Oposiçãoengenheira civilmilitante comunistamembro do Comité Central do PCP na clandestinidadepresa política
Nasceu
1915
Morreu
1998
Primeira mulher reconhecida como engenheira civil em Portugal e militante comunista, foi presa dezasseis vezes pela PIDE. Em 1949 esteve em Caxias, na mesma cela que Maria Lamas.
Foi a primeira mulher reconhecida como engenheira civil em Portugal. Aos 18 anos aderiu ao Partido Comunista Português e, no mesmo ano, à secção portuguesa do Socorro Vermelho Internacional, que apoiava os presos políticos de Portugal e de Espanha. A oposição ao regime nunca lhe deixou ter um emprego público.1
No fim de 1945 entrou para a Comissão Distrital do Porto do Movimento de Unidade Democrática, e na clandestinidade foi membro do Comité Central do PCP. Nos anos 1940 e 1950, com o pseudónimo Maria Selma, colaborou em jornais e revistas e organizou conferências.1 Militou na Associação Feminina Portuguesa para a Paz, ao lado de Isabel Aboim Inglez, Manuela Porto e Elina Guimarães.3 Esteve no comício de apoio à candidatura de Norton de Matos e apoiou a de Humberto Delgado, a crise académica de 1962 e os congressos da oposição democrática de Aveiro, em 1969 e 1973.1
Foi presa dezasseis vezes pela PIDE, processada nove e condenada três, e várias vezes agredida pela polícia em público.1 Em 1949 esteve presa em Caxias, na mesma cela que Maria Lamas.21 Em 1951 foi julgada por «traição à Pátria», por ter assinado uma declaração que exigia a Salazar negociações com o governo da Índia sobre Goa, Damão e Diu.1
Depois do 25 de Abril foi feita grande-oficial da Ordem da Liberdade e recebeu a Medalha de Honra da Câmara Municipal do Porto. Publicou «Mulher de Abril: álbum de memórias». Morreu em 1998.1
Jornalista e escritora, dirigiu «Modas e Bordados», presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o regime o fechar, em 1947, e respondeu com «As Mulheres do Meu País». Foi presa várias vezes e viveu exilada em Paris.
Militante comunista na clandestinidade, foi presa em 1959 e condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança, que cumpriu em Caxias. Deputada desde a Constituinte, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.
Engenheira química e militante clandestina do PCP, controlou a Zona Oriental do Comité Local de Lisboa, «a mais importante zona operária da capital». Presa pela PIDE em 1957, foi em Caxias uma das autoras das cartas do Manifesto de Caxias.
Médica obstetra e pioneira do «parto sem dor» em Portugal. Fez campanha por Norton de Matos em 1949, na Comissão Central do Movimento Nacional Democrático Feminino, e por isso foi presa em Caxias e afastada do ensino na Faculdade de Medicina.
Atriz, tradutora e declamadora de poesia, foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas e, em 1947, falou sobre Virginia Woolf na Exposição de Livros Escritos por Mulheres. Incomodado com a exposição, o regime fechou o Conselho nesse mesmo ano.
Professora e feminista, primeira mulher na Comissão Central do MUD, a quem José Gomes Ferreira chamou «a Indomável». O regime fechou-lhe o colégio, tirou-lhe o ensino e prendeu-a várias vezes.
Notas sobre as fontes1
Os dias e os lugares do nascimento e da morte: a CIG dá só os anos, 1915 e 1998.