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Resistênciapor Onofriana.pt
Edifício alto e branco de muitas janelas pequenas, numa rua inclinada e estreita, ao fim da tarde, sob céu azul-escuro.

Crédito da imagem: Ardfern · CC BY-SA 4.0

O antigo Aljube, hoje Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, na Rua de Augusto Rosa, em maio de 2017.

Percurso · Revolução · a pé

As figuras de Abril

Do Aljube a São Bento, as vidas de Soares, Cunhal e Salgueiro Maia — e as de Maria Barroso, Sofia Ferreira, Natália Correia e Pintasilgo

Distância
3,5 km
Duração
1 h 40 min
Paragens
6
Dificuldade
Média
Começar o percurso

O percurso, as fotografias e o mapa ficam no telemóvel, para abrir em qualquer lado.

Introdução

Salgueiro Maia, Mário Soares e Álvaro Cunhal são os nomes que quase toda a gente associa ao 25 de Abril. Este percurso segue as vidas dos três por Lisboa — e, com o mesmo peso, as das mulheres que viveram a mesma história: Maria Barroso, a atriz que o regime tirou do palco e que casou com Soares quando ele estava preso no Aljube;2 Sofia Ferreira, julgada com Cunhal em 1950;9 Maria Lamas, Maria Antónia Fiadeiro e Natália Correia, no jornal O Século; Maria de Lourdes Pintasilgo, que assinou com voto de vencida pareceres da câmara do regime e foi depois a primeira mulher a chefiar um governo em Portugal.17

O caminho vai do Aljube, a cadeia onde Soares e Cunhal estiveram presos, ao Palácio de São Bento, onde os dois — e várias delas — se sentaram como deputados. Pelo meio ficam o tribunal da Boa-Hora, o Teatro Nacional, o Largo do Carmo e O Século. As paragens seguem as ruas, não o calendário: o texto vai e vem entre 1937 e 1986.

As chegadas do exílio, em abril de 1974, contam-se no percurso Os dias da liberdade; o 25 de Abril hora a hora, em O dia inicial.

Antes de ir

Partida
Museu do Aljube, Rua de Augusto Rosa (junto à Sé) — Elétrico 28 (paragem Sé); Metro Terreiro do Paço (linha azul) ou Baixa-Chiado (linhas azul e verde), a dez minutos a pé
Chegada
Palácio de São Bento (Assembleia da República) — Elétrico 28 (paragem Calçada da Estrela); Metro Rato (linha amarela), a dez minutos a pé
Acessibilidade do caminho
Do Aljube desce-se à Baixa, que é plana, e sobe-se à Boa-Hora pela Rua Nova do Almada, íngreme; depois volta-se a descer até ao Rossio. Do Rossio ao Largo do Carmo sobe-se a Rua do Carmo, íngreme e em calçada, que escorrega com chuva; o Elevador de Santa Justa, pago, evita a subida, e o OpenStreetMap marca as suas cabinas como acessíveis em cadeira de rodas. Do Carmo à Rua de O Século ainda se sobe, pelas ruas do Bairro Alto, em boa parte em calçada; o fim, até São Bento, é a descer.

Este percurso em datas

  1. 28 jun. 1947

  2. 1948

  3. 22 fev. 1949

  4. 25 mar. 1949

Mais 12 datas
  1. 2 jan. 1950

  2. 2 maio 1950

  3. 3 jan. 1960

  4. 25 abr. 1974

  5. 28 abr. 1974

  6. 1975

  7. 11 mar. 1975

  8. 25 abr. 1975

  9. 25 nov. 1975

  10. 29 abr. 1976

  11. 1 ago. 1979

  12. 2 mar. 1982

Mapa do percurso «As figuras de Abril», com 6 paragens numeradas. A lista das paragens está a seguir ao mapa.

As paragens

  1. Paragem 1: 1949 — um casamento na cadeia

    Rua de Augusto Rosa, 42, 1100-059 Lisboa

    Hoje: Museu do Aljube – Resistência e Liberdade

    Edifício alto e branco de muitas janelas pequenas, numa rua inclinada e estreita, ao fim da tarde, sob céu azul-escuro.
    O antigo Aljube, hoje Museu do Aljube – Resistência e Liberdade, na Rua de Augusto Rosa, em maio de 2017. Ardfern, CC BY-SA 4.0

    A 31 de janeiro de 1948, a polícia política prendeu toda a comissão central do MUD e trouxe-a para o Aljube. Mário Soares, com 23 anos, ficou na mesma cela que o pai, João Lopes Soares, preso desde a revolta de 10 de abril de 1947.4 Um ano depois voltou a ser preso, e foi aqui, a 22 de fevereiro de 1949, que casou com Maria Barroso — por procuração, por estar na cadeia. Um dos padrinhos, Manuel Mendes, também estava detido.2

    Maria Barroso sabia o que eram as prisões da ditadura: o pai, oficial do Exército, fora preso e deportado por conspirar contra a Ditadura Militar.1 Soares seria preso doze vezes, deportado para São Tomé em 1968 e obrigado a exilar-se em França a partir de 1970.3 Em 1961 passou seis meses entre o Aljube e Caxias, e no princípio de 1962, preso de novo aqui, escreveu-lhe um poema.42 Do exílio só voltou depois do 25 de Abril — com ela, no comboio que chegou a Santa Apolónia a 28 de abril de 1974.4

    Também Álvaro Cunhal conheceu esta cadeia: foi trazido para cá da primeira vez que o prenderam, em 1937, aos 23 anos.56 Em 1941, já em liberdade, foi regente de estudos no Colégio Moderno, a convite do pai de Soares, e conviveu com a família e com o filho, que viria a ser o seu adversário político.5

    O que se vê hoje

    O próprio edifício é o museu. A porta principal da antiga cadeia está fechada, mas conservada como testemunho da prisão.

    Documentário montado por Sofia Gomes para a exposição «Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas», com excertos dos testemunhos que o Museu do Aljube recolhe desde 2015: dezasseis mulheres falam da resistência à ditadura e da luta pelos direitos das mulheres. Esta versão tem interpretação em Língua Gestual Portuguesa; a versão sem LGP está no mesmo canal (XmUbNbnHgKg, 2022).

    Página original Licença padrão do YouTube — embed permitido pelo canal oficial do Museu do Aljube

    Museu do Aljube Resistência e Liberdade, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

    Até à paragem 2720 m · 10 min a péCaminho

  2. Paragem 2: 1950 — Cunhal e Sofia Ferreira no banco dos réus

    Largo da Boa-Hora / Rua Nova do Almada, Chiado, 1249-099 Lisboa (OpenStreetMap: «Convento da Boa Hora», Largo da Boa-Hora, 15)

    Hoje: Antigo tribunal, fechado desde 2009

    Fotografia a preto e branco de uma sala de audiências: juízes de toga atrás de uma bancada alta com papéis e um tinteiro, e homens sentados à frente.
    Julgamento no Tribunal da Boa-Hora, em 1909, dos acusados do incêndio da Rua da Madalena. Fotografia de Joshua Benoliel. Joshua Benoliel, Domínio público

    Em maio de 1950, Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira sentaram-se aqui no banco dos réus do Tribunal Plenário.8 Tinham sido presos juntos, catorze meses antes, numa casa clandestina do Luso onde se faziam passar por um casal; o terceiro preso, Militão Ribeiro, morrera na prisão em janeiro, em greve de fome.7 Cunhal passara esse tempo todo incomunicável, numa cela sem luz natural onde a luz elétrica nunca se apagava, e preparou a defesa nesse isolamento.5 A 2 de maio, logo no princípio do julgamento, chamou-lhe «uma nova forma de tortura», disse que Sofia e Militão também se tinham recusado a responder à polícia e acabou a acusar: «se alguém deve ser julgado por tais crimes, então que se sentem os fascistas no banco dos réus».8

    Sofia Ferreira, que passara seis meses em isolamento, cinco deles sem um livro ou um jornal, foi condenada a 9 de maio a três anos de prisão.9 Cunhal ficou preso onze anos seguidos, oito deles isolado. Na Penitenciária de Lisboa traduziu o «Rei Lear», de Shakespeare, até ser levado para Peniche, de onde fugiu em 1960; os desenhos que fez na prisão saíram depois em livro, os «Desenhos da Prisão».5

    Também Mário Soares conheceu a porta deste tribunal: a 15 de fevereiro de 1949, foi preso quando vinha para aqui, onde ia ser julgada a comissão central do MUD Juvenil.4

    O que se vê hoje

    Nenhuma marca dos julgamentos políticos confirmada. O Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos aprovado para o largo em 2021 não estava construído em agosto de 2025.

    Testemunho de Diana Andringa recolhido pelo Museu do Aljube a 19 de abril de 2017. Segundo as palavras-chave do museu, fala do movimento estudantil, do apoio aos presos políticos, da ligação ao MPLA e à luta de libertação, da prisão e dos interrogatórios em Caxias e do julgamento no Tribunal Plenário.

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    Museu do Aljube Resistência e Liberdade, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

    Até à paragem 3700 m · 10 min a péCaminho

  3. Paragem 3: 1948 — a atriz afastada do palco

    Praça D. Pedro IV, 1, 1100-201 Lisboa

    Hoje: Teatro Nacional D. Maria II

    Edifício neoclássico claro, com frontão triangular, estátuas no topo e uma fila de colunas à entrada; à frente, uma fonte de bronze e a calçada em ondas pretas e brancas, com pessoas a atravessar a praça.
    O Teatro Nacional D. Maria II, no topo norte do Rossio, em julho de 2022. Diego Delso, CC BY-SA 4.0

    Maria Barroso acabou o curso de Arte Dramática do Conservatório Nacional em 1943, com a nota mais alta do seu ano, e no ano seguinte estreou-se neste palco, na companhia de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, que geria o Teatro Nacional desde 1929.210 Amélia Rey Colaço escolheu-a para a Maria de Noronha do «Frei Luís de Sousa», ao lado de Palmira Bastos; em 1947 foi a protagonista de «Benilde ou a Virgem Mãe», de José Régio, e depois a Adela de «A Casa de Bernarda Alba», de García Lorca.112

    Fora do palco, dizia em recitais por todo o país os poetas da oposição, e a polícia política chamou-a a vários interrogatórios.12 Em 1948, na altura da terceira prisão de Mário Soares, que conhecera na Faculdade de Letras, chegou uma ordem «vinda da polícia e do Ministério da Educação»: não podia continuar a trabalhar no D. Maria II. «Foi um desgosto. Senti que era uma injustiça», contou à biógrafa Leonor Xavier. Amélia Rey Colaço viu nisso um golpe que atingia o coração do teatro.11

    Voltou a representar noutras salas — fez a «Antígona», de Sófocles, em 1965 —, e em 1966 o regime proibiu o monólogo «A Voz Humana», de Cocteau, que levara ao São Luiz: foi a última vez que representou em teatro. Em 1959 tinham-lhe recusado também a licença para ensinar no ensino particular; acabou por dirigir durante décadas o Colégio Moderno, fundado pelo sogro.12

    Até à paragem 4380 m · 5 min a péCaminho

  4. Paragem 4: 1974 — o capitão que preferiu negociar

    Largo do Carmo, Lisboa

    Hoje: Comando-Geral da GNR e Museu da Guarda Nacional Republicana

    Fachada clara com janelas em arco, uma bandeira portuguesa ao alto e duas guaritas listradas à porta; à frente, visitantes no largo.
    O Quartel do Carmo, comando-geral da GNR, no Largo do Carmo, em 2017. Marcin Latka, CC BY-SA 2.0

    A coluna de Salgueiro Maia chegou aqui cerca das 12h30 de 25 de abril de 1974, depois de subir do Rossio pela Rua do Carmo.12 Foi por ali, entre o Rossio e o Chiado, que nessa manhã Celeste Caeiro deu um cravo a um soldado.13 O dia, hora a hora, conta-se no percurso O dia inicial; aqui interessa o homem. Tinha 29 anos e era filho de um ferroviário, cuja profissão o levou, em criança, de Coruche a Tomar, a Pombal e a Leiria. Fez duas comissões na guerra colonial, em Moçambique e na Guiné, onde em maio de 1973, com a companhia já em Bissau à espera do regresso, foi mandado socorrer a guarnição cercada de Guidaje. Em 1969 matriculara-se no Instituto Superior de Ciências Sociais e Política Ultramarina: «queria perceber a razão do que fazia», escreve Carlos de Matos Gomes.14

    Diante do quartel, com o presidente do Conselho lá dentro e a multidão à volta, preferiu «correr o risco de parlamentar, de negociar, de se expor» a atacar. Recebeu a rendição de Marcelo Caetano, assistiu à passagem do poder para o general Spínola e garantiu a saída dos vencidos em segurança. Venceu, resume a Comissão Comemorativa dos 50 anos, «sem causar um morto, sem provocar o combate, respeitando os vencidos».14

    Não aceitou cargos políticos depois do 25 de Abril.15 No 11 de Março e no 25 de Novembro de 1975 pesou mais pelo que não fez do que pelo que fez; em novembro de 1976 foi tirado da Escola Prática de Cavalaria para funções burocráticas e, em março de 1977, mandado para os Açores. Morreu em 1992, aos 47 anos.14

    O que se vê hoje

    Uma das placas dos «Lugares de Abril», da Câmara de Lisboa e da Associação 25 de Abril, assinala o largo.25

    Com as cinco últimas placas, inauguradas a 24 de março de 2024, Lisboa passou a ter 25 a assinalar os lugares da ação do MFA no 25 de Abril de 1974 — o projeto «Lugares de Abril», da Câmara e da Associação 25 de Abril. A Câmara destaca o Largo do Carmo, «o local mais simbólico» de Abril.

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    Câmara Municipal de Lisboa, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

    Até à paragem 5840 m · 15 min a péCaminho

  5. Paragem 5: 1947–1976 — três mulheres e um jornal

    Rua de O Século, 63, 1200-433 Lisboa

    Hoje: Palácio Lançada, Rua de O Século

    Rua comprida e ligeiramente inclinada entre prédios de três e quatro andares pintados de amarelo, verde e branco, com carros estacionados de um dos lados, sob céu nublado.
    A Rua de O Século, onde funcionou a redação do jornal, em dezembro de 2019. Sergei Gussev, CC BY 2.0

    Maria Lamas trabalhou mais de vinte anos n'O Século, à frente da revista «Modas e Bordados». Em 1947, obrigada a escolher entre a revista e o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, a que presidia, escolheu o Conselho — que a polícia fechou nesse ano — e ficou sem ganha-pão.1716 A reparação chegou em 1975: Maria Antónia Fiadeiro, chefe de redação da revista, convidou-a para diretora honorária e dedicou-lhe um número especial; a «Modas e Bordados» passou a chamar-se «Mulher – Modas e Bordados» e ganhou uma linha editorial feminista.1617 O princípio desta história conta-se no percurso Palavras proibidas.

    No ano seguinte, a 20 de abril de 1976, o jornal lançou um suplemento político diário, «O Século — Hoje», dirigido por Natália Correia. O primeiro número trazia como editorial a Declaração Universal dos Direitos do Homem; o de 24 de abril, véspera de eleições, saiu com «Visado pela Comissão de Reflexão» a vermelho na primeira página, como no tempo da censura, em que os jornais traziam «Este número foi visado pela Comissão de Censura». A 29 de abril, sob proposta do Presidente Costa Gomes, o Conselho da Revolução extinguiu o suplemento por publicar artigos «ofensivos e caluniosos para o Conselho da Revolução e para as Forças Armadas». O nono e último número saiu no dia seguinte.18

    Até à paragem 6860 m · 15 min a péCaminho

  6. Paragem 6: Da câmara do regime ao parlamento eleito

    Palácio de São Bento, Largo das Cortes, Lisboa

    Hoje: Assembleia da República

    Fachada neoclássica branca com uma escadaria larga, colunata e frontão triangular ao centro e a bandeira portuguesa no alto, sob céu azul com nuvens.
    O Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República, em junho de 2014. Albarubescens, CC BY-SA 4.0

    Durante o Estado Novo, a Câmara Corporativa tinha assento neste palácio, na sala que fora da Câmara dos Pares e é hoje a Sala do Senado.19 De 1969 a 1974 sentou-se lá Maria de Lourdes Pintasilgo, engenheira química: recusara entrar na lista de deputados à Assembleia Nacional, mas aceitou ser procuradora, e assinou com «voto de vencida» pareceres sobre a liberdade de imprensa, o modelo de desenvolvimento económico e as alterações à Constituição.1720 Dez anos depois de entrar aqui, foi a primeira mulher a chefiar um governo em Portugal — e é ainda a única.17

    Depois de 1975, o palácio passou a ser o de um parlamento eleito. Sophia de Mello Breyner Andresen presidiu aqui à comissão que redigiu o preâmbulo da Constituição.21 Maria Barroso foi deputada de 1976 a 1983 e vice-presidente da comissão parlamentar de Educação.12 Natália Correia foi deputada de 1979 a 1983 e de 1987 a 1991, e respondeu com um poema ao deputado que, no primeiro debate sobre o aborto, em 1982, disse que o ato sexual era «para se ver o nascimento de um filho».2223

    Álvaro Cunhal foi eleito deputado à Constituinte em 1975 e à Assembleia da República nas eleições seguintes, até 1987.24 Mário Soares, deputado constituinte e depois primeiro-ministro de três governos, voltou aqui a 9 de março de 1986 para tomar posse como Presidente da República: o primeiro civil eleito por sufrágio universal e direto para o cargo.34

    O que se vê hoje

    Bustos de duas deputadas: Maria Alda Nogueira, no claustro (CIG; escultor António Trindade, segundo a Wikipédia), e Natália Correia (segundo a Wikipédia, as duas únicas deputadas com busto na Assembleia).

    Peça curta da série «Cápsula do Tempo», do Parlamento, dedicada às mulheres na Assembleia Constituinte de 1975–1976.

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    Assembleia da República, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».

Notas sobre as fontes3
  • A primeira prisão de Álvaro Cunhal: a 20 de junho de 1937, segundo a Câmara de Lisboa, que diz que foi levado para o Aljube; a 21 de julho, segundo o Memória Comum, que não diz para onde.
  • Se Maria Barroso esteve no Aljube no dia do casamento: as fontes dizem só que se casaram por procuração na cadeia, onde Soares estava preso.
  • Quando e porque foi Maria Barroso afastada do Teatro Nacional: em 1948, por ordem da polícia e do Ministério da Educação, segundo a Fundação Mário Soares e Maria Barroso e o Centro Nacional de Cultura; a Wikipédia em inglês situa o afastamento por volta de 1946, depois de uma récita em Coimbra.

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes

  1. 1Biografia de Maria Barroso. Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026
  2. 2A vida de Maria Barroso, em momentos (cronologia). Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026
  3. 3Biografia de Mário Soares. Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026
  4. 4A vida de Mário Soares, em momentos (cronologia). Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026
  5. 5Rui Mendes, Álvaro Cunhal, secretário-geral do Partido Comunista Português, 1913–2005. Câmara Municipal de Lisboa — Comissão Municipal de Toponímia, 2013 — consultado a 3 de outubro de 2026Brochura de junho de 2013, publicada quando a Câmara deu o nome de Álvaro Cunhal a uma avenida do Lumiar; colaboração da comissão do centenário do PCP.
  6. 6Álvaro Barreirinhas Cunhal. Memória Comum – Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos — consultado a 3 de outubro de 2026
  7. 7Prisão de Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro e Sofia Ferreira. Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  8. 8Julgamento de Álvaro Cunhal (70 anos do julgamento e intervenção no tribunal a 2 de maio de 1950). Partido Comunista Português — consultado a 3 de outubro de 2026Transcreve a intervenção de 2 de maio de 1950 a partir de «Álvaro Cunhal — Obras Escolhidas», tomo II; das declarações finais, de 9 de maio, só chegou um resumo.
  9. 9«Sofia foi uma combatente com uma enorme consciência de classe, generosa, inteligente e sagaz» (Centenário de Sofia Ferreira). Partido Comunista Português — consultado a 2 de outubro de 2026
  10. 10História. Teatro Nacional D. Maria II — consultado a 3 de outubro de 2026
  11. 11Guilherme d'Oliveira Martins, A vida dos livros, de 19 a 25 de maio de 2025 (no centenário de Maria Barroso, a partir de «Um Olhar sobre a Vida», de Leonor Xavier). Centro Nacional de Cultura (blogue e-cultura), 2025 — consultado a 3 de outubro de 2026
  12. 12Movimentações do dia 25 de Abril. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  13. 13Onde eu estava há 50 anos por... Celeste Caeiro. Diário de Notícias — consultado a 2 de outubro de 2026
  14. 14Salgueiro Maia. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  15. 15Salgueiro Maia (n. 1944 m. 1992). Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  16. 16Maria Lamas. MDM – Movimento Democrático de Mulheres — consultado a 2 de outubro de 2026
  17. 17Mulheres pela Igualdade (biografias). CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género — consultado a 2 de outubro de 2026
  18. 18O Essencial sobre Natália Correia (Luiz Fagundes Duarte). Imprensa Nacional, 2024 — consultado a 2 de outubro de 2026
  19. 19Sala do Senado (visita ao Palácio de São Bento). Assembleia da República — consultado a 3 de outubro de 2026
  20. 20Os Procuradores da Câmara Corporativa: Maria de Lurdes Ruivo da Silva Matos Pintasilgo (X e XI Legislaturas). Assembleia da República — consultado a 3 de outubro de 2026
  21. 21As mulheres na Constituinte de 1975-1976. Assembleia da República — consultado a 2 de outubro de 2026
  22. 22Natália Correia. Assembleia da República — consultado a 2 de outubro de 2026
  23. 23Natália Correia fez mesmo uma intervenção no Parlamento contra o deputado João Morgado do CDS-PP baseada neste poema?. Polígrafo (SAPO) — consultado a 2 de outubro de 2026
  24. 24Álvaro Cunhal (#nestedia, 10 de novembro). Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 3 de outubro de 2026
  25. 25Largo e Quartel do Carmo (Lugares de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026

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O 25 de Abril de 1974 hora a hora, do Terreiro do Paço ao Carmo e à porta da polícia política

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