Repúblicaprimeira jornalista de reportagem em Portugalfeminista e republicanaredatora principal de «Alma Feminina» (1907–1908)diretora da delegação de Lisboa da Agência Americana de Notícias
Nasceu
28 de dezembro de 1882, Elvas
Morreu
26 de outubro de 1973, Lisboa
Considerada a primeira jornalista profissional portuguesa, trabalhou em «O Século» e «A Capital», fez campanha pelo divórcio e pelo voto e abriu caminho a outras jornalistas, como Maria Lamas.
Nasceu em Elvas a 28 de dezembro de 1882 e foi uma das primeiras licenciadas do Curso Superior de Letras, em 1903. Começou no «Jornal da Noite» e na secção «Jornal da Mulher» de «O Mundo», onde assinou textos em defesa do feminismo.1 Em 1907–1908 foi redatora principal da revista «Alma Feminina», que pela primeira vez em Portugal pôs em destaque uma operária.12
Em 1908 Manuel Guimarães levou-a para «O Século», onde chegou a chefe de Informações Gerais e Reportagens Especiais e fez da reportagem um género nobre. Em 1910 passou para «A Capital», que Manuel Guimarães acabava de fundar no n.º 3 da Rua do Norte, e arrendou casa mesmo em frente ao jornal.1 Feminista e republicana, entrou na campanha de 1909 pela lei do divórcio e discursou na assembleia geral da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas de 26 de outubro de 1910, que aprovou as reivindicações feministas a apresentar a Afonso Costa. Escreveu pelo direito de voto das mulheres e pelo seu acesso às mesmas profissões que os homens.1
Entre 1912 e 1917 trabalhou no Brasil. De volta a Lisboa, chefiou a delegação da Agência Americana de Notícias, na Rua António Maria Cardoso, e pô-la ao serviço da Cruzada das Mulheres Portuguesas, no auxílio aos estropiados, órfãos e viúvas da Grande Guerra.1 Nos anos 1920 levou para a agência Maria Lamas, que se tornou assim uma das primeiras jornalistas profissionais do país.3 Morreu em Lisboa a 26 de outubro de 1973, aos 90 anos.21
Escritora, autora do que é tido como o primeiro manifesto feminista português (1905), lançou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e fundou, com Carolina Beatriz Ângelo, a Associação de Propaganda Feminista, que defendia o voto das mulheres instruídas.
Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.
Professora e jornalista de Faro, mãe solteira, deu aulas noturnas a mulheres analfabetas e dirigiu a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, defendendo o voto feminino sem restrições.
Uma das primeiras médicas portuguesas, formada em Lisboa em 1905, foi feminista, republicana e livre-pensadora: esteve no Grupo Português de Estudos Feministas e na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.
Pedagoga e escritora, defendeu a educação das mulheres como condição de uma sociedade mais democrática. Em 1888 estudou, por encargo do governo, o ensino secundário feminino no estrangeiro; presidiu à Liga Portuguesa da Paz.
Notas sobre as fontes2
Quando passou a dirigir a delegação de Lisboa da Agência Americana de Notícias: a Toponímia de Lisboa liga-a ao apoio à Cruzada das Mulheres Portuguesas durante a Grande Guerra; a Wikipédia diz que só começou a trabalhar na agência em 1922.
Em que número da Rua do Norte viveu, e até quando: a Toponímia de Lisboa diz só que arrendou casa em frente ao jornal.