Colonialismomédico (Faculdade de Medicina de Lisboa)poetamilitante do MUD Juvenilpreso políticopresidente do MPLA e de Angola
Nasceu
17 de setembro de 1922, Kaxicane (Ícolo e Bengo), Angola
Morreu
10 de setembro de 1979, Moscovo
Estudante de Medicina em Lisboa desde 1948, militou na Casa dos Estudantes do Império, no MUD Juvenil e no Centro de Estudos Africanos. Preso várias vezes pela PIDE em Lisboa, foi o primeiro presidente de Angola independente.
Nasceu a 17 de setembro de 1922 em Kaxicane, Angola.1 Começou o curso de Medicina em Coimbra e em 1948 transferiu-se para a Faculdade de Medicina de Lisboa, sem deixar a atividade na Casa dos Estudantes do Império.3 Em Lisboa militou no MUD Juvenil e participou na criação do Centro de Estudos Africanos, com Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Marcelino dos Santos e Francisco José Tenreiro.1
A PIDE prendeu-o em Lisboa em 1950, quando recolhia assinaturas para a Conferência Mundial da Paz, e de novo em 1951. Em 1955 voltou a ser preso e foi condenado a 18 meses de prisão. Libertado em julho de 1957, licenciou-se em Medicina em Lisboa a 27 de outubro de 1958.3 Voltou a ser preso; em 1962 passou brevemente pela cadeia do Aljube e foi libertado em março.31 Nesse ano saiu clandestinamente de Portugal, com a mulher e os filhos.1
Assumiu a chefia do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e foi o primeiro presidente de Angola independente. Morreu em 1979, em Moscovo.13
Estudante de Agronomia em Lisboa desde 1945, conheceu na Casa dos Estudantes do Império Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade e Marcelino dos Santos, e foi um dos dirigentes do Centro de Estudos Africanos. Fundou o PAIGC e foi assassinado em Conacri em 1973.
Poeta são-tomense em cuja casa lisboeta, na Rua Actor Vale, funcionou a partir de 1951 o Centro de Estudos Africanos. Presa em 1965 e encarcerada em Caxias, escreveu depois a letra do hino de São Tomé e Príncipe.
Poeta moçambicana, viveu em Lisboa entre 1951 e 1964, publicou na «Mensagem» da Casa dos Estudantes do Império e frequentou o Centro de Estudos Africanos, até a oposição ao Estado Novo a obrigar ao exílio em Paris.
Dirigente comunista, foi um dos oito presos que fugiram de Caxias no carro blindado de Salazar, em 1961. Preso em 1959 e de novo em 1965, resistiu à tortura da PIDE sem falar.
Operário metalúrgico e anarcossindicalista, foi um dos autores do atentado à bomba contra Salazar na Avenida Barbosa du Bocage, em 1937. Fugiu para Inglaterra, foi entregue à polícia portuguesa e só saiu da prisão em 1953.
Carismático dirigente dos estudantes de Medicina, propôs a greve de fome de maio de 1962; preso no Aljube, a sua libertação foi exigida em manifestações reprimidas pela polícia.
Notas sobre as fontes1
As datas das prisões em Lisboa (1950, 1951 e 1955), a da libertação (julho de 1957) e a passagem pelo Aljube em 1962 vêm só da Wikipédia; o Museu do Aljube diz apenas que foi preso várias vezes e libertado em 1962.