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Resistênciapor Onofriana.pt

Mulheres da resistência

Helena Roseta

Revoluçãoarquitetacofundadora do Botequimdeputada à Assembleia Constituinte (PPD)
Nasceu
1947

Arquiteta e católica progressista, falou de habitação no Congresso da Oposição de Aveiro e foi detida pela PIDE em 1973. Cofundadora do Botequim, deputada constituinte, renunciou em 1982 ao mandato para votar, contra a sua bancada, uma amnistia para presos políticos.

Antes do 25 de Abril esteve em movimentos cívicos nascidos na Igreja Católica e foi dirigente da Juventude Escolar Católica. Em 1973 interveio sobre habitação no III Congresso da Oposição Democrática, em Aveiro, e nesse ano foi detida pela PIDE.4

Foi uma das fundadoras do Botequim, o bar que Natália Correia abriu em 1971 na Graça, com Isabel Meireles e Júlia Marenha.12

Depois do 25 de Abril aderiu ao Partido Popular Democrático, pelo qual foi eleita em 1975 deputada à Assembleia Constituinte e, em 1976, à Assembleia da República.4 Foi uma das 27 mulheres que tiveram lugar na Constituinte, num total de 327 deputados.3 Em 1982 renunciou ao mandato por ter apoiado, por razões de consciência e contra a orientação da sua bancada, uma amnistia para os presos políticos do Partido Revolucionário do Proletariado e das Brigadas Revolucionárias. Mais tarde, em 1998, dinamizou o movimento «Sim pela Tolerância», no referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez.4

No arquivo

Noutros arquivos

Estes só se veem no sítio de cada arquivo.

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 1971

    Natália Correia abre o Botequim, na Graça
  2. 1973

    Prisão de Violante Saramago Matos com a filha de 18 meses
  3. 25 abr. 1975

    Eleição da Assembleia Constituinte: 20 deputadas
  4. 12 nov. 1975

    Trabalhadores da construção civil cercam a Assembleia Constituinte

Cruzaram-se com ela

  • Sophia de Mello Breyner Andresen

    1919–2004

    Poeta. Viveu na Graça de 1951 até morrer, escreveu a «Cantata da Paz» para a vigília de São Domingos, ajudou a fundar a comissão de socorro aos presos políticos e foi deputada constituinte. «Esta é a madrugada que eu esperava» é dela.

  • Natália Correia

    1923–1993

    Poeta e editora, foi a escritora portuguesa com mais obras censuradas. Julgada no Plenário pela «Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica», publicou as «Novas Cartas Portuguesas» e abriu na Graça o Botequim, onde festejou o 25 de Abril. Foi depois deputada.

  • Pinheiro de Azevedo

    1917–1983

    Oficial da Armada e membro da Junta de Salvação Nacional, chefiou o VI Governo Provisório e esteve sequestrado na residência oficial, em São Bento, durante o cerco dos trabalhadores da construção civil, em novembro de 1975.

  • Maria Alda Nogueira

    1923–1998

    Militante comunista na clandestinidade, foi presa em 1959 e condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança, que cumpriu em Caxias. Deputada desde a Constituinte, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.

  • Ana de Castro Osório

    1872–1935

    Escritora, autora do que é tido como o primeiro manifesto feminista português (1905), lançou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e fundou, com Carolina Beatriz Ângelo, a Associação de Propaganda Feminista, que defendia o voto das mulheres instruídas.

  • Carolina Beatriz Ângelo

    1878–1911

    Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Notas sobre as fontes1
  • Se foi uma das fundadoras do Botequim: assim o dizem a FCSH+Lisboa e o Museu do Aljube; a cronologia de «O Essencial sobre Natália Correia» (Imprensa Nacional, 2024) dá o bar como propriedade de uma sociedade de Natália Correia e Isabel Meyrelles, e não a nomeia.

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Fontes

  1. 1Natália Correia: todas as personalidades num botequim (19/4/2017). FCSH+Lisboa – NOVA FCSH — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Natália Correia (13/9/2020). Museu do Aljube – Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3As mulheres na Constituinte de 1975-1976. Assembleia da República — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Mulheres pela Igualdade (biografias). CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5O Essencial sobre Natália Correia (Luiz Fagundes Duarte). Imprensa Nacional, 2024 — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6Consulta SPARQL de identificadores e datas (P569/P570) de pessoas. Wikidata Query Service — consultado a 2 de outubro de 2026