Maria da Conceição Infante de Lacerda Pereira de Eça Custance O'Neill
Repúblicaescritora e poetisajornalistadirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesasautora da tese «O voto às mulheres» (1928)
Nasceu
19 de novembro de 1873, Lisboa
Morreu
23 de março de 1932, No mar, a bordo do vapor «General Osório», perto de Cabo Verde
Escritora e jornalista lisboeta, foi uma das figuras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas nos anos 1920 e levou ao II Congresso Feminista e de Educação, em 1928, a tese «O voto às mulheres».
Nasceu em Lisboa a 19 de novembro de 1873.12 Escritora, poetisa e jornalista, assinou também como Lina Marville e colaborou em revistas como «Brasil-Portugal», «Ilustração Portuguesa» e «Alma Feminina».1
Em 1920 apresentou na Associação dos Caixeiros a tese «A ferocidade do egoísmo» e tornou-se uma das figuras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, onde presidiu às comissões de Assistência Social, do Trabalho e das Ligas de Bondade.13 No I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, apresentou as teses «Assistência e trabalho» e «As ligas de bondade»; no segundo, em 1928, «O voto às mulheres».13 Aparece na fotografia da direção do Conselho ao tempo desse segundo congresso.2
Morreu em 1932, em alto mar, a bordo do vapor alemão «General Osório», dois dias depois de iniciar a viagem de regresso do Brasil a Portugal, e foi sepultada no mar.12
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.
Benemérita e feminista, foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1928 e apresentou teses nos dois Congressos Feministas e de Educação, sobre a assistência às delinquentes e a ação moral do trabalho.
Professora primária e educadora de infância, ensinou na Escola-Oficina n.º 1, na Graça, uma escola de influência libertária; esteve na comissão organizadora do I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, e na direção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.
Jurista e feminista, dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o Estado Novo o fechar, em 1947. Precursora do «feminismo jurídico», defendeu o voto das mulheres, a coeducação e os direitos da mulher trabalhadora, e esteve na oposição democrática.
Uma das primeiras mulheres licenciadas em Direito em Portugal, foi a primeira a advogar, no Tribunal da Boa-Hora, a 14 de novembro de 1913 — cinco anos antes de a lei abrir a profissão às mulheres.
Notas sobre as fontes3
O dia da morte: 23 de março de 1932 (Wikipédia) ou 21 de março (Silêncios e Memórias).
O lugar da morte: «perto de Cabo Verde», segundo o corpo do artigo da Wikipédia, ou «costa brasileira», segundo o início do mesmo artigo; o Silêncios e Memórias diz apenas «no Oceano Atlântico».
A morada onde viveu em Lisboa, que as fontes não dão.