Mulheres da resistência
Sofia Quintino
Sophia da Conceição Quintino
- Nasceu
- 23 de maio de 1879, Lamas (Cadaval)
- Morreu
- 8 de julho de 1964, Carnaxide (Oeiras)
Uma das primeiras médicas portuguesas, formada em Lisboa em 1905, foi feminista, republicana e livre-pensadora: esteve no Grupo Português de Estudos Feministas e na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.
Nasceu em Lamas, no Cadaval, a 23 de maio de 1879. Formou-se em 1905 na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e abriu consultório, com outras médicas, no n.º 206 da Rua da Palma.1
Em 1907 fez parte, com Ana de Castro Osório, Carolina Beatriz Ângelo, Adelaide Cabete e Maria Veleda, do Grupo Português de Estudos Feministas.21 Aderiu depois ao Livre Pensamento e à Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, e escreveu artigos feministas no «Jornal das Senhoras» e n’«A República».1
Durante a Primeira Guerra Mundial coordenou, na Comissão Feminina «Pela Pátria», de Ana de Castro Osório, os primeiros cursos de enfermagem em Portugal que não eram dados por freiras.1 Entre 1918 e 1948 chefiou os serviços de fisioterapia dos hospitais públicos de Lisboa e dirigiu, no Hospital de São José, a secção de tratamento do lúpus pela luz de Finsen. Morreu em Carnaxide a 8 de julho de 1964, aos 85 anos.1
Nos percursos
Lugares
Na cronologia
Cruzaram-se com ela

Ana de Castro Osório
1872–1935
Escritora, autora do que é tido como o primeiro manifesto feminista português (1905), lançou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e fundou, com Carolina Beatriz Ângelo, a Associação de Propaganda Feminista, que defendia o voto das mulheres instruídas.

Adelaide Cabete
1867–1935
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.

Carolina Beatriz Ângelo
1878–1911
Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Maria Veleda
1871–1955
Professora e jornalista de Faro, mãe solteira, deu aulas noturnas a mulheres analfabetas e dirigiu a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, defendendo o voto feminino sem restrições.

Virgínia Quaresma
1882–1973
Considerada a primeira jornalista profissional portuguesa, trabalhou em «O Século» e «A Capital», fez campanha pelo divórcio e pelo voto e abriu caminho a outras jornalistas, como Maria Lamas.

Domitila de Carvalho
1871–1966
Primeira mulher a frequentar a Universidade de Coimbra, formou-se em Matemática, Filosofia e Medicina e foi professora e reitora do primeiro liceu feminino. Monárquica e conservadora, apoiante do salazarismo nascente, foi uma das três primeiras deputadas, eleitas em 1934 nas listas da União Nacional.
Notas sobre as fontes1
- A morada do consultório (Rua da Palma, 206, 1.º esq.) e as datas da carreira hospitalar (1918–1948) dependem só da Wikipédia.
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Fontes
- 1Sofia Quintino. Wikipédia (pt) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 2Ângelo, Carolina Beatriz (1878-1911) — Dicionário de Médicos Portugueses. Unidade de História da Medicina, Faculdade de Ciências Médicas da UNL (projeto de estudantes) — consultado a 2 de outubro de 2026
