Repúblicaprofessora primária e educadora de infânciaprofessora na Escola-Oficina n.º 1 (Graça)dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesasmaçon, fundadora da Loja Humanidade (1923)
Nasceu
8 de julho de 1888, Beja
Morreu
6 de junho de 1993, Lisboa (São Mamede)
Professora primária e educadora de infância, ensinou na Escola-Oficina n.º 1, na Graça, uma escola de influência libertária; esteve na comissão organizadora do I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, e na direção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
Nasceu em Beja em 1888 e veio aos 12 anos para Lisboa.2 Formou-se na Escola Normal Primária de Lisboa, cuja secção feminina ficava no Largo do Calvário, em Alcântara. Em 1910 começou a ensinar na Escola-Oficina n.º 1, no Largo da Graça, uma escola de influência anarquista e libertária.1
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.
Benemérita e feminista, foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1928 e apresentou teses nos dois Congressos Feministas e de Educação, sobre a assistência às delinquentes e a ação moral do trabalho.
Escritora e jornalista lisboeta, foi uma das figuras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas nos anos 1920 e levou ao II Congresso Feminista e de Educação, em 1928, a tese «O voto às mulheres».
Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.
Jurista e feminista, dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o Estado Novo o fechar, em 1947. Precursora do «feminismo jurídico», defendeu o voto das mulheres, a coeducação e os direitos da mulher trabalhadora, e esteve na oposição democrática.
Uma das primeiras mulheres licenciadas em Direito em Portugal, foi a primeira a advogar, no Tribunal da Boa-Hora, a 14 de novembro de 1913 — cinco anos antes de a lei abrir a profissão às mulheres.
Notas sobre as fontes4
O dia da morte: 6 de junho de 1993, segundo a Wikipédia; 8 de junho, segundo João Esteves (Silêncios e Memórias).
A morada exata da Escola-Oficina n.º 1, no Largo da Graça.
Se o salão nobre onde se reuniu o congresso de 1924 era o do Palácio Vagos, que pertence à associação desde 1913.
Se a Loja Humanidade que ajudou a fundar em 1923, no Direito Humano, é a mesma em que Maria Clara Correia Alves se iniciara antes, no Grande Oriente Lusitano: as biografias das duas na Wikipédia não o dizem.