Oposiçãopoetacatólica contra a guerra colonialfundadora da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticosdeputada à Assembleia Constituinte (PS)
Nasceu
6 de novembro de 1919, Porto
Morreu
2 de julho de 2004, Lisboa
Poeta. Viveu na Graça de 1951 até morrer, escreveu a «Cantata da Paz» para a vigília de São Domingos, ajudou a fundar a comissão de socorro aos presos políticos e foi deputada constituinte. «Esta é a madrugada que eu esperava» é dela.
Nasceu no Porto a 6 de novembro de 1919. Em 1951 mudou-se com a família para Lisboa, para o 1.º andar do n.º 57 da Travessa das Mónicas, na Graça, onde viveu até morrer.21
Apoiou a candidatura de Humberto Delgado e assinou o Manifesto dos 101, de católicos contra a guerra colonial e contra o apoio da Igreja a Salazar. Foi fundadora e membro da comissão nacional de apoio aos presos políticos; antes do 25 de Abril presidiu ao Centro Nacional de Cultura e à assembleia-geral da Associação Portuguesa de Escritores.14 Os versos «Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar», da «Cantata da Paz», foram escritos para a reunião de católicos na Igreja de São Domingos, a 1 de janeiro de 1969.3 Nesse ano foi candidata da CEUD às eleições para a Assembleia Nacional.4
Escreveu sobre o 25 de Abril o poema que ficou como o da Revolução: «Esta é a madrugada que eu esperava / O dia inicial inteiro e limpo».9 Em 1975 foi eleita para a Assembleia Constituinte pelo círculo do Porto, numa lista do Partido Socialista.1 Das 27 mulheres que tiveram lugar na Constituinte, foi a única a presidir a uma comissão — a da redação do preâmbulo da Constituição.57
Em 1999 foi a primeira mulher portuguesa a receber o Prémio Camões. Morreu a 2 de julho de 2004, aos 84 anos; dez anos depois, a 2 de julho de 2014, foi levada para o Panteão Nacional.1
Arquiteto e figura dos católicos progressistas, esteve na vigília pela paz de São Domingos (1968–1969) e foi um dos organizadores da vigília da Capela do Rato (1972). Preso pela DGS em 1970, depois do Rato e no fim de 1973, só saiu de Caxias com o 25 de Abril.
Escolhido pelos capitães como chefe prestigiado, integrou a Junta de Salvação Nacional, sucedeu a Spínola na Presidência em setembro de 1974, decretou o estado de sítio a 25 de novembro de 1975 e promulgou a Constituição de 1976.
Arquiteta e católica progressista, falou de habitação no Congresso da Oposição de Aveiro e foi detida pela PIDE em 1973. Cofundadora do Botequim, deputada constituinte, renunciou em 1982 ao mandato para votar, contra a sua bancada, uma amnistia para presos políticos.
Militante comunista na clandestinidade, foi presa em 1959 e condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança, que cumpriu em Caxias. Deputada desde a Constituinte, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.
Estudante de Medicina, foi a primeira mulher a falar num plenário da crise académica de 1962; fundou depois as Brigadas Revolucionárias, que atacaram o aparelho da guerra colonial. Médica e professora, é autora do primeiro estudo sobre a obesidade em Portugal.
Oficial da Armada e membro da Junta de Salvação Nacional, chefiou o VI Governo Provisório e esteve sequestrado na residência oficial, em São Bento, durante o cerco dos trabalhadores da construção civil, em novembro de 1975.
Notas sobre as fontes4
O nome da comissão de apoio aos presos políticos: «Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos» (Assembleia da República) ou Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos, CNSPP (Eloísa Aragão).
O livro em que o poema «25 de Abril» foi publicado pela primeira vez (provavelmente «O Nome das Coisas», 1977, que consta da bibliografia da Assembleia da República).
Se esteve na vigília da Capela do Rato (as fontes divergem).
O local da morte: as fontes dizem que viveu na Travessa das Mónicas até morrer, sem dizer onde morreu.
6Sophia de Mello Breyner Andresen. RTP – Memórias da Revolução (textos de Aniceto Afonso, Carlos Matos Gomes e Maria Inácia Rezola) — consultado a 2 de outubro de 2026
7A constituinte. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026