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Resistênciapor Onofriana.pt
O antigo edifício da Emissora Nacional, na Rua do Quelhas, hoje usado pelo ISEG, em 2021. GualdimG, CC BY-SA 4.0

Emissora Nacional (Rua do Quelhas)

Edifício de esquina de três pisos, amarelo e branco, com grandes janelas em arco e uma varanda de balaustrada, numa rua com carros estacionados.
O antigo edifício da Emissora Nacional, na Rua do Quelhas, hoje usado pelo ISEG, em 2021. GualdimG, CC BY-SA 4.0

Estrela

Emissora Nacional (Rua do Quelhas)

A rádio oficial do regime foi ocupada na madrugada de 25 de abril de 1974 por uma pequena força do Campo de Tiro da Serra da Carregueira, para servir de emissora de reserva do MFA. Voltou a ser disputada a 11 de março e a 25 de novembro de 1975.

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No n.º 2 da Rua do Quelhas estava, em 1974, a Emissora Nacional, a rádio oficial do regime. O Movimento das Forças Armadas (MFA) quis ocupá-la para a ter como emissora de reserva e para impedir que o regime a usasse.1 A missão coube ao Campo de Tiro da Serra da Carregueira, com os capitães Oliveira Pimentel e Frederico Morais, que tinham poucos homens: saíram com 47, em duas viaturas pesadas e um jipe.2

Desarmaram os guardas da PSP, que não resistiram, e o capitão Frederico Morais telefonou ao Posto de Comando: «Informo ocupamos TÓQUIO sem qualquer incidente». A emissora suspendeu as emissões às 7h50, e às 8h30 leu-se aqui, pela primeira vez, um comunicado do Movimento.21

Na tentativa de golpe de 11 de março de 1975, por volta das 13h00, a 5.ª Divisão do Estado-Maior ocupou a emissora e pôs-se a emitir comunicados que alertavam a população para as movimentações em curso e apelavam ao apoio ao MFA.4 A Emissora Nacional declarou-se a «única voz autorizada», o capitão Duran Clemente falou aos seus microfones, e os trabalhadores organizaram piquetes junto dela.5

A 25 de novembro de 1975, a emissora foi ocupada às 17h00 por forças da Polícia Militar e do COPCON; meia hora depois, a rádio da Polícia Militar pedia reforços para a defender.6

No arquivo

Noutros arquivos

Estes só se veem no sítio de cada arquivo.

Onde fica

Mapa com a localização de Emissora Nacional (Rua do Quelhas).

Emissora Nacional (Rua do Quelhas)Rua do Quelhas, 2, Lisboa

Datas

  1. 25 de abril de 1974

    Uma força do Campo de Tiro da Serra da Carregueira ocupa a emissora («TÓQUIO»).

  2. 25 de abril de 1974, 08h30

    Lê-se aqui, pela primeira vez, um comunicado do MFA.

  3. 11 de março de 1975, 13h00

    A 5.ª Divisão ocupa a Emissora Nacional.

  4. 25 de novembro de 1975, 17h00

    Ocupação por forças da Polícia Militar e do COPCON.

Perto daqui

  • 140 m · 5 min a pé

    ISCEF, no Quelhas

    Hoje: ISEG – Lisbon School of Economics & Management

    Num anfiteatro pré-fabricado desta escola, a 12 de outubro de 1972, um agente da DGS matou a tiro o estudante de Direito José António Ribeiro Santos, durante um «meeting contra a repressão». Na sala estava Aurora Rodrigues.

    RepressãoEstudantes
  • 360 m · 5 min a pé

    Calçada Ribeiro Santos

    Hoje: Calçada Ribeiro Santos (antiga Calçada de Santos)

    Aqui viveu José António Ribeiro Santos, o estudante morto pela DGS em 1972; daqui partiu o funeral, que foi uma das maiores manifestações da fase final da ditadura. A rua tem o seu nome desde o primeiro edital de toponímia depois do 25 de Abril.

    RepressãoEstudantesRevolução
  • 420 m · 5 min a pé

    Palácio de São Bento

    Hoje: Assembleia da República

    O parlamento onde, em 1911, se recusou o voto às mulheres e onde, em 1975–76, vinte e sete deputadas ajudaram a escrever a Constituição que proíbe discriminar em razão do sexo. Sophia de Mello Breyner Andresen presidiu aqui à comissão do preâmbulo.

    MulheresRevoluçãoRepública
  • 910 m · 15 min a pé

    O Século — a redação de «Modas e Bordados»

    Hoje: Palácio Lançada, Rua de O Século

    Aqui funcionou o jornal O Século, onde Maria Lamas dirigiu «Modas e Bordados» até 1947 e onde, em 1930, organizou a exposição «Mulheres Portuguesas». Foi aqui também que trabalhou Virgínia Quaresma, uma das primeiras repórteres portuguesas.

    MulheresCultura e censuraTrabalho
Notas sobre as fontes3
  • A hora da ocupação: 3h15 (página «Lugares de Abril»; cronologia de Jofre Alves) ou 3h50 (cronologia «Movimentações do dia 25 de Abril», da mesma Associação 25 de Abril).
  • Quantos militares ocuparam a emissora: cerca de cem, segundo a página «Lugares de Abril», ou 47, segundo a cronologia da mesma Associação 25 de Abril.
  • O que funciona hoje no n.º 2 da Rua do Quelhas: as coordenadas marcam a rua, não o edifício.

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Fontes

  1. 1Emissora Nacional (Lugares de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Movimentações do dia 25 de Abril. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Cronologia do 25 de Abril, por Jofre Alves (blogue Abril de Novo, 2010), na Biblioteca Digital do CD25A. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4A defesa do RAL1 e a resposta do MFA. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5RAL 1 – Lisboa. RTP – Memórias da Revolução (textos de Aniceto Afonso, Carlos Matos Gomes e Maria Inácia Rezola) — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 625 de Novembro de 1975. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7Inauguradas as últimas placas do Projeto «Lugares de Abril». Olhares de Lisboa, 2024 — consultado a 3 de outubro de 2026

Coordenadas: OpenStreetMap (Nominatim), consultado a 2 de outubro de 2026.