Mulheres da resistência
Olga Morais Sarmento
Maria Olga de Moraes Sarmento da Silveira
- Nasceu
- 26 de maio de 1881, Setúbal
- Morreu
- dezembro de 1948
Escritora e conferencista, dirigiu a revista «Sociedade Futura» depois de Ana de Castro Osório. Em 1906 fundou e presidiu à Secção Feminista da Liga Portuguesa da Paz e falou sobre o «Problema Feminista» na Sociedade de Geografia de Lisboa.
Nasceu em Setúbal a 26 de maio de 1881. Passou parte da infância em Elvas, onde se tornou amiga de Virgínia Quaresma, e enviuvou cedo de um médico da Armada.1
Dirigiu a revista «Sociedade Futura», criada em 1902, sucedendo a Ana de Castro Osório.1 Em 1906 aderiu à Liga Portuguesa da Paz, onde fundou a Secção Feminista, a que presidiu.1 A 18 de maio desse ano fez na Sociedade de Geografia de Lisboa uma conferência sobre o «Problema Feminista».1
Viveu cerca de trinta anos em Paris, ao lado da baronesa Hélène de Zuylen, sua companheira durante três décadas. Em 1939, com o começo da Segunda Guerra Mundial, regressou com ela a Lisboa, para que Hélène, que era judia, escapasse à perseguição nazi.1 Morreu em dezembro de 1948.1 Desde 1988, uma rua do Bairro de Caselas tem o seu nome.2
Lugares
Cruzaram-se com ela

Alice Pestana
1860–1929
Pedagoga e escritora, defendeu a educação das mulheres como condição de uma sociedade mais democrática. Em 1888 estudou, por encargo do governo, o ensino secundário feminino no estrangeiro; presidiu à Liga Portuguesa da Paz.
Aurora de Castro e Gouveia
1891–1931
Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.

Carolina Beatriz Ângelo
1878–1911
Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Virgínia Quaresma
1882–1973
Considerada a primeira jornalista profissional portuguesa, trabalhou em «O Século» e «A Capital», fez campanha pelo divórcio e pelo voto e abriu caminho a outras jornalistas, como Maria Lamas.
Notas sobre as fontes2
- A fundação da Secção Feminista da Liga Portuguesa da Paz e a conferência de 18 de maio de 1906 na Sociedade de Geografia de Lisboa só estão documentadas na Wikipédia.
- A data e o lugar da morte: dezembro de 1948, sem lugar, no texto da Wikipédia; 17 de outubro de 1948, em Lisboa, na Wikidata. Hélène de Zuylen morreu em Lisboa a 17 de outubro de 1947.
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Fontes
- 1Olga de Moraes Sarmento. Wikipédia (pt) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 2Numa Rua de Caselas, Alice Pestana da causa da educação das mulheres. Toponímia de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 3A primeira jornalista de reportagem portuguesa numa rua de Caselas. Toponímia de Lisboa (Câmara Municipal de Lisboa) — consultado a 2 de outubro de 2026