anos esteve aqui o Governo Civil: a Toponímia de Lisboa diz só que a Rua Capelo foi a sua morada «durante muitos anos».
- Se em dezembro de 1972, quando para lá foram levados os catorze detidos da vigília da Capela do Rato, o Governo Civil ainda estava neste edifício: as fontes da vigília dizem só «Governo Civil».
- Hospital de São José
- Onde Carolina Beatriz Ângelo operou com Sabino Coelho: a Toponímia de Lisboa liga a orientação dele às operações em São José; a FCSH+Lisboa diz que foi interna no Hospital D. Estefânia, «ao lado do médico Sabino Coelho, onde o auxiliou e realizou operações».
- O ano em que Carolina Beatriz Ângelo operou pela primeira vez em São José.
- Quando Sofia Quintino dirigiu a secção do lúpus: só a Wikipédia o diz, sem data.
- Igreja de São Domingos
- O início da vigília: noite de 31/12/1968 (Comissão Comemorativa) ou 1/1/1969 (António de Araújo). A RTP Ensina fala de católicos que «ocuparam pela primeira vez uma capela» a 1/1/1969 — pode ser outra ação.
- Quem musicou a «Cantata da Paz»: Francisco Fernandes, segundo a Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril; Rui Paz, a partir de um espiritual negro norte-americano, segundo Francisco Fanhais e a tese de Eloísa Aragão (Francisco Fernandes musicou outro poema de Sophia, «Porque», que Fanhais gravou em 1970).
- ISCEF, no Quelhas
- O nome do suposto informador: «Fernando Lopes Manuel» (biografia do Museu do Aljube) ou «Vítor Manuel Lopes» (texto do Museu do Aljube de 2020).
- Onde Ribeiro Santos foi atingido: «nas costas» (Memória Comum; Comissão Comemorativa) ou «com dois tiros no peito» (Toponímia de Lisboa).
- A data da morte: 12/10/1972 em quase todas as fontes; uma lista do Memória Comum indica 13/10/1972.
- O ponto exato do anfiteatro no campus atual, e se há placa evocativa no ISEG.
- Instituto Superior Técnico
- O dia do plenário que suspendeu o luto académico de 1962: 15 de junho (Comissão Comemorativa) ou 14 de junho (Wikipédia).
- Quando, e por quanto tempo, o IST esteve fechado em 1972.
- Sede do jornal República (Rua da Misericórdia)
- O que é hoje o prédio do n.º 116, e se há nele alguma placa.
- Desde quando o República esteve na Rua da Misericórdia — e, por isso, se as colaborações de Maria Veleda (1950) e de Helena Neves foram já feitas nesta casa.
- Quartel de Lanceiros 2 / Regimento de Polícia Militar (Calçada da Ajuda)
- Se o Regimento de Polícia Militar ocupava em 1975 o mesmo quartel de Lanceiros 2 (as fontes usam as duas designações), e o ponto exato na Calçada da Ajuda.
- Os nomes dos três mortos de 25 de novembro de 1975.
- A grafia do nome do major: «Campos Andrada» (Associação 25 de Abril, Jofre Alves) ou «Campos Andrade» (Comissão Comemorativa).
- A hora a que o posto de comando do regime passou a funcionar aqui: a Associação 25 de Abril já o situa em Lanceiros 2 às 6h45; Jofre Alves dá a chegada dos ministros às 9h40.
- Largo do Caldas / Rua da Madalena
- Ponto exato onde Estêvão Giro caiu (Rua da Madalena ou Largo do Caldas).
- Idade: o Museu do Aljube diz que tinha 25 anos, mas indica 1937 como ano de nascimento (o que daria 24 ou 25 anos, consoante a data).
- Data e enquadramento da mudança de nome para Largo Adelino Amaro da Costa (lida apenas no OpenStreetMap).
- O nome oficial do largo hoje: Largo Adelino Amaro da Costa, segundo o OpenStreetMap.
- Largo do Carmo e Quartel do Carmo
- Hora de chegada de Caetano ao Carmo: 05h30 (Jofre Alves) ou 06h00 (Associação 25 de Abril).
- Chegada de Spínola: 17h45 (Comissão Comemorativa, CD25A) ou 18h00 (Associação 25 de Abril); a entrega do poder é situada «pelas 18h30» na página Lugares de Abril.
- Saída da «Bula»: 19h30 (CD25A) ou 19h35 (Associação 25 de Abril).
- O pormenor sobre Maria de Lurdes Rocha só consta da cronologia de Jofre Alves.
- Horário corrente do Museu da GNR e existência de placas evocativas no largo (não confirmados).
- Código postal e número de polícia do quartel.
- Marcas de memória do 25 de Abril no largo (placas, calçada) não verificadas nesta investigação, centrada na repressão.
- Relação entre o quartel e o antigo Convento do Carmo: a Wikidata devolve o item «Convento do Carmo» (Q1470414) para «Quartel do Carmo»; não aprofundei.
- Largo do Rato (antiga Praça do Brasil)
- Os fuzilamentos junto ao chafariz do Largo do Rato, a 9 de fevereiro de 1927, só foram lidos na Wikipédia; o Museu do Aljube fala de revoltosos fuzilados, sem dizer onde.
- O número de mortos em Lisboa em fevereiro de 1927: a Wikipédia dá «mais de 70» no resumo e «pelo menos 90» no corpo do artigo.
- Que unidades se revoltaram em 1931: o Museu do Aljube e a Wikipédia falam do Regimento de Caçadores n.º 7, mas o estudo da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças põe o Batalhão de Caçadores 7, no Castelo de São Jorge, do lado do Governo, e dá como tomadas Metralhadoras 1 e Artilharia Ligeira 3.
- Quantas pessoas foram levadas da Capela do Rato para a esquadra: 91 (António de Araújo, a partir da documentação policial) ou cerca de 60 (Wikipédia).
- Comando da Legião Portuguesa
- A hora: rendição cerca das 13h30 («Movimentações do dia 25 de Abril», Associação 25 de Abril) ou ocupação «pelas 14H00» (página «Lugares de Abril», da mesma associação).
- O edifício exato do comando no Largo da Penha de França, e o que lá está hoje; o ponto no mapa é aproximado.
- Desde quando o comando-geral da Legião esteve na Penha de França.
- Liceu de Camões
- Se a violência policial que João Paulo Guerra situa «após o comício de Humberto Delgado no Liceu Camões» foi a 18 de maio de 1958, ou se houve mais do que uma sessão da campanha no liceu.
- Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho (herdeiro do Liceu Maria Pia, o primeiro liceu feminino)
- As moradas do liceu antes de 1933 (há referências, não confirmadas, ao Largo do Contador-Mor, em Alfama, e ao Palácio Valadares, no Largo do Carmo).
- A sucessão de nomes: a biografia de Domitila de Carvalho na Wikipédia diz que o Liceu Maria Pia passou a Liceu de Almeida Garrett em 1917 e só depois a Maria Amália Vaz de Carvalho; a de Maria Guardiola trata o Almeida Garrett e o Maria Amália como liceus diferentes.
- O dia da fundação (23 de fevereiro de 1906, segundo a Wikipédia) e as datas do reitorado de Domitila de Carvalho só foram lidos na Wikipédia.
- A relação entre o decreto de 1885 (FCSH+Lisboa) e o decreto régio de 1906 que instituiu o liceu.
- Sede da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (Rua dos Castelinhos, 6)
- Durante quanto tempo a Liga teve sede no n.º 6, e onde ficavam as outras «sedes» que os Roteiros Feministas situam entre o Jardim Constantino e o Martim Moniz.
- O dia da constituição legal da Liga, em fevereiro de 1909.
- O ano da fundação da Associação de Propaganda Feminista: 12 de maio de 1911 (Assembleia da República) ou 1912 (Toponímia de Lisboa). Ficou a data da Assembleia da República.
- O que funciona hoje no n.º 6 e se há no prédio alguma marca da Liga.
- O ponto no mapa marca a rua, não o n.º 6, que não está identificado no OpenStreetMap.
- «Mitra» – Asilo da Mitra e 3.º Posto da 14.ª Esquadra da PSP
- Onde ficava exatamente o posto policial da «Mitra», e se funcionava no recinto do asilo: o ponto no mapa é o do palácio.
- Se o «Albergue da Mitra», do Museu do Aljube, e o «Asilo da Mitra», da Toponímia de Lisboa, são a mesma instituição.
- Numa lista de esquadras de Lisboa de 1922, publicada pelo Memória Comum, a 14.ª Esquadra fica no Beato, com postos em Chelas e nos Olivais, e não há posto na Mitra.
- O número de polícia do palácio na Rua do Açúcar: 64 (Toponímia de Lisboa) ou 56 (OpenStreetMap).
- O Século — a redação de «Modas e Bordados»
- O ano em que Maria Lamas começou em «Modas e Bordados»: 1928 (Virgínia Baptista; Wikipédia), 1929 (MDM, para a entrada n'O Século) ou 1930 (CIG).
- Se as redações de «Modas e Bordados» e de «O Século Ilustrado» funcionavam neste edifício (as fontes situam aqui o jornal).
- A duração da exposição de 1930 (um ou dois meses) e as salas usadas.
- O número de porta: a Wikipédia dá 41-59 para o edifício do jornal; a morada oficial de hoje é o n.º 63.
- Cooperativa «A Padaria do Povo»
- A data e quem esteve na assembleia fundadora do MDM: o próprio MDM dá 1968 e a Padaria do Povo; outras fontes ligam a origem às comissões eleitorais de mulheres de 1969; as fontes sobre a cooperativa não falam do MDM.
- A página do MDM nomeia Manuela Porto (morta em 1950) e Maria Isabel Aboim Inglez (morta em 1963) entre as mulheres da Associação Feminina Portuguesa para a Paz que «vieram a fundar o MDM», o que não é possível para a fundação de 1968.
- A saída dos carbonários na madrugada de 4 de outubro de 1910 só consta do testemunho de José Zaluar à Mensagem de Lisboa.
- Palácio Foz – Secretariado de Propaganda Nacional / Secretariado Nacional de Informação (SPN/SNI)
- Localização exata do café Palladium em 1964 (o Memória Comum diz «junto ao elevador da Glória»).
- O caderno da JJ mostra também o Palácio Ludovice (Rua de São Pedro de Alcântara, 45) como edifício onde «funcionou o SPN»; não confirmei em que anos.
- Horários de visita: não verificados.
- O Museu Nacional do Desporto no Palácio Foz: segundo o OpenStreetMap.
- Palácio da Independência – sede da Mocidade Portuguesa
- A história do palácio no século XX vem da Wikipédia, que cita o Diário da República e o inventário do património arquitetónico (SIPA); falta confirmá-la nessas fontes.
- Desde quando a Mocidade Portuguesa teve aqui a sede: o decreto de 30 de maio de 1939 previa-a, mas um decreto de 5 de junho do mesmo ano mandou entregar o palácio ao Estado «sem outro fim».
- Se a Mocidade Portuguesa Feminina também teve instalações no palácio.
- Paço de São Cristóvão / Palácio Vagos — Associação de Socorros Mútuos de Empregados no Comércio de Lisboa
- Se o salão nobre onde decorreu o congresso era o deste palácio: as fontes só nomeiam a associação, dona do edifício desde 1913.
- O dia de abertura: 4 de maio (FCSH+Lisboa, Wikipédia) ou 5 de maio (seminário da NOVA FCSH de 2024). A brochura de divulgação anunciava o congresso para março.
- A presença do Presidente Manuel Teixeira Gomes na sessão inaugural (só a Wikipédia).
- Igreja de Santa Engrácia – Panteão Nacional
- Onde esteve sepultado Humberto Delgado em Lisboa, entre 1975 e 1990.
- O paradeiro dos restos mortais de Arajaryr Campos.
- O lugar do crime: perto de Badajoz, com os corpos encontrados em Villanueva del Fresno (Museu do Aljube), ou perto de Olivença (Panteão Nacional).
- Parque Eduardo VII
- O ponto exato do parque, tanto da manifestação de 1975 como da entrega das instruções em 1974; a coordenada é o centro do parque.
- O número de homens que desfizeram a manifestação (cerca de dois mil é a estimativa da reportagem).
- Fortaleza de Peniche — a cadeia política
- Quem eram as seis mulheres de presos detidas em dezembro de 1963, no protesto junto às muralhas.
- Penitenciária de Lisboa
- A data de inauguração da Penitenciária, no fim do século XIX.
- O dia da morte de Militão Ribeiro: 2 de janeiro de 1950 (Museu do Aljube, Memória Comum) ou 3 de janeiro (Wikidata). Ficou o 2 de janeiro.
- Se a prisão fechou de facto em 2026, como previa a notícia citada pela Wikipédia.
- Posto de Comando do MFA – Regimento de Engenharia n.º 1 (Quartel da Pontinha)
- A patente de Sanches Osório: major (Associação 25 de Abril) ou capitão-tenente (Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril).
- A hora a que Caetano chegou: a Associação 25 de Abril regista Spínola aqui, com os membros do Governo presos, às 20h30; a cronologia de Jofre Alves põe a chaimite «Bula» aqui às 21h00; a Comissão Comemorativa diz que, levantado o cerco às 19h30, a coluna levou hora e meia a fazer cerca de 11 km.
- O diploma que classificou o edifício: a Câmara de Odivelas chama-lhe «Decreto-Lei n.º 21/2015, de 23 de outubro»; no Diário da República tem o título de Decreto n.º 21/2015.
- O concelho: a morada é na Pontinha (Odivelas), mas o OpenStreetMap põe o ponto no limite com Carnide (Lisboa).
- Se já foi posta no quartel a placa dos «Lugares de Abril» da Câmara de Lisboa e da Associação 25 de Abril: em março de 2024 esperava pelo fim das obras.
- Rádio Clube Português (estúdios da Rua Sampaio e Pina)
- A hora da ocupação: 3h12 (cronologia de Jofre Alves), 3h20 ou 3h32 (Associação 25 de Abril, nas suas duas páginas) ou 3h30 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril).
- A hora do primeiro comunicado: 4h26 (Associação 25 de Abril, Comissão Comemorativa, Jofre Alves) ou 4h20 (Museu do Aljube).
- Quem comandava o grupo de oficiais que ocupou a emissora: o major Costa Neves (Associação 25 de Abril) ou o capitão Mendonça de Carvalho (Jofre Alves).
- O que funciona hoje no n.º 24 da Rua Sampaio e Pina, e onde fica ao certo a placa dos «Lugares de Abril».
- Rádio Renascença (estúdios da Rua Capelo)
- Confirmar se o prédio atual (hotel The Ivens, segundo o OpenStreetMap) corresponde ao edifício dos estúdios de 1974 e se existe placa evocativa.
- A Associação 25 de Abril grafa o disco como «Cantigas de Maio»; o título publicado é «Cantigas do Maio» (1971) — confirmar.
- Os estúdios ocupados em 1975 («estúdios de Lisboa», segundo a Comissão Comemorativa) eram os da Rua Capelo? Não confirmado.
- O uso atual do prédio: um hotel (The Ivens), segundo o OpenStreetMap; não confirmado no local.
- Quartel do Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1 (RAL 1, depois RALIS)
- O ponto no mapa é aproximado (bairro da Encarnação): falta localizar o antigo quartel e saber o que lá está hoje.
- O número de feridos a 11 de março de 1975: 14 (Comissão Comemorativa) ou 15 (RTP).
- A hora do cessar-fogo: 13h00 segundo Ricardo Noronha (Ler História); a RTP dá o acordo entre os comandantes pelas 14h30.
- Quem foi o civil que, segundo a RTP Ensina, morreu no dia seguinte ao ataque.
- Redação do jornal «A Capital» (Rua do Norte, 3)
- O ponto no mapa é aproximado: o n.º 3 da Rua do Norte não está identificado, e o ponto fica na Praça de Luís de Camões, junto à esquina.
- Até quando a redação de «A Capital» esteve neste prédio.
- O número da casa onde Virgínia Quaresma morou na Rua do Norte, e em que anos.
- Reitoria da Universidade de Lisboa
- O dia em que Marcelo Caetano falou aos estudantes da varanda da Reitoria.
- Se alguma estudante falou nos plenários diante da Reitoria: as fontes consultadas só documentam a intervenção de Isabel do Carmo no Estádio Universitário.
- Rossio (Praça de D. Pedro IV)
- O dia das cargas da GNR depois da chegada de Humberto Delgado a Santa Apolónia: 16 de maio de 1958 (o dia em que, em 2008, se descerrou a lápide da estação) ou 15 de maio («no dia seguinte» ao comício do Porto, segundo o Museu do Aljube).
- O dia da ação dos porcos das Brigadas Revolucionárias: o Museu do Aljube diz só que foi «dias depois» da reeleição de Américo Tomás, a 25 de julho de 1972.
- Se Celeste Caeiro também deu cravos no Rossio ou se a Associação 25 de Abril fala de outras pessoas que repetiram o gesto dela: Celeste contou que deu o cravo ao soldado que lhe pediu um cigarro na Rua do Carmo, a caminho do Largo do Carmo.
- Estúdios da RTP no Lumiar
- A hora da ocupação: 3h59 (Associação 25 de Abril, Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril) ou 3h00 (cronologia de Jofre Alves).
- O bloqueio do emissor de Monsanto e a declaração lida por Fialho Gouveia às 18h40 só constam da cronologia de Jofre Alves.
- O que há hoje no n.º 44 da Alameda das Linhas de Torres: as coordenadas marcam o troço da alameda, não o edifício.
- Rua Angelina Vidal
- Se as placas da rua trazem a legenda de 1924, «Ilustre Conferencista e Propagandista da Emancipação Social».
- Rua do Arsenal e Avenida da Ribeira das Naus
- O posto de Fernando Sottomayor: aspirante (Associação 25 de Abril, Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril) ou alferes miliciano (cronologia de Jofre Alves).
- As horas: a Associação 25 de Abril situa os confrontos entre as 6h30 ou 7h00 e as 10h30, e a agressão ao tenente Assunção às 10h45, como Jofre Alves; a Comissão Comemorativa põe o confronto da Rua do Arsenal às 10h30.
- Se o brigadeiro disparou dois tiros para o ar antes de recuar para a Rua do Arsenal: só a cronologia de Jofre Alves o diz.
- Rua do Carmo — os cravos de Celeste Caeiro
- O ponto exato do gesto de Celeste Caeiro: «o início da Rua do Carmo» (Diário de Notícias), a esquina com a Rua Garrett (A Mensagem de Lisboa), «diante da Tabacaria Caravela» (Diário de Notícias) ou o Rossio (Wikipédia em inglês). A coordenada é a da rua.
- Se Celeste ia para casa (morava no Chiado) ou para o Rossio de metro: os relatos publicados divergem.
- A hora do encontro: as fontes só dizem que foi de manhã ou perto do meio-dia.
- Se existe alguma placa ou marca de Celeste Caeiro na rua.
- Rua da Creche (local do assassinato de José Dias Coelho)
- O ponto no mapa marca a rua, não o n.º 30, que não está identificado no OpenStreetMap.
- A hora do crime: «ao princípio da noite» (A Voz do Operário) ou «em pleno dia» (Toponímia de Lisboa).
- Quantos agentes: três, nomeados pelo Memória Comum, ou cinco, saídos de uma viatura, segundo A Voz do Operário.
- Onde e em que suporte está inscrita a frase de Dias Coelho no lugar do crime, e desde quando.
- Ruas das feministas republicanas na Quinta dos Condes de Carnide
- O texto atual das placas da Rua Adelaide Cabete e da Rua Ana de Castro Osório (se a de Adelaide Cabete repete o erro «1877»).
- Ruas das pioneiras no Bairro de Caselas
- As legendas das placas das outras ruas (só a da Rua Aurora de Castro está documentada).
- Quantos nomes de mulheres deu o edital de 1988: a Toponímia de Lisboa diz que, além de Carolina Ângelo, cinco dos onze restantes topónimos são de mulheres, mas a lista que publica tem seis (Leonor Pimentel, Alice Pestana, Virgínia Quaresma, Aurora de Castro, Olga Morais Sarmento e Sara Afonso).
- Estação de Santa Apolónia
- O dia da chegada de Delgado: 16 de maio de 1958 (Jornal de Notícias, 2008; a lápide) ou 15 de maio («no dia seguinte» ao comício do Porto, segundo o Museu do Aljube).
- O dia da chegada de Soares: 28 de abril de 1974 (a maioria das fotografias da Casa Comum) ou 27 de abril (outra fotografia; um blogue).
- O texto exato da lápide de 2008.
- Sé Patriarcal de Lisboa
- Que cargo tinha o padre João Perestrelo de Vasconcelos: Irene Pimentel chama-lhe «pároco» da Sé, mas a nota biográfica publicada com o mesmo texto diz que era capelão do Arsenal do Alfeite, e a PIDE foi prendê-lo à sacristia da igreja da Cova da Piedade.
- Se o encontro de 11 de março foi nos claustros ou noutra dependência da Sé: Irene Pimentel fala dos claustros e, logo a seguir, da ordem para sair «dessa igreja».
- O horário de visita: a página «Horários» da Sé e o rodapé do mesmo sítio dão horários diferentes para os meses de verão.
- Sede dos Serviços de Censura / Exame Prévio (1969-1974)
- Coordenadas aproximadas (troço da rua); o n.º 125 não está geocodificado no OpenStreetMap.
- O FCSH+Lisboa situa a direção-geral da censura na Rua de São Pedro de Alcântara (sem datas); coincide com as sedes de 1961-1969 indicadas por Cardoso Gomes.
- Sequência de 25-26 de abril: um texto da JJ diz que os censores fugiram da Rua da Misericórdia uma ou duas horas depois de o República sair, a 25; Cardoso Gomes fala de assalto popular na manhã de 26. Ambas as versões podem ser compatíveis.
- Uso atual do edifício e existência de placa: não verificados.
- Data da apreensão de «Minha Senhora de Mim» (o Museu do Aljube refere a apreensão pela PIDE, sem data).
- O uso atual do edifício.
- Sede da PVDE / PIDE / DGS
- A hora dos disparos de 25 de abril: «por volta das 20h15» (Associação 25 de Abril), «perto das 20h30» (Museu do Aljube), 21h00 (cronologia da Comissão Portuguesa de História Militar); a placa de 1980 diz «na tarde». A rendição de 26 de abril: cerca das 9h00 ou das 9h30.
- Coordenadas: o n.º 22 não está geocodificado no OpenStreetMap; usei o ponto do troço da rua devolvido pelo Nominatim.
- Nome comercial atual do condomínio: a Esquerda.net (2009) refere o «site do Paço do Duque»; não confirmei se a designação se mantém em 2026.
- A cronologia da CPHM regista ainda que um elemento da DGS capturado na rua foi abatido a tiro quando tentava fugir; não encontrei confirmação noutra fonte.
- Raul Alves: a Comissão 50 Anos dá a morte a 1/8/1957; o Memória Comum dá 31/7/1958, com o contexto da greve da Companhia Industrial Portuguesa a seguir às eleições de 8/6/1958. Escolhi 1958 pela coerência do contexto.
- António Lopes Almeida (1949): a Comissão 50 Anos situa a morte numa sala do 3.º piso da sede; o Memória Comum diz que morreu na Cadeia do Aljube, a 21/1/1949.
- Texto exato da placa municipal de 2010 e confirmação da colocação da placa com código QR anunciada para 3/4/2024.
- Grafia nas placas: «Gesteira» e «José Guilherme R. Arruda» (placa de 1980) vs. «Giesteira» e «João Guilherme Rego Arruda» (Museu do Aljube).
- Data em que a PIDE passou a chamar-se DGS (1969) não foi confirmada numa fonte consultada.
- Piso dos interrogatórios: «terceiro piso» (Comissão 50 Anos; Memória Comum) vs. «quarto andar» no relato de Maria José Morgado ao JN (2005) — talvez diferença de contagem de pisos.
- Disparos anteriores: Jofre Alves (CD25A) refere rajadas às 13h30 com cinco feridos e um morto às 16h15 — não confirmado noutras fontes.
- Número de porta: 22 (Associação 25 de Abril, Time Out) ou 20 (Observador).
- Texto exato e localização atual das placas de 1980 e de 2010.
- Confirmar no local se a lápide continua no mesmo sítio.
- Nomes dos interrogadores de Conceição Matos: só na Wikipédia.
- As cinco «Mulheres do Couço», presas em abril de 1962, terão sido interrogadas e torturadas nesta sede — só a Wikipédia o diz, entre as fontes consultadas.
- Sociedade Nacional de Belas-Artes
- O ano da exposição: janeiro de 1947 (Virgínia Baptista, Teresa Joaquim, catálogo citado pela Wikipédia) ou 1946 (uma página do Museu do Aljube).
- A ligação das Exposições Gerais de Artes Plásticas ao MUD só foi lida na Wikipédia.
- As salas usadas e a data da palestra de Manuela Porto.
- Se há alguma marca da exposição no edifício.
- Sociedade Portuguesa de Escritores (sede)
- O ponto no mapa é aproximado: está na Rua da Escola Politécnica, não à porta do n.º 20.
- O que noticiou o Jornal do Fundão: a RTP diz que foi o único jornal a dar a notícia e que por isso foi suspenso seis meses; mas o memorial da APE cita o relato do assalto no Diário de Notícias de 22 de maio de 1965.
- Quem fez o assalto: «bandos de desconhecidos, apoiados por elementos da PIDE» (memorial da APE, 1983) ou «um grupo de agentes da PIDE e de legionários» (RTP).
- Campo de Concentração do Tarrafal (Cabo Verde)
- Quantos presos vieram na primeira leva: 157 (Comissão Comemorativa) ou 152 (Museu do Aljube).
- Quando reabriu o campo: a 14 de abril de 1961, segundo o Museu do Aljube; a Comissão Comemorativa só dá a chegada dos primeiros presos, a 25 de fevereiro de 1962.
- Quantos presos morreram no Tarrafal na primeira fase: a Comissão Comemorativa fala de 32 mortos até 1949.
- A temperatura dentro da «frigideira»: 50 graus (Comissão Comemorativa); perto dos 45, no testemunho de Edmundo Pedro (Memória Comum).
- Terreiro do Paço (Praça do Comércio)
- A hora da ocupação: 05h50 (Jofre Alves, CD25A), 06h00 (Associação 25 de Abril, «Movimentações», e Comissão Comemorativa) ou 06h10 (a mensagem ao Posto de Comando, nos «Lugares de Abril»).
- Quem impediu a fragata de disparar: a Associação 25 de Abril atribui-o ao imediato, o primeiro-tenente Fernando Caldeira dos Santos; Jofre Alves chama-lhe Fernando Ferreira dos Santos; a Comissão Comemorativa fala da tripulação, que estava «com o Movimento».
- Em que ponto da praça está a placa dos «Lugares de Abril».
- A Voz do Operário
- As duas fotografias da Casa Comum dão datas diferentes (28/1 e 10/2/1949) para o «comício de Lisboa (Voz do Operário)»: falta saber se houve dois comícios ou se uma das datas é da catalogação.
- Se o comício de 10/2/1949 foi já depois da decisão de desistir da candidatura.
Pessoas
- Adelaide Cabete
- A data do I Congresso Feminista e de Educação: 4 a 9 de maio de 1924 (FCSH+Lisboa, Wikipédia sobre o Conselho); a Toponímia de Lisboa diz 1925 e a Wikipédia sobre Adelaide Cabete diz 1921.
- Com quem partilhava o consultório dos Restauradores, e em que andar: com a sobrinha, a dentista Maria Brazão, no 2.º andar (Toponímia de Lisboa), ou com a irmã, Maria Brazão, e o sobrinho Arnaldo Brazão, no 1.º andar (FCSH+Lisboa).
- O ano da fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas: 1909 (Toponímia de Lisboa) ou 1908 (Wikipédia).
- Se dirigiu a revista «Alma Feminina»: a Toponímia de Lisboa e a Wikipédia dizem que a fundou e dirigiu entre 1920 e 1929; a Biblioteca Nacional dá como diretora, desde 1917, Maria Clara Correia Alves.
- Agostinho Neto
- As datas das prisões em Lisboa (1950, 1951 e 1955), a da libertação (julho de 1957) e a passagem pelo Aljube em 1962 vêm só da Wikipédia; o Museu do Aljube diz apenas que foi preso várias vezes e libertado em 1962.
- Aida Magro
- O dia da prisão: 27 de maio de 1957, segundo a Wikipédia; a CIG dá só o ano.
- Quando saiu da prisão: seis anos depois de presa, por causa das medidas de segurança, segundo a Wikipédia; a CIG não dá a data.
- O ano do Manifesto de Caxias, 1961, só aparece na Wikipédia.
- Albina Fernandes
- Onde morreu e onde se fez o funeral, que se tornou uma manifestação de protesto: as fontes dizem apenas Lisboa.
- Alda do Espírito Santo
- Se foi fundadora do Centro de Estudos Africanos, como diz a Wikipédia: António Tomás Medeiros conta que o Centro era dirigido por Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral, Francisco José Tenreiro e António Domingues, e que se instalou na casa onde ela vivia por intermédio de Mário de Andrade.
- A idade com que morreu: 82 anos, segundo o Memória Comum; as datas da Wikipédia (30 de abril de 1926 e 9 de março de 2010) dão 83.
- Alfredo Assunção
- As datas de nascimento e de morte de Alfredo Correia Assunção.
- Alice Pestana
- O ano em que a Sociedade Altruísta deu lugar à Liga Portuguesa da Paz: 1889 (Toponímia de Lisboa) ou 1899 (Wikipédia).
- Se foi cofundadora da Sociedade Altruísta (Toponímia de Lisboa) ou se entrou para ela depois de criada por José Pessanha (Wikipédia).
- Se a Liga Portuguesa da Paz foi a primeira organização feminista portuguesa, como diz a Wikipédia; a Toponímia de Lisboa não o afirma.
- Os lugares de Lisboa ligados à sua vida e ao seu trabalho: as fontes não dão moradas.
- Álvaro Cunhal
- A hora e o voo da chegada a Lisboa: há relatos de um voo da Air France às 13h50, que as fontes aqui citadas não confirmam.
- O dia e o lugar do nascimento (Coimbra, 10 de novembro de 1913) e da morte (Lisboa, 13 de junho de 2005) vêm só do Wikidata.
- Amílcar Cabral
- O ano da fundação do PAIGC: 1959, segundo o Museu do Aljube e o texto da Wikipédia; a caixa de informação da mesma Wikipédia indica 1956.
- O ano do regresso a Bissau, 1952, vem só da Wikipédia.
- Ana de Castro Osório
- O lugar da morte: Lisboa, em sua casa, na freguesia da Sé (Wikipédia, que cita o registo de óbito), ou Setúbal (Toponímia de Lisboa).
- O ano da fundação da Associação de Propaganda Feminista: 1911, segundo a Assembleia da República (12 de maio) e a Wikipédia, ou 1912, segundo a Toponímia de Lisboa.
- A Comissão Feminina «Pela Pátria»: de 1914 (Wikipédia) ou de 1916 (Toponímia de Lisboa). E a Cruzada das Mulheres Portuguesas: nasceu dela (Toponímia de Lisboa) ou foi fundada por Elzira Dantas Machado, que remodelou a comissão (Wikipédia).
- O título do manifesto de 1905: «As Mulheres Portuguesas» (Toponímia de Lisboa) ou «Às Mulheres Portuguesas» (Wikipédia).
- Quem fundou «A Sociedade Futura»: Ana de Castro Osório (Toponímia de Lisboa) ou Olga de Moraes Sarmento e o marido, Manuel João da Silveira (Wikipédia).
- Angélica Viana Porto
- Se dirigiu a comissão da Escola Maternal de 1907, como diz a Wikipédia, ou se apenas fez parte dela, como diz o blogue Silêncios e Memórias.
- Os anos da vice-presidência do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas: 1928, segundo o blogue Silêncios e Memórias, a partir de uma fotografia da direção; 1929, 1931–1934 e 1936, segundo a Wikipédia, que acrescenta a presidência honorária em 1937.
- Angelina Vidal
- O nome completo: «Angelina Casimira do Carmo da Silva Vidal» (Toponímia de Lisboa) ou «Angelina Casimira da Silva Vidal» (Wikipédia).
- O apelido do marido: «Campo Vidal» (Toponímia de Lisboa) ou «Campos Vidal» (Wikipédia, que dá o mesmo apelido aos filhos).
- António de Spínola
- A hora a que chegou ao Quartel do Carmo a 25 de abril: pelas 17h45 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos) ou às 18h00 (Associação 25 de Abril).
- As datas e os lugares do nascimento e da morte vêm só da Wikidata.
- O nome completo, António Sebastião Ribeiro de Spínola, que nenhuma fonte desta página dá.
- António Tereso
- As datas de nascimento e de morte: a URAP publicou uma nota «Na morte de António Tereso» que não foi possível ler.
- Arajaryr Campos
- O lugar exato da emboscada: perto de Badajoz, segundo o Museu do Aljube; perto de Olivença, segundo o Panteão Nacional (ver Humberto Delgado).
- Onde estão hoje os seus restos mortais: as fontes só dão a trasladação de Humberto Delgado, para Lisboa em 1975 e para o Panteão Nacional em 1990.
- Aurora de Castro e Gouveia
- Se foi a primeira notária portuguesa, como dizem a Toponímia de Lisboa e a Wikipédia, ou se o foi Regina Quintanilha, como diz o 24 Notícias (ver Regina Quintanilha).
- As datas completas do nascimento e da morte: a Toponímia de Lisboa só dá os anos, 1891 e 1931.
- A morada do cartório em Alcântara e a data em que foi nomeada notária.
- Qual das duas teses de 1924 reclamava o voto: a fonte diz apenas «uma delas».
- Aurora Rodrigues
- Se seguiu a magistratura, como diz a descrição da Wikidata: nenhuma das fontes de texto o refere.
- O ano de publicação de «Gente Comum – Uma História da PIDE».
- Carlos Albino
- As datas de nascimento e de morte e o nome completo de Carlos Albino.
- Carolina Beatriz Ângelo
- O ano do nascimento: 1878 (Dicionário de Médicos Portugueses, Isabel Lousada, FCSH, Wikipédia) ou 1877 (Toponímia de Lisboa).
- O dia da morte: 3 de outubro de 1911 (Dicionário de Médicos Portugueses, FCSH, Wikipédia), 2 de outubro (Toponímia de Lisboa) ou 13 de outubro (Assembleia da República). A Wikipédia diz que morreu «pelas 2 horas da manhã», o que pode explicar a data de 2.
- O ano em que entrou na Loja Humanidade: 1906 (FCSH, a partir de Isabel Lousada) ou 1907 (Toponímia de Lisboa).
- O cargo na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas: vice-presidente (Toponímia de Lisboa) ou vogal suplente da direção (Dicionário de Médicos Portugueses).
- Em que tribunal foi julgado o recurso para o recenseamento; nenhuma das fontes diz onde.
- Onde está sepultada: num jazigo do Cemitério dos Prazeres, segundo a Wikipédia; nenhuma outra fonte o confirma.
- Cecília Supico Pinto
- Os dias e os lugares do nascimento e da morte vêm só da Wikidata e da Wikipédia: 30 de maio de 1921, em Lisboa (freguesia dos Mártires), e 25 de maio de 2011 — em Cascais, segundo a Wikipédia.
- Que o «Retrato de Mónica» se inspirou nela só o diz a Wikipédia, sem fonte citada.
- A sede do Movimento Nacional Feminino em Lisboa: Rua Presidente Arriaga, 6, segundo a Wikipédia, sem outra fonte.
- Celeste Caeiro
- O dia do nascimento: 2 de maio de 1933 (Diário de Notícias, Wikipédia, Wikidata) ou 3 de maio (Observador).
- O ponto exato da entrega do cravo (ver a Rua do Carmo).
- A função no restaurante: «empregada de mesa e costureira» (A Mensagem de Lisboa); outros relatos dizem só que trabalhava no restaurante.
- A condecoração póstuma pelo Presidente da República (8 de março de 2025), referida num título do Público que não foi possível ler.
- Cesina Bermudes
- O dia da morte: 5 de dezembro de 2001 (Wikipédia) ou 9 de dezembro (Wikidata).
- O ano da licenciatura: 1932 (Toponímia de Lisboa) ou 1933 (CIG; a Wikipédia hesita entre os dois).
- O pioneirismo do doutoramento: a CIG diz que foi a primeira portuguesa doutorada em obstetrícia; a Wikipédia, que foi a segunda mulher a doutorar-se na Faculdade de Medicina de Lisboa, depois de Domitila de Carvalho.
- Clarisse Guerra
- Quem era Clarisse Guerra: as datas de nascimento e de morte, o percurso profissional e se era locutora do Rádio Clube Português.
- O que dizia ao certo o comunicado: o cerco ao Quartel do Carmo (Associação 25 de Abril, Comissão Comemorativa) ou o ultimato para a rendição de Marcelo Caetano (cronologia de Jofre Alves).
- Conceição Matos
- Quando partiram para Paris: em fevereiro de 1974 (Museu do Aljube, na biografia de Domingos Abrantes; Wikipédia) ou logo em 1973, depois da libertação dele (leitura possível do Memória Comum e da biografia dela no Museu do Aljube).
- Quando acabou a segunda prisão: o Memória Comum fala de dois meses e alguns dias de isolamento em Caxias; a Wikipédia diz que só foi libertada em meados de 1969.
- O dia e o mês do nascimento: as fontes dão só o ano, 1936.
- Deolinda Lopes Vieira
- O dia da morte: 6 de junho de 1993, segundo a Wikipédia; 8 de junho, segundo João Esteves (Silêncios e Memórias).
- A morada exata da Escola-Oficina n.º 1, no Largo da Graça.
- Se o salão nobre onde se reuniu o congresso de 1924 era o do Palácio Vagos, que pertence à associação desde 1913.
- Se a Loja Humanidade que ajudou a fundar em 1923, no Direito Humano, é a mesma em que Maria Clara Correia Alves se iniciara antes, no Grande Oriente Lusitano: as biografias das duas na Wikipédia não o dizem.
- Domingos Abrantes
- Quando partiu para Paris: em fevereiro de 1974, segundo a biografia de Domingos Abrantes no Museu do Aljube, ou logo em 1973, segundo a de Conceição Matos na mesma página.
- Domitila de Carvalho
- Os anos em que foi reitora do Liceu D. Maria Pia: da fundação, em 1906, a novembro de 1912, segundo a Wikipédia; as outras fontes não dão datas.
- Os anos das duas legislaturas: 1935–1942 (Faces de Eva) ou 1934–1938 e 1938–1941 (Wikipédia). Segue-se a Faces de Eva.
- O retrato político — monárquica, conservadora, interlocutora entre Salazar e a antiga rainha D. Amélia — e a posição sobre o crucifixo nas escolas, em 1936, vêm só da Wikipédia.
- Elina Guimarães
- O nome completo: «Elina Júlia Pereira Guimarães da Palma Carlos» (Toponímia de Lisboa, Wikipédia) ou «Elina Júlia Chaves Pereira Guimarães» (CIG).
- O ano do artigo contra Júlio Dantas na «Vida Académica»: 1922 (Toponímia de Lisboa) ou 1925 (Wikipédia).
- Quando entrou para o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas: aos 20 anos, por volta de 1924 (Toponímia de Lisboa), ou em 1925 (Silêncios e Memórias; a CIG dá 1925 como o ano em que aderiu ao movimento feminista).
- Emídio Santana
- O papel de Emídio Santana no atentado: a Wikipédia dá-o como um dos autores; o Museu do Aljube fala de um atentado «normalmente atribuído» a anarquistas como ele, em ligação com outros elementos da Frente Popular; o Memória Comum fala de um grupo heterogéneo — motoristas de táxi de Lisboa, dirigentes anarquistas, «com destaque para Emídio Santana», e alguns militantes do PCP a título individual.
- Se chegou a cumprir a pena de degredo, e onde: a sentença de 1939 dava, em alternativa, 25 anos de degredo numa «possessão de 1.ª classe», e as fontes só dizem que passou pelas penitenciárias de Lisboa e de Coimbra e que foi libertado em 1953.
- Boa parte da biografia vem da Wikipédia, que se apoia nas memórias do próprio Emídio Santana e no seu espólio no Arquivo Histórico-Social; o percurso prisional confirma-se no Memória Comum.
- Estêvão Giro
- O dia do nascimento: o Museu do Aljube dá só o ano, 1937.
- O ponto exato onde caiu: na Rua da Madalena ou no Largo do Caldas.
- Eurico de Figueiredo
- O ano da rutura com o PCP: a Wikipédia diz 1967 e liga-a à invasão da Checoslováquia, que foi em agosto de 1968.
- O dia e o lugar do nascimento, 24 de março de 1939, em Vila Real, vêm só da Wikidata; as outras fontes não os dão.
- Fernanda Botelho
- O dia de nascimento (1 de dezembro de 1926) e o da morte (11 de dezembro de 2007) vêm só da Wikipédia e da Wikidata.
- Em que sessão do julgamento das «Novas Cartas Portuguesas» depôs: a Wikipédia nomeia-a entre as testemunhas de defesa, sem data.
- Fernando Giesteira
- A idade e a terra natal: 18 anos e natural de Salto, Montalegre, segundo o Museu do Aljube e o 7Margens, o que bate com a data de nascimento; 17 anos e natural de Vila Pouca de Aguiar, segundo o Esquerda.net (a Memória Comum também diz 17).
- O nome do pai: Amândio Gomes Giesteira, segundo o Museu do Aljube; Armando Gomes Giesteira, segundo o 7Margens.
- Fernando Reis
- O local da morte: «ao que tudo indica» o Hospital Militar da Estrela, segundo o Museu do Aljube.
- A naturalidade e a idade: Arranhó, Arruda dos Vinhos, e 23 anos, segundo o Museu do Aljube; Lisboa e 24 anos, segundo o jornal O Século de 28 de abril de 1974, citado pelo Esquerda.net.
- Fernando Sottomayor
- O posto: aspirante, segundo a Associação 25 de Abril e a Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril; alferes miliciano, segundo a cronologia de Jofre Alves, que dá o nome completo.
- As datas de nascimento e de morte, e o que lhe aconteceu depois do 25 de Abril.
- Costa Gomes
- O dia e o lugar do nascimento (Chaves, 30 de junho de 1914) e da morte (Lisboa, 31 de julho de 2001) vêm só do Wikidata.
- Helena Cabeçadas
- Que liceu frequentava: a ficha do Museu do Aljube refere o Liceu D. Filipa de Lencastre e o Liceu Rainha D. Leonor, sem dizer qual.
- Helena Neves
- O dia da libertação: 25 de abril (Museu do Aljube) ou a madrugada de 27, quando saíram os presos de Caxias (imprensa da época citada pelo Esquerda.net).
- Em que anos foi deputada à Assembleia da República.
- Helena Pato
- O ano da fundação do Movimento Democrático de Mulheres: 1969 (biografia de Helena Pato no Museu do Aljube) ou 1968 (biografia de Isabel do Carmo no mesmo museu).
- Helena Roseta
- Se foi uma das fundadoras do Botequim: assim o dizem a FCSH+Lisboa e o Museu do Aljube; a cronologia de «O Essencial sobre Natália Correia» (Imprensa Nacional, 2024) dá o bar como propriedade de uma sociedade de Natália Correia e Isabel Meyrelles, e não a nomeia.
- Humberto Delgado
- O lugar da morte: Badajoz (Museu do Aljube, Comissão Comemorativa dos 50 Anos) ou perto de Olivença (Panteão Nacional; a Wikipédia precisa: Los Almerines, junto a São Rafael de Olivença). Os corpos só foram encontrados em abril de 1965, em Villanueva del Fresno.
- O dia da chegada a Santa Apolónia: 16 de maio de 1958, a data escolhida para a lápide descerrada na estação em 2008, ou 15 de maio, «no dia seguinte» ao Porto, segundo o Museu do Aljube.
- Quando começou a dissidência: a partir dos anos 1940 (Museu do Aljube) ou nos anos 1950 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos).
- Isabel do Carmo
- O grau da Ordem da Liberdade: comendadora (CIG) ou grande-oficial (Wikipédia); o Museu do Aljube diz apenas «condecorada».
- O tempo de prisão depois de 1978: libertada em 1982, segundo o Museu do Aljube; «cerca de quatro anos (1978-1984)», segundo a CIG.
- O ano de fundação do MDM: 1968 (Museu do Aljube, nesta biografia) ou 1969 (biografia de Helena Pato).
- As datas e os lugares exatos das prisões de 1970 e de 1972.
- João Paulo Diniz
- A grafia do apelido: Diniz (Museu do Aljube, Wikidata) ou Dinis (Associação 25 de Abril, Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril).
- Se sabia que a canção que anunciava era uma senha: as fontes não o dizem.
- O ano de nascimento (1949) vem só da Wikidata.
- Joaquim Furtado
- A data e o lugar de nascimento só estão na Wikidata.
- Que foi ele a ler também o segundo comunicado, às 4h45: a cronologia de Jofre Alves di-lo; a Associação 25 de Abril regista o comunicado sem dizer quem o leu.
- José António Ribeiro Santos
- Onde morreu: na sala de observações do Hospital de Santa Maria (Memória Comum, Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril e a página do Museu do Aljube sobre o assassinato) ou já sem vida à chegada ao hospital (biografia no mesmo museu).
- José Barneto
- A idade: 38 anos, segundo o Museu do Aljube e a Time Out, o que bate com a data de nascimento; 37, segundo O Século de 28 de abril de 1974, citado pelo Esquerda.net.
- José Dias Coelho
- A hora do crime: «em pleno dia» (Toponímia de Lisboa) ou «ao princípio da noite» (Voz do Operário).
- Pinheiro de Azevedo
- As datas e os lugares do nascimento e da morte vêm só da Wikidata.
- Junqueira dos Reis
- O nome completo, as datas de nascimento e de morte, e o que lhe aconteceu depois do 25 de Abril.
- Leite de Vasconcelos
- Se o locutor é o jornalista e escritor Teodomiro Leite de Vasconcelos (Arcos de Valdevez, 1944 – Maputo, 1997), como diz a Wikipédia; por isso não se indicam aqui datas de nascimento e de morte.
- A mesma Wikipédia dá-o como locutor em direto nessa noite; a Associação 25 de Abril diz que estava de folga, que a sua voz foi gravada na véspera e que o locutor de serviço era Paulo Coelho.
- Luís Filipe Lindley Cintra
- O lugar da morte: Sesimbra, segundo o texto da Wikipédia, ou Lisboa, segundo a ficha da mesma página e o Wikidata. O Wikidata dá ainda Espariz como lugar de nascimento, contra Lisboa na Wikipédia.
- José Luandino Vieira
- O dia em que a SPE decidiu o prémio: 21 de maio de 1965, segundo o artigo da Wikipédia sobre Luandino; o artigo sobre a SPE cita notícias do Diário de Lisboa e do República de 19 de maio sobre a atribuição dos prémios.
- Luísa Tito de Morais
- O local e o dia do nascimento: o Museu do Aljube dá apenas o ano, 1942.
- Madalena Barbosa
- As datas exatas de nascimento (13 de março de 1942) e de morte (21 de fevereiro de 2008) vêm só da Wikipédia em inglês; a CIG dá apenas os anos.
- A data de fundação do MLM: maio de 1974 (CIG), 7 de maio de 1974 (Comunidade Cultura e Arte) ou abril de 1974 (Wikipédia em inglês).
- O ano em que entrou para a Comissão da Condição Feminina: 1980, segundo a Wikipédia em inglês; a CIG diz só «na década de 1980».
- Manuel Serra
- A fuga do Aljube e os pormenores da tortura só aparecem na Wikipédia, que cita o Público de 2010.
- Manuela Porto
- O dia da palestra sobre Virginia Woolf: a exposição esteve aberta de 4 a 12 de janeiro de 1947, e as fontes não dizem em que dia ela falou.
- Em que sede trabalhou como vice-presidente do CNMP: na Praça dos Restauradores ou já na Travessa da Fábrica das Sedas, nas Amoreiras, para onde o Conselho se mudou em 1946.
- Marcelo Caetano
- As datas e os lugares de nascimento e de morte vêm só da Wikidata.
- Margarida Tengarrinha
- Quando passou à clandestinidade: em finais de 1954 (testemunho no Museu do Aljube) ou em 1955 (Wikipédia e biografia de José Dias Coelho no mesmo museu).
- A morada da casa clandestina de Lisboa onde viveu com José Dias Coelho e onde funcionou o gabinete de falsificação de documentos.
- Maria Alda Nogueira
- A data da libertação: dezembro de 1968, em liberdade condicional (Wikipédia), ou dezembro de 1969, ao fim de «dez anos» em Caxias (Memória Comum).
- O dia do julgamento (22 de outubro de 1960) e o lugar da prisão (num táxi, na Avenida da Liberdade) só aparecem na Wikipédia.
- Se foi a «primeira mulher em Portugal condenada à prisão por motivos políticos», como diz a CIG: o Memória Comum diz, mais precisamente, que foi a primeira condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança.
- O fim do mandato de deputada: 1986, segundo a Wikipédia e o Memória Comum, que noutro passo diz «de 1975 a 1985».
- A placa de homenagem descerrada em 2024 na Rua José Dias Coelho, em Alcântara, referida só na Wikipédia.
- Maria Antónia Fiadeiro
- O local de nascimento (Lisboa) e o dia da morte (31 de março de 2023) só aparecem na Wikipédia; a CIG dá apenas os anos, 1942–2023.
- O ano em que passou a chefe de redação da revista: 1975, segundo a Wikipédia; a CIG não o diz.
- O ano de «Aborto – O Crime Está na Lei»: 1984, segundo a CIG e a lista de obras da Wikipédia; a introdução da mesma Wikipédia diz 1978.
- Se a redação de «Mulher – Modas e Bordados» ficava no edifício d'O Século em 1974–1975.
- Se foi presa em 1962: a CIG e a Wikipédia dizem que a PIDE a prendeu na crise académica, por apoiar a greve de fome na cantina; o Memória Comum, que regista os presos políticos, dá como data da primeira prisão 26 de novembro de 1972.
- Que foi presa no aeroporto de Lisboa: a Wikipédia diz só «no aeroporto», e a CIG diz que foi presa em 1972, quando regressava do Brasil.
- Maria Antónia Palla
- As acusações: «exercício ilegal da medicina», na queixa da Maternidade Alfredo da Costa (CIG, Wikipédia); «atentado ao pudor e incitamento ao crime», no relato da própria à Comunidade Cultura e Arte.
- Em que tribunal de Lisboa foi julgada, em 1979.
- Se a redação de O Século Ilustrado ficava no edifício do jornal, na Rua de O Século.
- Maria Barroso
- O lugar de nascimento: Olhão, segundo a Wikidata; Lisboa, segundo a exposição da Assembleia da República. Os dias do nascimento (2 de maio de 1925) e da morte (7 de julho de 2015), e o lugar da morte, vêm só da Wikidata; a CIG dá apenas os anos, 1925–2015.
- De onde e em que dia partiu de França o comboio em que regressaram.
- Quando foi expulsa do Teatro Nacional e proibida de ensinar: a exposição da Assembleia da República não dá datas.
- Maria Cândida Parreira
- Os dias de nascimento (16 de janeiro de 1877) e de morte (28 de julho de 1942) vêm só da Wikipédia; a Faces de Eva dá apenas os anos.
- Onde e quando publicou a explicação sobre a escolha de Salazar: Irene Flunser Pimentel cita-a sem indicar a origem.
- Maria Clara Correia Alves
- As datas e os lugares do nascimento, do casamento e da morte vêm só da Wikipédia, que cita os registos paroquiais e civis.
- Até quando dirigiu a «Alma Feminina»: até 1920, segundo a Wikipédia; o registo da Biblioteca Nacional, que cobre a revista de 1917 a 1946, dá-a como diretora, sem datas.
- Maria da Conceição Moita
- O dia da prisão, 6 de dezembro de 1973, e a fuga para Paris que preparava vêm da Wikipédia, que cita o livro «Os Últimos Presos do Estado Novo», de Joana Pereira Bastos; ela própria, em 2014, disse apenas «em dezembro de 73».
- Se foi militante das Brigadas Revolucionárias, como dizem Carlos Antunes (citado por António de Araújo) e a tese de Eloísa Aragão, ou só apoiante, como contou em 2014: «a única coisa que eu fiz antes do 25 de Abril foi apoiar algumas ações das Brigadas Revolucionárias».
- Quem decidiu que seria ela a ler a declaração na Capela do Rato: Carlos Antunes diz que foi ele, «por razões de disciplina»; os relatos dos católicos falam de uma decisão do grupo, e António de Araújo regista a versão de Antunes com reservas.
- O nome completo: «Maria da Conceição Victor Moita», segundo o processo da DGS de 1973 citado por António de Araújo.
- Maria de Lourdes Pintasilgo
- A data em que assumiu a presidência da Comissão para a Política Social relativa à Mulher (novembro de 1973, segundo a Wikipédia).
- Se foi a primeira mulher ministra em Portugal, como é muitas vezes dito: nem o Arquivo Pintasilgo nem a Wikipédia o afirmam.
- A data exata da posse como secretária de Estado (maio de 1974).
- Um lugar de Lisboa com morada documentada ligado à sua ação nos anos 1970 (o ministério, a Comissão da Condição Feminina).
- Maria Guardiola
- As legislaturas em que foi deputada: a I, a II, a III e a V, segundo a revista Faces de Eva; a Wikipédia diz que o foi de 1935 a 1945.
- Isabel Aboim Inglez
- A data da morte: 7/3/1963 (Wikipédia, que cita o registo de óbito); o Wikidata tem também 7/3/1953, e um texto do Museu do Aljube fala de «58 anos da sua morte», que pode ser de 2021.
- A grafia do apelido: «Inglez» (Museu do Aljube) ou «Inglês» (Wikipédia, Casa Comum).
- O ano do episódio do Tribunal Plenário e das Mónicas (1958, segundo a Wikipédia; o Museu do Aljube não o data).
- Se foi dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e da Associação Feminina Portuguesa para a Paz: o Museu do Aljube chama-lhe «dirigente» das duas (e do MUD, entre 1946 e 1948); a CIG e a Wikipédia dizem que entrou como sócia no Conselho, nos anos 1930, e que mais tarde aderiu à Associação.
- Maria Isabel Barreno
- A data de nascimento: 10 de julho de 1939 (MDM, Wikipédia, Wikidata) ou 7 de outubro de 1939 (Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril).
- O local da morte: o Observador refere a cremação no cemitério dos Olivais, sem dizer onde morreu.
- Se esteve na manifestação do MLM no Parque Eduardo VII, a 13 de janeiro de 1975 (as fontes lidas nomeiam-na como fundadora do movimento, não como manifestante nesse dia).
- Maria José Morgado
- O dia de nascimento, 27 de junho de 1951, só aparece na Wikidata; a CIG dá apenas o ano, e nenhuma das fontes diz onde nasceu.
- Quanto tempo esteve presa e se só foi libertada com o 25 de Abril.
- O andar dos interrogatórios: «o quarto andar», no relato ao Jornal de Notícias; o terceiro piso, segundo as outras fontes sobre a sede da PIDE — talvez uma diferença na maneira de contar os pisos.
- Maria Lamas
- As datas das prisões: quatro (1949, 1950, 1951 e 1953) segundo Virgínia Baptista; três, entre 1949 e 1962, segundo o Museu do Aljube; 1949, 1953 e 1962 segundo a Wikipédia.
- O início em «Modas e Bordados»: 1928 (Virgínia Baptista; Wikipédia) ou 1930 (CIG); o MDM dá abril de 1929 para a entrada n'O Século.
- O número de fascículos de «As Mulheres do Meu País»: 15 (Virgínia Baptista) ou 24 (Teresa Joaquim).
- As datas dos exílios: Virgínia Baptista dá 1953, 1956–1957 e 1961–1969; o MDM dá a Madeira entre o fim de 1957 e 1959 e Paris de junho de 1962 a 3/12/1969.
- A data da morte (6/12/1983) só foi lida no Wikidata.
- Que o aeroporto onde foi presa em dezembro de 1953 é o de Lisboa: o MDM escreve só «no Aeroporto».
- Maria Lourença Cabecinha
- A data da morte, 7 de janeiro de 2022, só a Wikidata a dá.
- Maria O'Neill
- O dia da morte: 23 de março de 1932 (Wikipédia) ou 21 de março (Silêncios e Memórias).
- O lugar da morte: «perto de Cabo Verde», segundo o corpo do artigo da Wikipédia, ou «costa brasileira», segundo o início do mesmo artigo; o Silêncios e Memórias diz apenas «no Oceano Atlântico».
- A morada onde viveu em Lisboa, que as fontes não dão.
- Maria Teresa Cárcomo Lobo
- O dia da tomada de posse, em agosto de 1970: a nomeação foi notícia n’A Capital a 20 de agosto.
- Em que legislatura foi deputada à Assembleia Nacional (o Observador não o diz, e a Wikipédia confunde-o com a nomeação para o governo).
- Maria Teresa Horta
- A data da agressão na rua: o Museu do Aljube situa-a antes de maio de 1971; o Observador fala de violência «nas ruas», sem data nem local.
- O advogado de defesa: Duarte Vidal, segundo a Wikipédia; o Diário de Lisboa de maio de 1974 chama «advogado de Maria Teresa Horta» ao «dr. Ataíde Ferreira» e dá Duarte Vidal como advogado de Maria Isabel Barreno.
- Maria Veleda
- O dia do nascimento: 26 de novembro de 1871 (Toponímia de Lisboa) ou 26 de fevereiro de 1871 (Wikipédia, que indica a Rua da Parreira, em Faro).
- Se foi sócia fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (Toponímia de Lisboa) ou se aderiu em 1909 sem entrar na comissão organizadora, porque António José de Almeida a achava demasiado revolucionária (Wikipédia).
- Se presidiu ao Grupo Português de Estudos Feministas em 1907, como diz a Toponímia de Lisboa: a Wikipédia di-la uma das fundadoras, e outras fontes dão a presidência a Ana de Castro Osório.
- Até quando presidiu à Liga: segundo a Wikipédia, rompeu com ela em 1915, quando a Liga se declarou apartidária.
- O ano do opúsculo «Emancipação Feminina»: 1906 (Toponímia de Lisboa) ou 1902 (Wikipédia).
- Maria Velho da Costa
- A data da morte: 23 de maio de 2020 (Observador, notícia do próprio dia); a síntese lida na página da Imprensa Nacional dava 25 de maio.
- A Wikipédia diz que o pai, oficial de Infantaria, entrou em 1958 para os censores da comissão de censura de Lisboa; não se encontrou outra fonte.
- Mário Soares
- Os dias de nascimento (7 de dezembro de 1924) e de morte (7 de janeiro de 2017) vêm só da Wikidata.
- Militão Ribeiro
- O dia da morte: 2 de janeiro de 1950, segundo o Museu do Aljube e a Memória Comum, que diz que entrou em coma nessa manhã; 3 de janeiro, segundo a Wikidata.
- A idade à morte: o Museu do Aljube diz 54 anos, mas as datas que dá (13 de agosto de 1896 e 2 de janeiro de 1950) fazem 53.
- Natália Correia
- A pena pela Antologia: 90 dias de prisão substituídos por multa (Imprensa Nacional), 90 dias com pena suspensa (Assembleia da República) ou três anos de pena suspensa (Toponímia de Lisboa, FCSH).
- O ano da condenação: 1970, no fim do julgamento (Imprensa Nacional, Toponímia de Lisboa), ou 1966 (Museu do Aljube, RTP Ensina), que é o ano do livro segundo a Imprensa Nacional; a Assembleia da República data a edição de novembro de 1965.
- Se chegou a ser presa em 1966, como diz a Wikipédia; nenhuma outra fonte o refere.
- O dia do primeiro debate sobre o aborto: 2 de março de 1982 (Assembleia da República) ou 3 de março (Polígrafo, que leu as atas). A FCSH põe a resposta a João Morgado no debate de 12 de novembro de 1982.
- Onde ficava a Estúdios Cor, a editora de que foi diretora literária.
- Noémia de Sousa
- O nome completo: Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares, segundo a Wikipédia.
- A biografia assenta sobretudo na Wikipédia: falta uma fonte institucional que confirme os anos de Lisboa (1951–1964) e o exílio em Paris.
- Norton de Matos
- O dia da desistência: 12 de fevereiro de 1949, segundo a Wikipédia, ou «a três dias das eleições», isto é, 10 de fevereiro, segundo o Museu do Aljube.
- Olga Morais Sarmento
- A fundação da Secção Feminista da Liga Portuguesa da Paz e a conferência de 18 de maio de 1906 na Sociedade de Geografia de Lisboa só estão documentadas na Wikipédia.
- A data e o lugar da morte: dezembro de 1948, sem lugar, no texto da Wikipédia; 17 de outubro de 1948, em Lisboa, na Wikidata. Hélène de Zuylen morreu em Lisboa a 17 de outubro de 1947.
- Otelo Saraiva de Carvalho
- O dia e o lugar do nascimento (Lourenço Marques, hoje Maputo, 31 de agosto de 1936) e da morte (Lisboa, 25 de julho de 2021) vêm só do Wikidata; o Centro de Documentação 25 de Abril dá apenas o ano de nascimento.
- Onde foi eleito para a direção da Comissão Coordenadora: na reunião de Óbidos, a 1 de dezembro de 1973 (Comissão Comemorativa 50 Anos), ou na da Costa da Caparica, a 5 de dezembro (Associação 25 de Abril).
- Quando assumiu o COPCON e a Região Militar de Lisboa: o Centro de Documentação 25 de Abril dá 13 de julho de 1975, mas a Comissão Comemorativa 50 Anos já o apresenta como comandante-adjunto do COPCON em setembro de 1974.
- Se ficou de facto retido no Palácio de Belém no 28 de Setembro: a Comissão Comemorativa 50 Anos diz que ele e Vasco Gonçalves estiveram «aparentemente detidos».
- Paulo de Carvalho
- O dia e o lugar do nascimento (Lisboa, 15 de maio de 1947) vêm só do Wikidata.
- Raul Alves
- A data da morte: 31 de julho de 1958, segundo o Memória Comum; 1 de agosto de 1957, segundo a Comissão Comemorativa dos 50 Anos do 25 de Abril.
- Regina Quintanilha
- Se foi a primeira notária portuguesa, como diz o 24 Notícias, ou a segunda, depois de Aurora de Castro e Gouveia, como dizem a Wikipédia e a Toponímia de Lisboa.
- Se foi a primeira mulher licenciada em Direito em Portugal (24 Notícias) ou uma das primeiras, com Maria da Ascensão de Sousa Sampaio (Wikipédia).
- As datas da presidência da Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1917–1919) vêm só da Wikipédia.
- Salgueiro Maia
- A data e o lugar da morte: 3 de abril de 1992, no Hospital Militar, em Lisboa (Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril); 3 de abril de 1992, em Santarém (Centro de Documentação 25 de Abril); 4 de abril de 1992, em Santarém (Wikidata).
- O ano em que entrou na Escola Prática de Cavalaria: 1967, segundo a Comissão Comemorativa, que dá o dia (1 de fevereiro); 1966, segundo o Centro de Documentação 25 de Abril.
- Silva Pais
- Se foi Silva Pais quem deu a ordem de disparar: a cronologia de Jofre Alves atribui-lhe, com o inspetor superior Coelho Dias, as ordens de fogo sobre a multidão às 13h30; as outras fontes não o dizem.
- As datas e os lugares de nascimento e de morte vêm só da Wikidata.
- Sofia Ferreira
- O tempo total de prisão: «mais de 13 anos», segundo a nota do PCP de 2010, ou «mais de doze anos», segundo o discurso do PCP no centenário do nascimento (2022).
- O dia da morte: 22 de abril de 2010, segundo a Wikidata; a nota do PCP, publicada nesse dia, não o diz.
- Sofia Quintino
- A morada do consultório (Rua da Palma, 206, 1.º esq.) e as datas da carreira hospitalar (1918–1948) dependem só da Wikipédia.
- Sophia de Mello Breyner Andresen
- O nome da comissão de apoio aos presos políticos: «Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos» (Assembleia da República) ou Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, CNSPP (Eloísa Aragão).
- O livro em que o poema «25 de Abril» foi publicado pela primeira vez (provavelmente «O Nome das Coisas», 1977, que consta da bibliografia da Assembleia da República).
- Se esteve na vigília da Capela do Rato (as fontes divergem).
- O local da morte: as fontes dizem que viveu na Travessa das Mónicas até morrer, sem dizer onde morreu.
- Stella Piteira Santos
- Vêm só da Wikipédia: a ajuda na fuga de «Pavel» do Aljube (maio de 1938), a data da prisão (15 de fevereiro de 1962), a passagem por Caxias, o pormenor de ter sido a primeira mulher locutora da Rádio Voz da Liberdade e o dia do regresso a Portugal (2 de maio de 1974). A CIG diz apenas que foi presa e torturada «em Lisboa» e que era a voz da rádio.
- Em que sede do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas militou: a dos Restauradores ou a das Amoreiras, para onde o Conselho se mudou em 1946. A Wikipédia situa a sua entrada depois de julho de 1946; a CIG não dá data.
- Virgínia Moura
- Os dias e os lugares do nascimento e da morte: a CIG dá só os anos, 1915 e 1998.
- Virgínia Quaresma
- Quando passou a dirigir a delegação de Lisboa da Agência Americana de Notícias: a Toponímia de Lisboa liga-a ao apoio à Cruzada das Mulheres Portuguesas durante a Grande Guerra; a Wikipédia diz que só começou a trabalhar na agência em 1922.
- Em que número da Rua do Norte viveu, e até quando: a Toponímia de Lisboa diz só que arrendou casa em frente ao jornal.
- José Afonso (Zeca Afonso)
- A data do I Encontro da Canção Portuguesa: 29 de março de 1974 (fotografia de Carlos Gil na Casa Comum, Wikipédia) ou 28 de março (cronologia da Associação 25 de Abril).
- A hora a que «Grândola» passou na Rádio Renascença: 0h20 (Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril) ou 0h25 (RTP Ensina).
- Quando saiu de Caxias: a Wikipédia diz que esteve detido entre abril e maio de 1973; a Associação 25 de Abril regista só a prisão, em abril.
Cronologia
- Fundação da Associação de Socorros Mútuos Feminina do Pessoal Jornaleiro de Tabacos
- Onde ficava a sede da associação.
- Criação do Liceu Maria Pia, o primeiro liceu feminino
- O que nasceu em 1885: a FCSH+Lisboa diz que nesse ano D. Luís assinou, a pedido de Maria Amália Vaz de Carvalho, um decreto a autorizar um liceu feminino; o liceu só foi instituído em 1906.
- Fundação do Grupo Português de Estudos Feministas
- Quem dirigia o Grupo: Ana de Castro Osório (Almanaque Republicano, Dicionário de Médicos Portugueses) ou Maria Veleda, que a Toponímia de Lisboa dá como presidente em 1907.
- De quem eram os cursos noturnos do Centro Escolar Dr. Afonso Costa: a Toponímia de Lisboa atribui-os ao Grupo; a CIG diz que foi Maria Veleda quem os criou, em 1905, como professora do Centro.
- Revista «Alma Feminina» (1907-1908), com Virgínia Quaresma
- Onde ficava a redação.
- Fundação da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas
- O dia, em fevereiro de 1909, em que a Liga se constituiu legalmente.
- Implantação da República em Lisboa
- Onde foram costuradas as bandeiras e em que edifícios foram hasteadas.
- Assembleia da Liga aprova o caderno reivindicativo feminista
- O dia da assembleia que aprovou a representação: 26 de outubro (Toponímia de Lisboa; «A Capital» de 27 de outubro diz que foi apreciada «ontem») ou 19 de outubro (João Esteves).
- Onde se reuniu a assembleia: talvez na sede da Rua dos Castelinhos, mas as fontes não o dizem.
- A Liga pede ao Governo Provisório o divórcio, a revisão do Código Civil e o voto
- O dia: 27 de outubro de 1910, segundo o jornal «A Capital» (citado na revista ex æquo) e o historiador João Esteves — no dia seguinte a uma assembleia geral da Liga, o que bate com a lei do divórcio de 3 de novembro; a Wikipédia dá 27 de novembro.
- Leis da Família: casamento civil e igualdade na sociedade conjugal
- O dia: Elina Guimarães dá a promulgação a 25 de dezembro de 1910; a Assembleia da República, a publicação a 27. Segue-se a data da promulgação.
- Delegação de mulheres leva a Teófilo Braga a proposta de voto feminino
- Quem foi recebido por Teófilo Braga: uma comitiva das oito, chefiada por Carolina Beatriz Ângelo (Wikipédia), ou uma delegação de três — Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo e Maria Laura Monteiro Torres —, sendo as oito as signatárias (João Esteves). Segue-se João Esteves.
- Onde foi recebida a delegação.
- Sentença manda recensear Carolina Beatriz Ângelo
- O dia: 28 de abril de 1911, data da sentença (João Esteves); a FCSH+Lisboa dá 3 de maio para a aprovação da inclusão nos cadernos. Segue-se João Esteves.
- Se Ana de Castro Osório também pediu a inscrição: a FCSH+Lisboa diz que sim e que lha negaram; João Esteves escreve que estava previsto, mas não chegou a acontecer.
- Fundada a Associação de Propaganda Feminista
- Se o consultório onde nasceu a associação era ainda o da Rua Nova do Almada, 84, onde um anúncio de 1909 o situa.
- O ano: 1911 (Assembleia da República, João Esteves) ou 1912 (página da Toponímia de Lisboa sobre Ana de Castro Osório). Segue-se 1911.
- Morte de Carolina Beatriz Ângelo
- O dia: 3 de outubro de 1911 (João Esteves, FCSH+Lisboa, Dicionário de Médicos Portugueses), 2 de outubro (Toponímia de Lisboa) ou 13 de outubro (Assembleia da República). Segue-se 3 de outubro.
- O número da casa da Rua António Pedro, em Arroios, onde morreu.
- Sai «A Mulher Portuguesa», revista da Associação de Propaganda Feminista
- Onde ficavam a redação da revista e a sede da associação.
- Socialistas e republicanas pedem o voto ao Senado
- A petição da Liga: a Assembleia da República situa-a no Senado, a 9 de julho; João Esteves fala de uma representação aprovada a 3 de julho, entregue a 6 ao presidente da Câmara dos Deputados e lida na sessão de 8.
- Fundação do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
- O dia da fundação: 30 de maio de 1914, segundo a Wikipédia; as outras fontes só dão o ano.
- Quando se ligou ao International Council of Women: a CIG e a Wikipédia dizem que o Conselho nasceu como seu ramo; a FCSH+Lisboa situa a filiação no ICW e na IWSA na década de 1920.
- O andar do consultório: 1.º (FCSH+Lisboa, Wikipédia) ou 2.º (Toponímia de Lisboa).
- Greve das costureiras da Ramiro Leão & C.ª
- O dia da greve: a fonte diz só que foi depois de 8 de agosto de 1915.
- Criação da Cruzada das Mulheres Portuguesas
- Onde ficava a sede, em Lisboa.
- Lei abole as restrições civis em razão do sexo
- O número e a data do diploma de 1917 e da ratificação de 1918.
- Sai a revista «Alma Feminina» do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
- Quem dirigiu o boletim nos anos 20: a Toponímia de Lisboa diz que foi Adelaide Cabete, entre 1920 e 1929; a Wikipédia dá Maria Clara Correia Alves até 1919 e Elina Guimarães em 1929-1930.
- Fundação do Partido Comunista Português
- Onde ficava, em 1921, a sede da Associação dos Empregados de Escritório.
- I Congresso Feminista e de Educação
- Se o salão nobre da Associação de Socorros Mútuos dos Empregados no Comércio de Lisboa, onde decorreu o congresso, era o do Palácio Vagos, no Largo de São Cristóvão, que a associação tinha desde 1913.
- Maternidade da Companhia Nacional de Tabacos, em Xabregas
- Onde ficava a maternidade, junto à fábrica de Xabregas.
- Revolta de Fevereiro de 1927 contra a Ditadura Militar
- O dia da rendição no Porto: tarde de 7 de fevereiro (Museu do Aljube) ou madrugada de 8 (Wikipédia).
- Revolta de fevereiro de 1927 em Lisboa
- Os fuzilamentos junto ao chafariz do Largo do Rato vêm só da Wikipédia; o Museu do Aljube fala de fuzilados sem dizer onde.
- Exilados criam a Liga de Defesa da República («Liga de Paris»)
- O dia da fundação: 12 de março de 1927, segundo a Wikipédia; o Museu do Aljube diz só março. O manifesto «Ao País» é de julho.
- Maria Lamas assume «Modas & Bordados»
- O ano em que passou a dirigir a revista: 1928 (Virgínia Baptista, Wikipédia) ou 1930 (CIG, que dá 1928 como o ano da entrada em «O Século»). Segue-se 1928.
- II Congresso Feminista e de Educação
- O dia, 24 de junho de 1928, e o lugar da sessão inaugural, a Associação Comercial dos Lojistas de Lisboa, vêm só da Wikipédia.
- Onde ficava, em 1928, a sede da Associação Comercial dos Lojistas de Lisboa.
- Maria Lamas organiza a exposição «Mulheres Portuguesas»
- Quanto tempo esteve aberta: um mês (A Voz do Operário) ou dois meses (Wikipédia).
- Mortos na repressão do 1.º de Maio de 1931 em Lisboa
- Onde foram os tiroteios: a fonte só situa o hotel, na Rua do Comércio.
- Revolta reviralhista de 26 de agosto de 1931 em Lisboa
- Que unidades se revoltaram: o Regimento de Caçadores n.º 7 (Museu do Aljube, Wikipédia) ou Metralhadoras 1 e Artilharia Ligeira 3, com Caçadores 7 do lado do governo (estudo da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças).
- O primeiro liceu feminino muda-se para edifício próprio
- O dia da mudança para o novo edifício: a FCSH+Lisboa fala só do ano letivo de 1933-1934.
- Decreto-Lei n.º 24 631: algumas mulheres podem votar e ser eleitas para a Assembleia Nacional
- Que mulheres podiam votar: o decreto-lei remete para o recenseamento, sem as enumerar; a Assembleia da República fala das que tinham curso especial, secundário ou superior; Irene Flunser Pimentel junta-lhes as solteiras com rendimento próprio, as chefes de família e as casadas que pagassem certa contribuição predial. Segue-se Irene Flunser Pimentel.
- Abre a Assembleia Nacional, com as primeiras três deputadas
- O dia da sessão de abertura: 11 de janeiro de 1935, segundo as legendas das fotografias da Assembleia da República; outras fontes dão 10 de janeiro.
- Constituição da Associação Feminina Portuguesa para a Paz
- O ano da fundação: 1935, segundo o processo do Governo Civil de Lisboa (constituição a 10 de novembro de 1935); o MDM dá 1936.
- Revolta dos Marinheiros no Tejo
- O número de mortos: 12 (Museu do Aljube; resumo da Wikipédia) ou 10 (corpo da Wikipédia e cronologia da Fundação Mário Soares citada por ela).
- O objetivo: levar os navios para a Espanha republicana (Wikipédia, Fundação Mário Soares) ou assaltar as prisões dos Açores e formar aí um governo provisório (Museu do Aljube).
- Onde estavam fundeados os navios, no Tejo.
- Atentado à bomba contra Salazar na Avenida Barbosa du Bocage
- A hora: 10h25 (Diário de Notícias) ou «cerca das 10 horas» (António Araújo, no Observador).
- Francisco Paula de Oliveira («Pavel») foge do Aljube
- O mês da fuga: a fonte escreve «Detido no Aljube, em maio de 1938, conseguiu fugir», o que também pode querer dizer que maio é o mês em que entrou no Aljube.
- Construção dos «curros» do Aljube
- O ano: segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos, os curros foram erguidos «a partir de 1943»; o Memória Comum diz «no início da década de quarenta, provavelmente em 1943».
- Começa a vaga de greves de 1943 na região de Lisboa
- Que fábricas pararam: a fonte só nomeia a CUF, no Barreiro.
- Oficialização da Casa dos Estudantes do Império
- Onde funcionava em 1944 a Casa dos Estudantes de Angola, onde a CEI foi oficializada: as fontes não dizem se era já o prédio da Avenida Duque de Ávila.
- Mulheres no Movimento de Unidade Democrática
- Em que dia de 1945 o «Diário de Lisboa» publicou «As mulheres e o movimento de oposição».
- Quando se formou a Comissão das Mulheres do MUD e onde se reunia.
- Maria Lamas assume a presidência do CNMP
- O ano da eleição: julho de 1945 (Virgínia Baptista; a CIG e o MDM também dizem 1945) ou 1946 (Gerador). Segue-se 1945.
- Fundação do Movimento de Unidade Democrática (MUD)
- Onde ficava, em 1945, o Centro Escolar Republicano Almirante Reis.
- Constituído formalmente o MUD Juvenil
- Onde ficava o Centro Republicano José Estêvão: Octávio Pato situa a reunião no Lumiar, mas nenhuma fonte dá a morada.
- Isabel Aboim Inglez presa pela primeira vez pela PIDE
- Quem foi preso com ela: o Museu do Aljube junta-lhe outros membros da Comissão Central do MUD na prisão de dezembro de 1946; a Wikipédia, na de janeiro de 1948.
- Onde esteve detida em dezembro de 1946.
- Exposição de Livros Escritos por Mulheres
- O ano: 1947 (Virgínia Baptista, Teresa Joaquim, CIG e Museu do Aljube, na página sobre Maria Lamas) ou 1946 (Museu do Aljube, na página do Dia Internacional da Mulher). Segue-se 1947.
- A polícia fecha o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas
- Quem mandou fechar o Conselho: a Polícia Judiciária (Virgínia Baptista, Gerador), o Governo Civil de Lisboa (Wikipédia), «a polícia» ou «as forças policiais» (FCSH+Lisboa, CIG) ou «o governo de Salazar» (Teresa Joaquim); nenhuma fonte cita o despacho.
- Quando foi Maria Lamas obrigada a escolher entre «Modas & Bordados» e o Conselho: depois da exposição de 1947 (CIG) ou alguns meses depois de eleita, em 1945 (Wikipédia). Segue-se a CIG; Virgínia Baptista diz que deixou a revista em 1947.
- O MUD é declarado ilegal
- Quando foi o MUD ilegalizado: por um despacho de abril de 1947, notificado em 1948 (Museu do Aljube); a Wikipédia diz «em 1946» e Virgínia Baptista fala da «extinção do MUD» em janeiro de 1948. Segue-se o Museu do Aljube.
- Publicação de As Mulheres do Meu País, de Maria Lamas
- Quantos fascículos saíram: 15 (Virgínia Baptista) ou 24 (Teresa Joaquim).
- Quando saiu o último fascículo: em abril de 1950 (Comissão Comemorativa 50 Anos; segundo Teresa Joaquim, a impressão acabou a 15 de abril) ou em maio de 1950 (MDM). Segue-se a Comissão.
- Sessão da Comissão Feminina da candidatura de Norton de Matos
- Onde foi a sessão: a fonte não o diz. No mesmo dia, segundo a Casa Comum, houve um comício da candidatura na Voz do Operário, mas nenhuma fonte diz que se trata da mesma sessão.
- Comício de Norton de Matos na Voz do Operário
- O dia: 28 de janeiro de 1949 é a data que a Casa Comum dá à fotografia; nenhuma outra fonte data o comício.
- Comício da candidatura de Norton de Matos na Voz do Operário, com Maria Lamas e Cesina Bermudes
- Se o comício foi mesmo a 10 de fevereiro, a data que a Casa Comum dá às fotografias (o Museu do Aljube diz «fevereiro de 1949»): segundo a Wikipédia, a 7 de fevereiro uma assembleia de delegados já decidira que Norton de Matos não iria às urnas.
- Desistência de Norton de Matos às presidenciais
- O dia da desistência: 12 de fevereiro (Wikipédia) ou «a três dias das eleições», isto é, 10 de fevereiro (Museu do Aljube). Segue-se a Wikipédia.
- Prisão de Maria Lamas e de membros do Movimento Nacional Democrático
- Quanto tempo esteve presa: de 7 a 24 de dezembro (Wikipédia em português) ou vários meses, em isolamento (Wikipédia em inglês); o Museu do Aljube e o MDM confirmam a prisão de 1949, em Caxias, mas não as datas. Segue-se a Wikipédia em português.
- Quantas vezes foi presa: três (Museu do Aljube, MDM) ou quatro — em 1949, 1950, 1951 e 1953 (Virgínia Baptista).
- Morte de Militão Ribeiro na Penitenciária de Lisboa
- O dia da morte: 2 de janeiro de 1950 (Museu do Aljube, Memória Comum) ou 3 de janeiro (Wikidata); seguem-se o museu e o Memória Comum.
- Maria Lamas presa pela segunda vez
- O número de prisões: três (Museu do Aljube; o MDM dá 1949, 1950 e 1953) ou quatro, com mais uma em 1951 (Virgínia Baptista).
- Centro de Estudos Africanos instala-se na Rua Actor Vale, 37
- O ano em que o Centro começou: 1951, segundo António Tomás Medeiros e a Wikipédia (artigo sobre Alda do Espírito Santo), ou 1954, segundo a Wikipédia (artigo sobre a Casa dos Estudantes do Império).
- Reunião clandestina de mulheres em Lisboa no Dia Internacional da Mulher
- Onde foi a reunião, em Lisboa, e quem participou.
- Maria Lamas presa no aeroporto
- O número de presos com ela, cerca de cinquenta, vem só do MDM.
- Que o aeroporto era o de Lisboa, na Portela: as fontes dizem só que foi presa «no Aeroporto», ao regressar do estrangeiro.
- A ida para Caxias e o dia da libertação vêm só da Wikipédia.
- Encerrado (pela primeira vez) o campo do Tarrafal
- Os números do Museu do Aljube não coincidem de um texto para outro: 375 presos e 32 mortos (2023) ou 340 presos e 34 mortos (2024).
- Prisão de Aida Magro, responsável clandestina da Zona Oriental de Lisboa
- O dia da prisão, 27 de maio de 1957, vem só da Wikipédia.
- Chegada de Humberto Delgado a Santa Apolónia
- O dia: 16 de maio, como diz a placa da estação, ou 15 de maio, «no dia seguinte» ao comício do Porto, como escreve o Museu do Aljube; segue-se a placa.
- Eleição presidencial de 1958 e fraude contra Humberto Delgado
- A percentagem oficial de Delgado: 23% (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 24% (Wikipédia, artigo sobre Manuel Serra); segue-se a Comissão.
- Raul Alves cai do 3.º andar da sede da PIDE
- A data: 31 de julho de 1958 (Museu do Aljube, Memória Comum) ou 1 de agosto de 1957 (Comissão Comemorativa 50 Anos); seguem-se os dois primeiros, que ligam a prisão às greves contra a fraude eleitoral de 1958.
- Prisão de Maria Alda Nogueira na Avenida da Liberdade
- O lugar da prisão — num táxi, na Avenida da Liberdade, sem se saber em que ponto — e o dia do julgamento, 22 de outubro de 1960, vêm só da Wikipédia; o Memória Comum confirma o dia da prisão.
- A data da libertação: dezembro de 1968, em liberdade condicional (Wikipédia), ou dezembro de 1969, ao fim de «dez anos» em Caxias (Memória Comum).
- Se foi a «primeira mulher em Portugal condenada à prisão por motivos políticos», como diz a CIG: o Memória Comum diz que foi a primeira condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança.
- Tarrafal reabre para presos dos movimentos de libertação
- O dia da reabertura: 14 de abril de 1961 (Museu do Aljube, textos de 2024) ou junho de 1961 (Museu do Aljube, texto de 2023).
- Golpe Botelho Moniz («Abrilada» de 1961)
- As datas: 11 e 12 de abril de 1961, segundo a Wikipédia; o Centro de Documentação 25 de Abril dá o 13 de abril.
- Onde, em Lisboa, se decidiu o desfecho do golpe.
- Fundação do Movimento Nacional Feminino (pró-regime)
- O dia da fundação, 28 de abril de 1961 — o do aniversário de Salazar —, e a sede na Rua Presidente Arriaga, 6, vêm só da Wikipédia.
- Operação Vagô: desvio de avião e panfletos sobre Lisboa
- Em que zonas de Lisboa caíram os panfletos.
- Cândido Capilé morto a tiro numa manifestação em Almada
- Quem disparou: uma força conjunta da PIDE, GNR e PSP, segundo o Museu do Aljube, ou a GNR, segundo o Memória Comum.
- Fuga de Caxias no carro blindado de Salazar
- A hora: 9h35, segundo o relatório oficial citado pelo Museu do Aljube; a URAP dá 9h34 numa notícia e 10h00 noutra; segue-se o relatório.
- A PIDE assassina o escultor José Dias Coelho em Alcântara
- A hora: «ao princípio da noite», segundo a Voz do Operário, ou «em pleno dia», segundo a Toponímia de Lisboa.
- Revolta de Beja
- O dia: 1 de janeiro de 1962 (Centro de Documentação 25 de Abril), ou a noite de 31 de dezembro de 1961 para 1 de janeiro (Wikipédia).
- Prisão de Stella Piteira Santos
- O dia da prisão, a passagem por Caxias e as companheiras de cela vêm só da Wikipédia; a CIG diz apenas que foi «presa e torturada pela PIDE em Lisboa».
- Começa a emitir a Rádio Portugal Livre
- De onde emitia: de Bucareste, na Roménia (Museu do Aljube), ou de Argel (Centro de Documentação 25 de Abril); segue-se o museu.
- Proibido o Dia do Estudante: começa a crise académica de 1962
- O dia: 24 de março (Museu do Aljube, Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 26 de março (Centro de Documentação 25 de Abril, que junta a proibição e a greve); segue-se o 24.
- Declaração do luto académico
- O dia do plenário em que Isabel do Carmo falou.
- Prisão das Mulheres do Couço
- As 75 horas sem dormir de Maria Custódia Chibante e os onze dias e onze noites de interrogatório de Maria Galveias vêm só da Wikipédia; a historiadora Paula Godinho confirma as 98 horas de Maria Custódia na sede da PIDE.
- 1.º de Maio de 1962 na Baixa de Lisboa
- Quantos se manifestaram e quantos foram presos.
- Greve de fome na Cantina da Cidade Universitária
- Quantos estudantes foram presos na cantina: cerca de 800 (PSP), 1200 (associações de estudantes) ou 1500 (revista do Expresso, citada pela Wikipédia).
- Escritores da SPE solidarizam-se com os estudantes
- Se o abaixo-assinado foi preparado ou assinado na sede da SPE.
- Exílio de Maria Lamas em Paris
- O início do exílio: junho de 1962 (MDM; o Museu do Aljube diz 1962) ou 1961 (Virgínia Baptista e o livro de memórias citado pelo Gerador).
- Plenário no Técnico suspende o luto académico
- O dia do plenário: 15 de junho (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 14 de junho (Wikipédia); segue-se a Comissão.
- Fundada a Frente Patriótica de Libertação Nacional (FPLN)
- Onde foi fundada: em Roma, nos últimos dias de 1962 (Museu do Aljube), ou em Argel, na I Conferência das Forças da Oposição (Centro de Documentação 25 de Abril).
- Começa a luta armada do PAIGC na Guiné
- O início da luta armada: 23 de janeiro de 1963 (Museu do Aljube) ou abril de 1963 (Centro de Documentação 25 de Abril); segue-se o museu.
- Morte de David Almeida Reis junto ao Elevador da Glória
- Onde ficava exatamente o café Palladium em 1964: o Memória Comum diz só «junto ao elevador da Glória».
- PIDE assassina Humberto Delgado e Arajaryr Campos
- Onde foram mortos: perto de Badajoz (Museu do Aljube, Centro de Documentação 25 de Abril) ou perto de Olivença (Panteão Nacional).
- Extinção da Sociedade Portuguesa de Escritores e assalto à sede
- Para onde foram os jurados detidos: para Caxias, segundo o Museu do Aljube; o memorial da Associação Portuguesa de Escritores diz só que ficaram «detidos às ordens» da PIDE.
- Fecha a cadeia política do Aljube
- O mês do encerramento: agosto de 1965 (Comissão Comemorativa 50 Anos), «julho/agosto» (Museu do Aljube) ou «verão de 1965» (Memória Comum).
- Encerramento da Casa dos Estudantes do Império
- O dia: 6 de setembro de 1965 vem só da Wikipédia; as outras fontes dão «setembro de 1965» (Buala) ou só o ano.
- Natália Correia publica a «Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica», que a censura apreende
- O ano da condenação: 1970, segundo a cronologia de Luiz Fagundes Duarte em «O Essencial sobre Natália Correia» (Imprensa Nacional), que dá o início do julgamento, a 3 de junho de 1969, e a sentença, a 21 de março de 1970; o Museu do Aljube e a RTP Ensina põem a condenação em 1966, o ano do livro. Segue-se a Imprensa Nacional.
- Fundado o Movimento Democrático de Mulheres
- Como e quando nasceu: numa assembleia na Padaria do Povo, em 1968, segundo o próprio MDM; a Wikipédia fá-lo nascer das comissões eleitorais de mulheres da oposição, e o Museu do Aljube, na biografia de Helena Pato, dá a fundação como de 1969.
- «Greve da Mala» na Carris de Lisboa
- O dia em que a greve começou: o Museu do Aljube diz só que a luta de três dias terminou a 3 de julho.
- Em que estações da Carris ficaram as malas.
- Marcelo Caetano sucede a Salazar na chefia do Governo
- O dia da nomeação: 6 de setembro de 1968, segundo o Centro de Documentação 25 de Abril; as imagens do arquivo da RTP mostram a posse do governo a 27 de setembro e a declaração ao país a 28.
- Vigília pela paz na Igreja de São Domingos
- Quando começou a vigília: na noite de 31 de dezembro de 1968, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos, ou a 1 de janeiro de 1969, segundo António de Araújo («Lusitania Sacra»).
- Sophia de Mello Breyner e Maria Barroso candidatas pela oposição
- O ano da candidatura de Sophia: 1969, o das eleições, segundo a Assembleia da República; o Museu do Aljube diz 1968.
- Mulheres reúnem-se na Serra de Sintra no Dia da Mulher
- Onde, na Serra de Sintra, se juntaram as mulheres.
- Natália Correia julgada no Tribunal Plenário pela Antologia
- O ano da condenação: 1970, segundo «O Essencial sobre Natália Correia» (Imprensa Nacional), que dá as datas do julgamento; o Museu do Aljube e a RTP Ensina datam-na de 1966, o ano do livro. Segue-se a Imprensa Nacional.
- A pena de Natália: 90 dias de prisão substituídos por multa, segundo a cronologia da Imprensa Nacional, que dá o pormenor da sentença; pena de prisão suspensa, segundo a Assembleia da República, o Museu do Aljube e a mesma Imprensa Nacional noutro passo; três anos de pena suspensa, segundo a FCSH+Lisboa. Segue-se a cronologia da Imprensa Nacional.
- Campanha da Comissão Democrática Eleitoral (CDE) de Lisboa
- Onde se fizeram, em Lisboa, os comícios da CDE.
- A PIDE passa a chamar-se Direção-Geral de Segurança
- O dia: o Centro de Documentação 25 de Abril dá o 17 de novembro de 1969; segue-se o 24 de novembro, dia em que o decreto saiu no Diário do Governo.
- Maria Teresa Lobo, primeira mulher num governo português
- O dia da nomeação: 20 de agosto de 1970, segundo a Wikipédia, o mesmo dia em que «A Capital» deu a notícia; o Observador diz só agosto de 1970.
- ARA sabota o navio Cunene na doca de Alcântara
- O dia das explosões: a operação começou às 21h45 de 26 de outubro e as cargas estavam marcadas para as 5 da manhã de 27 (Wikipédia); o Museu do Aljube data de 26 o comunicado que reivindicou a ação.
- Três bombas da ARA em Lisboa
- O dia: as bombas rebentaram na madrugada de 21 de novembro de 1970, segundo a Mensagem de Lisboa; a data aqui registada, 20 de novembro, é a da Wikipédia.
- Natália Correia abre o Botequim, na Graça
- O ano da abertura: 1971 (Museu do Aljube, FCSH+Lisboa, Imprensa Nacional) ou 1968 (roteiro «Graça em estado de graça», da FCSH+Lisboa); segue-se 1971, o ano da maioria das fontes e o da sociedade dona do bar, constituída por Natália Correia e Isabel Meyrelles.
- ARA destrói helicópteros na Base Aérea de Tancos
- Quantas aeronaves foram atingidas: «toda a frota de helicópteros e alguns aviões de treino» (Centro de Documentação 25 de Abril); 28, treze delas sem recuperação, segundo a Wikipédia, que noutro passo fala em 16 helicópteros e 11 aviões.
- ARA corta as telecomunicações de Lisboa durante a reunião da NATO
- Onde ficava a central de telecomunicações atacada.
- Publicadas as «Novas Cartas Portuguesas»
- Onde ficava a Estúdios Cor.
- O dia em que o livro saiu, em abril de 1972: as fontes dizem só que foi recolhido três dias depois; o relatório da censura sobre o livro tem data de 26 de maio de 1972.
- Brigadas Revolucionárias largam porcos «almirantes» no Rossio
- O dia em que os porcos foram largados no Rossio: o Museu do Aljube diz só que foi depois da reeleição de Américo Tomás, a 25 de julho de 1972.
- Onde foram destruídos os quinze camiões Berliet.
- Estudante Ribeiro Santos morto a tiro pela PIDE/DGS no ISCEF
- O nome do homem que os estudantes tomaram por informador: Fernando Lopes Manuel, como ele se identificou (biografia de Ribeiro Santos no Museu do Aljube), ou Vítor Manuel Lopes (texto do Museu do Aljube de 2020).
- Onde foi atingido: nas costas (Memória Comum, Comissão Comemorativa 50 Anos) ou com dois tiros no peito (Toponímia de Lisboa); seguem-se as duas primeiras.
- O Centro de Documentação 25 de Abril chama-lhe estudante de Engenharia, morto «no decorrer de uma manifestação»; seguem-se o Museu do Aljube, a Memória Comum e a Comissão Comemorativa 50 Anos: estudante de Direito, morto numa reunião no ISCEF.
- Funeral de Ribeiro Santos
- Quantas pessoas foram ao funeral: «milhares» (Museu do Aljube, Comissão Comemorativa 50 Anos) ou cerca de cinco mil (Toponímia de Lisboa).
- Vigília da Capela do Rato contra a guerra colonial
- Quantas pessoas a polícia levou para a esquadra: 91, na versão corrente; 74 identificadas, segundo a polícia; umas 40 presentes ao fim do dia, segundo os participantes (todos citados por António de Araújo); cerca de 60 segundo a Wikipédia e cerca de meia centena segundo a RTP Ensina.
- Se Sophia de Mello Breyner Andresen esteve na capela: a tese de Eloísa Aragão (Universidade de São Paulo) diz que participou na vigília; António de Araújo nomeia-a entre os subscritores dos abaixo-assinados de solidariedade.
- Prisão de Aurora Rodrigues
- Onde foi presa: as fontes dizem só que foi depois de uma reunião de estudantes.
- As Três Marias, primeira causa feminista internacional
- O dia da votação na conferência da NOW: a Wikipédia diz só junho de 1973.
- Caetano em Londres sob a denúncia de Wiriyamu
- O dia em que começou a visita: 15 de julho (Museu do Aljube) ou 16 de julho (Associação 25 de Abril); segue-se o museu.
- PAIGC proclama unilateralmente a independência da Guiné-Bissau
- O dia em que a ONU reconheceu a independência: 26 de outubro de 1973 (Museu do Aljube), quando começou o debate na Assembleia Geral, ou 2 de novembro, quando a resolução foi votada (António Duarte Silva); segue-se o dia da votação.
- Começa o julgamento das Três Marias, à porta fechada
- Quem interrogou as autoras: a Polícia Judiciária, segundo o Museu do Aljube, o Diário de Lisboa de maio de 1974 e a Wikipédia, ou a PIDE/DGS, segundo a Comissão Comemorativa 50 Anos; segue-se a Polícia Judiciária, que o jornal da época já nomeia.
- Prisão de Maria da Conceição Moita
- O dia da prisão, 6 de dezembro de 1973, e a tentativa de fuga para Paris vêm só da Wikipédia, que cita «Os Últimos Presos do Estado Novo», de Joana Pereira Bastos; a tese de Eloísa Aragão (Universidade de São Paulo) confirma a prisão em Caxias no fim de 1973 e a libertação com o 25 de Abril.
- Reunião de Cascais: o golpe torna-se irreversível
- O título do documento: «O Movimento, as Forças Armadas e a Nação» (Comissão Comemorativa 50 Anos, Associação 25 de Abril) ou «Os Militares, as Forças Armadas e a Nação» (Cronologia Ilustrada do CD25A); segue-se a Comissão, que reproduz o documento.
- «Brigada do Reumático» e demissão de Spínola e Costa Gomes
- O dia da demissão dos dois generais: 14 de março, o da cerimónia (Cronologia Ilustrada do CD25A; a Associação 25 de Abril regista nesse dia o anúncio), ou 15 de março (Comissão Comemorativa 50 Anos; Associação 25 de Abril); segue-se a Associação 25 de Abril: anúncio a 14, demissão a 15.
- Última reunião da Comissão Coordenadora do Movimento
- Onde ficava a casa do capitão Candeias Valente, em que se fez a reunião.
- I Encontro da Canção Portuguesa no Coliseu
- O dia: 29 de março (Casa Comum, que data as fotografias do concerto, e Wikipédia) ou 28 de março de 1974 (Associação 25 de Abril); segue-se a Casa Comum.
- Celeste Caeiro e os cravos
- O ponto exato da entrega do primeiro cravo: o início da Rua do Carmo (Diário de Notícias, CNN Portugal), diante da Tabacaria Caravela (Diário de Notícias), a esquina com a Rua Garrett (A Mensagem de Lisboa) ou o Rossio (Lusa, no Diário de Coimbra); segue-se a Rua do Carmo, onde a maioria dos relatos o situa.
- Ocupação da Emissora Nacional
- A hora: 03h15 (Associação 25 de Abril, «Lugares de Abril»; Jofre Alves) ou 03h50 (Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»); segue-se a primeira.
- Ocupação do Rádio Clube Português
- A hora: 03h20, a da confirmação ao Posto de Comando (Associação 25 de Abril, «Lugares de Abril»), 03h12 (Jofre Alves), 03h30 (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 03h32 (Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»); segue-se a primeira.
- Ocupação do aeroporto e encerramento do espaço aéreo
- A hora: 04h25 é a da mensagem ao Posto de Comando (Associação 25 de Abril); a Comissão Comemorativa 50 Anos dá o aeroporto como controlado às 04h00 e Jofre Alves situa a ocupação às 04h20.
- Rádio Clube Português lê o primeiro comunicado do MFA
- A hora: 04h26, segundo a Associação 25 de Abril, a Comissão Comemorativa 50 Anos e Jofre Alves (a que aqui se segue); o Museu do Aljube dá 04h20.
- Silva Pais avisa Caetano: «a Revolução está na rua»
- A hora a que Caetano chegou ao Carmo: 05h30 (Jofre Alves) ou 06h00 (Associação 25 de Abril, Museu do Aljube); a hora indicada, 05h00, é a do primeiro telefonema de Silva Pais.
- A coluna de Salgueiro Maia ocupa o Terreiro do Paço
- A hora: 05h50 (Jofre Alves), 06h00 (Comissão Comemorativa 50 Anos; Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril») ou 06h10 (Associação 25 de Abril, «Lugares de Abril»); segue-se 06h00.
- A fragata «Almirante Gago Coutinho» no Tejo
- Quem impediu o disparo: o imediato, primeiro-tenente Fernando Caldeira dos Santos (Associação 25 de Abril, «Lugares de Abril»; Jofre Alves chama-lhe Fernando Ferreira dos Santos), o próprio comandante, que alegou haver muita gente no Terreiro do Paço (Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»), ou a tripulação, que a Comissão Comemorativa 50 Anos diz estar «com o Movimento».
- Rua do Arsenal: o brigadeiro agride o tenente Assunção
- A hora: 10h30 (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 10h45 (Jofre Alves, Associação 25 de Abril); segue-se 10h45.
- Rendição do comando da Legião Portuguesa
- A hora: 13h30, a da rendição (Comissão Portuguesa de História Militar), ou «pelas 14H00», a da ocupação do edifício (Associação 25 de Abril); segue-se a da rendição.
- Ultimato e rajadas contra a fachada do Quartel do Carmo
- A hora do ultimato: 15h10 (Comissão Comemorativa 50 Anos, Associação 25 de Abril, Jofre Alves) ou 15h00, com quinze minutos de prazo (Museu do Aljube); o CD25A dá o prazo por expirado às 16h30; segue-se 15h10.
- Spínola no Carmo; Caetano sai na chaimite «Bula»
- A hora a que Spínola chegou ao Carmo: 17h45 (CD25A, Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 18h00 (Associação 25 de Abril, Museu do Aljube); a Associação 25 de Abril («Lugares de Abril») situa às 18h30 a entrega do poder.
- A hora de saída da chaimite: 19h30 (CD25A, Comissão Comemorativa 50 Anos, Jofre Alves) ou 19h35 (Associação 25 de Abril); segundo Jofre Alves, só chegou à Pontinha às 21h00; segue-se 19h30.
- Disparos da PIDE/DGS matam quatro pessoas na Rua António Maria Cardoso
- A hora: 20h00 (CD25A), 20h10 (Esquerda.net), cerca das 20h15 (Associação 25 de Abril), cerca das 20h30 (Museu do Aljube, Jofre Alves) ou 21h00 (Comissão Portuguesa de História Militar; Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»); o «#nestedia» do Museu do Aljube fala no «final da manhã»; a hora registada aqui, 20h00, é a do CD25A.
- Se foram as únicas vítimas mortais da revolução, como diz a Associação 25 de Abril: Jofre Alves regista ainda um funcionário da DGS morto a tiro por um militar, cerca das 21h30, quando tentava fugir, sem lhe dar o nome.
- Paraquedistas seguem para a prisão de Caxias
- A hora: 22h00, já com a prisão cercada (Jofre Alves), ou 23h00, a da aterragem na Portela (Associação 25 de Abril); segue-se a da aterragem.
- Rendição e ocupação da sede da DGS
- A hora: cerca das 09h00 (Associação 25 de Abril, «Lugares de Abril») ou 09h30 (Comissão Comemorativa 50 Anos; Comissão Portuguesa de História Militar; Associação 25 de Abril, «Movimentações do dia 25 de Abril»); o resumo fica-se pela manhã de 26.
- Divulgado o Programa do MFA
- O dia: 26 de abril, às 07h30 (Comissão Comemorativa 50 Anos, Associação 25 de Abril), ou 27 de abril (Cronologia Ilustrada do CD25A); segue-se o dia 26.
- Tomada de Caxias e libertação dos presos políticos
- O número de libertados: 82 — 78 presos e quatro do hospital-prisão (República de 27 de abril, citado por Álvaro Arranja) — ou 85 (Comissão Comemorativa 50 Anos); segue-se o República.
- Libertados os presos políticos do Forte de Peniche
- O dia: 26 de abril (Cronologia Ilustrada do CD25A, que junta Caxias e Peniche) ou madrugada de 27 (Museu do Aljube, Comissão Comemorativa 50 Anos, imprensa da época citada por Álvaro Arranja); segue-se o dia 27.
- Maria de Lourdes Pintasilgo, secretária de Estado da Segurança Social
- O dia da posse: o I Governo Provisório tomou posse a 16 de maio de 1974 (CD25A), e uma fotografia do Arquivo da Assembleia da República mostra-a nessa cerimónia; o arquivo histórico do Governo regista posses a 15 e a 17 de maio.
- Fixado o primeiro salário mínimo nacional
- O dia: 27 de maio, a data do Decreto-Lei n.º 217/74 (a que aqui se segue); a Cronologia Ilustrada do Centro de Documentação 25 de Abril dá 26 de maio.
- Decreto-Lei n.º 251/74 abre às mulheres a magistratura
- Elina Guimarães data de 12 de julho de 1974 os decretos que abriram às mulheres a magistratura e a diplomacia; o Diário do Governo publicou o Decreto-Lei n.º 251/74 a 12 de junho e o n.º 308/74 a 6 de julho.
- Maria de Lourdes Pintasilgo, Ministra dos Assuntos Sociais
- O dia da posse: 18 de julho de 1974, o da posse do II Governo Provisório (CD25A); o arquivo histórico do Governo e o Arquivo Pintasilgo contam as funções a partir de 17 de julho.
- Se foi a primeira mulher ministra em Portugal, como muitas vezes se diz.
- Decreto-Lei n.º 392/74 regula o direito à greve
- A Cronologia Ilustrada do CD25A dá a promulgação a 28 de agosto; segue-se o texto do diploma, promulgado a 23 e datado de 27 de agosto.
- Acordo de Lusaka marca a independência de Moçambique para 25 de junho de 1975
- O dia: 7 de setembro, a data com que o acordo foi assinado em Lusaka; a Cronologia Ilustrada do CD25A dá 6 de setembro.
- Portugal reconhece a independência da Guiné-Bissau
- O dia: 10 de setembro, o da declaração presidencial, publicada a 11; a Cronologia Ilustrada do CD25A dá 9 de setembro.
- Manifestação feminista do MLM atacada no Parque Eduardo VII
- O sítio exato do parque onde as mulheres foram cercadas; partiram da casa de Madalena Barbosa, no topo do Parque Eduardo VII.
- Quantos homens as cercaram: «cerca de 2000», diz a Comunidade Cultura e Arte, sem indicar de onde vem o número.
- Criada a Comissão da Condição Feminina
- Onde ficava a sede da Comissão da Condição Feminina em Lisboa nos anos 1970.
- O «caso Renascença»
- Quando começou a ocupação: na sequência do 11 de Março (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou a 25 de maio de 1975 (Cronologia Ilustrada do CD25A); segue-se a Comissão.
- Se os estúdios de Lisboa ocupados eram os da Rua Capelo, onde a Renascença funcionava em 1974.
- Golpe spinolista de 11 de Março falha
- A hora do ataque ao RAL 1: cerca das 11h45 (RTP, «Memórias da Revolução») ou «pouco antes das 12h00» (Ricardo Noronha, «Ler História»); e os feridos: 14 (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 15 (RTP).
- Criação do Conselho da Revolução e nacionalização da banca
- O dia da posse do Conselho da Revolução: 17 de março de 1975 (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 20 de março (CD25A, que transcreve o discurso de posse de Costa Gomes).
- Começa o «caso República»
- O dia em que os ministros do PS saíram do Governo: 10 de julho (Comissão Comemorativa 50 Anos) ou 16 de julho (Cronologia Ilustrada do CD25A).
- Nova lei do divórcio
- Se a autorização do marido para a mulher viajar para o estrangeiro vigorou até ao 25 de Abril, como dizem as «Memórias da Revolução»: segundo Elina Guimarães, a exigência para o passaporte acabara em 1969.
- Independência de São Tomé e Príncipe
- O Memória Comum data a independência de 12 de junho; o CD25A e o Museu do Aljube, de 12 de julho, data seguida.
- Comício do PS na Fonte Luminosa
- O dia: 19 de julho de 1975 (Comissão Comemorativa 50 Anos, que publica uma fotografia do comício com essa data) ou 19 de junho (RTP, «Memórias da Revolução»); segue-se a Comissão.
- Militares fazem explodir os emissores da Rádio Renascença
- Desde quando os trabalhadores ocupavam a emissora: desde 25 de maio (Cronologia Ilustrada do CD25A) ou desde a seguir ao 11 de Março (Comissão Comemorativa 50 Anos); em «O caso Rádio Renascença» segue-se a Comissão.
- RTP emite «O Aborto não é um Crime», de Maria Antónia Palla
- O dia da emissão: 4 de fevereiro de 1976 (RTP Arquivos, que guarda o programa) ou maio de 1976 (biografia de Lia Viegas na CIG); segue-se a RTP.
- Em que data foi lida a sentença que absolveu Maria Antónia Palla.
- Primeiras eleições legislativas
- A votação do PCP: 14,39% (Assembleia da República) ou 14,6% (Cronologia Ilustrada do CD25A); segue-se a Assembleia.
- Toma posse o I Governo Constitucional, de Mário Soares
- O dia da posse: 23 de julho de 1976 (arquivo histórico do Governo; a Assembleia da República situa-a em julho) ou 23 de setembro (Cronologia Ilustrada do CD25A); segue-se o arquivo do Governo.
- Revisão do Código Civil acaba com o «chefe de família»
- O mês da promulgação: 6 de outubro de 1977, como se lê no próprio decreto-lei; a Assembleia da República escreve «novembro», o mês em que foi publicado. Segue-se o diploma.
- Maria de Lourdes Pintasilgo, primeira mulher primeira-ministra
- O dia da posse: o arquivo histórico do Governo dá a posse da primeira-ministra a 31 de julho de 1979 e a dos ministros a 1 de agosto; o RTP Arquivos mostra-a a tomar posse com o Governo, a 1 de agosto, no Palácio da Ajuda. Segue-se 1 de agosto.
- Primeiro debate parlamentar sobre o aborto e o poema de Natália Correia
- O dia do debate: 2 de março de 1982 (Assembleia da República) ou 3 de março (Polígrafo, que consultou a ata); segue-se a Assembleia.
- Quando o poema se tornou público: no Diário de Lisboa de 5 de março de 1982, segundo a página da Assembleia da República, ou de 5 de abril, segundo o Polígrafo.
- Câmara de Lisboa aprova o Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos no Largo da Boa-Hora
- Se a construção do memorial começou depois de agosto de 2025.
- Morre Celeste Caeiro, a mulher dos cravos
- O dia da morte: 15 de novembro de 2024 (Lusa, Renascença); o Correio da Manhã escreve 16, mas conta que a encontraram «esta manhã [sexta-feira]», o dia 15. Segue-se o dia 15.