Repúblicabeneméritavice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1928)oradora nos Congressos Feministas e de Educação
Nasceu
10 de novembro de 1881, Paço de Arcos (Oeiras)
Morreu
21 de maio de 1938, Lisboa (São Mamede)
Benemérita e feminista, foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1928 e apresentou teses nos dois Congressos Feministas e de Educação, sobre a assistência às delinquentes e a ação moral do trabalho.
Nasceu em Paço de Arcos em 1881.1 Em 1907 integrou, com Ilda Jorge, Maria Veleda e Ana de Castro Osório, a comissão de mulheres que queria criar em Lisboa uma Escola Maternal para crianças desprotegidas.12
No Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas foi vice-presidente da direção em 1928.2 Nos Congressos Feministas e de Educação que o Conselho organizou em Lisboa apresentou as teses «Assistência às delinquentes», no primeiro, em 1924, e «A acção moral do trabalho», no segundo, em 1928.1
Morreu em 1938, em casa, na Rua Luís Fernandes, em Lisboa, e está sepultada no Cemitério do Alto de São João.1
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.
Professora primária e educadora de infância, ensinou na Escola-Oficina n.º 1, na Graça, uma escola de influência libertária; esteve na comissão organizadora do I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, e na direção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
Escritora e jornalista lisboeta, foi uma das figuras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas nos anos 1920 e levou ao II Congresso Feminista e de Educação, em 1928, a tese «O voto às mulheres».
Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.
Jurista e feminista, dirigente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o Estado Novo o fechar, em 1947. Precursora do «feminismo jurídico», defendeu o voto das mulheres, a coeducação e os direitos da mulher trabalhadora, e esteve na oposição democrática.
Uma das primeiras mulheres licenciadas em Direito em Portugal, foi a primeira a advogar, no Tribunal da Boa-Hora, a 14 de novembro de 1913 — cinco anos antes de a lei abrir a profissão às mulheres.
Notas sobre as fontes2
Se dirigiu a comissão da Escola Maternal de 1907, como diz a Wikipédia, ou se apenas fez parte dela, como diz o blogue Silêncios e Memórias.
Os anos da vice-presidência do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas: 1928, segundo o blogue Silêncios e Memórias, a partir de uma fotografia da direção; 1929, 1931–1934 e 1936, segundo a Wikipédia, que acrescenta a presidência honorária em 1937.