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Resistênciapor Onofriana.pt
Fotografia antiga, a preto e branco, de uma mulher de cabelo escuro apanhado no alto da cabeça, com um casaco escuro, a apoiar a cara na mão e a olhar para o lado.
Autor desconhecido, Domínio público

Mulheres da resistência

Angelina Vidal

Angelina Casimira do Carmo da Silva Vidal

Repúblicaprofessorajornalista e editora de «A Voz do Operário»escritorapropagandista republicana e socialistadefensora dos direitos das operárias
Nasceu
11 de março de 1847, Lisboa (freguesia de São José)
Morreu
1 de agosto de 1917, Lisboa (Rua de São Gens, 41)

Professora, jornalista e oradora republicana, editora de «A Voz do Operário», defendeu as operárias e a igualdade entre homens e mulheres. A monarquia negou-lhe a pensão de viúva; morreu quase na miséria em 1917, um dia depois de lha concederem.

Nasceu em Lisboa, na freguesia de São José, a 11 de março de 1847, filha do maestro Joaquim Casimiro. Em 1872 casou com o médico da Armada Luís Augusto de Campo Vidal, de quem enviuvou em 1894.1

Começou a escrever nos jornais com o pseudónimo «Uma Republicana Viseense» e fez propaganda republicana nos comícios e na imprensa, em títulos como «O Sindicato», «Justiça do Povo», «Emancipação», «O Tecido» e «O Trabalhador». Colaborou em «A Voz do Operário» a partir de 1883 e foi editora do jornal entre 1897 e 1901.1 Ao ideário republicano juntou, mais tarde, o socialista.2

Defendeu os direitos das operárias e a educação das mulheres como base da igualdade. Nunca se disse feminista, e chegou a criticar as sufragistas da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, mas exigiu sempre a igualdade entre homens e mulheres, no trabalho e nas leis civis. Foi professora de francês, de piano e de música, também na Sociedade A Voz do Operário, e escreveu poesia, prosa e teatro, entre os quais «Lisboa Antiga e Lisboa Moderna» (1900).1

O governo da monarquia negou-lhe a pensão de viúva, alegando que era «inimiga das instituições». Em 1917, já na República, voltou a pedi-la; foi-lhe concedida a 31 de julho, e no dia seguinte, 1 de agosto de 1917, morreu quase na miséria, no n.º 41 da Rua de São Gens.1 Por edital de 17 de outubro de 1924, a Câmara de Lisboa deu o seu nome ao antigo Caminho do Forno do Tijolo, hoje Rua Angelina Vidal, com a legenda «Ilustre Conferencista e Propagandista da Emancipação Social».13

No arquivo

Noutros arquivos

Estes só se veem no sítio de cada arquivo.

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 1 ago. 1917

    Morte de Angelina Vidal
  2. 17 out. 1924

    Lisboa dá a uma rua o nome de Angelina Vidal

Cruzaram-se com ela

  • Carolina Beatriz Ângelo

    1878–1911

    Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Notas sobre as fontes2
  • O nome completo: «Angelina Casimira do Carmo da Silva Vidal» (Toponímia de Lisboa) ou «Angelina Casimira da Silva Vidal» (Wikipédia).
  • O apelido do marido: «Campo Vidal» (Toponímia de Lisboa) ou «Campos Vidal» (Wikipédia, que dá o mesmo apelido aos filhos).

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Fontes

  1. 1A republicana Angelina Vidal. Toponímia de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa) — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Angelina Vidal. Wikipédia (pt) — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Lisboa Republicana: topónimos no feminino. Toponímia de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa) — consultado a 2 de outubro de 2026