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Resistênciapor Onofriana.pt
Fotografia antiga de uma mulher jovem de cabelo curto, com toga escura, sentada numa cadeira de espaldar alto ao lado de uma mesa onde apoia um livro aberto.
Autor desconhecido, Domínio público

Mulheres da resistência

Regina Quintanilha

Regina da Glória Pinto de Magalhães Quintanilha de Sousa e Vasconcelos

Repúblicaprimeira advogada portuguesaprocuradora judicialconservadora do registo predialpresidente da Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1917–1919)
Nasceu
9 de maio de 1893, Bragança (Santa Maria)
Morreu
19 de março de 1967, Lisboa

Uma das primeiras mulheres licenciadas em Direito em Portugal, foi a primeira a advogar, no Tribunal da Boa-Hora, a 14 de novembro de 1913 — cinco anos antes de a lei abrir a profissão às mulheres.

Nasceu em Bragança a 9 de maio de 1893.12 Em 1910, com 17 anos, entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, cujo Conselho Universitário teve de reunir de propósito para decidir a entrada de uma aluna.1 Acabou o curso em três anos.2

Com autorização do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, estreou-se a 14 de novembro de 1913 no Tribunal da Boa-Hora, em Lisboa, a defender umas rés. O jornal «A Luta» escreveu que «inquiriu as testemunhas» e usou da palavra «com muito brilhantismo».1 Só o Decreto n.º 4676, de 19 de julho de 1918, veio permitir às mulheres formadas em Direito o exercício da advocacia e as funções de ajudante de notário e de conservador.1

Foi também a primeira procuradora judicial e a primeira conservadora do registo predial do país.12 No Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, então presidido por Adelaide Cabete, foi presidente da Assembleia Geral de 1917 a 1919.2 Advogou em Portugal, no Brasil e nos Estados Unidos até 1957, quando suspendeu a inscrição na Ordem dos Advogados, e morreu em Lisboa a 19 de março de 1967.1

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 14 nov. 1913

    Regina Quintanilha, a primeira mulher a advogar em Portugal
  2. 19 jul. 1918

    Decreto abre a advocacia e outras funções públicas às mulheres
  3. 4 maio 1924

    I Congresso Feminista e de Educação

Cruzaram-se com ela

  • Aurora de Castro e Gouveia

    1891–1931

    Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.

  • Adelaide Cabete

    1867–1935

    Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.

  • Angélica Viana Porto

    1881–1938

    Benemérita e feminista, foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1928 e apresentou teses nos dois Congressos Feministas e de Educação, sobre a assistência às delinquentes e a ação moral do trabalho.

  • Deolinda Lopes Vieira

    1888–1993

    Professora primária e educadora de infância, ensinou na Escola-Oficina n.º 1, na Graça, uma escola de influência libertária; esteve na comissão organizadora do I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, e na direção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.

  • Maria O'Neill

    1873–1932

    Escritora e jornalista lisboeta, foi uma das figuras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas nos anos 1920 e levou ao II Congresso Feminista e de Educação, em 1928, a tese «O voto às mulheres».

  • Carolina Beatriz Ângelo

    1878–1911

    Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

Notas sobre as fontes3
  • Se foi a primeira notária portuguesa, como diz o 24 Notícias, ou a segunda, depois de Aurora de Castro e Gouveia, como dizem a Wikipédia e a Toponímia de Lisboa.
  • Se foi a primeira mulher licenciada em Direito em Portugal (24 Notícias) ou uma das primeiras, com Maria da Ascensão de Sousa Sampaio (Wikipédia).
  • As datas da presidência da Assembleia Geral do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas (1917–1919) vêm só da Wikipédia.

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Fontes

  1. 1Regina foi primeira em muita coisa. Incluindo ser a primeira advogada portuguesa a chegar ao tribunal. 24 Notícias (SAPO) — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Regina Quintanilha. Wikipédia (pt) — consultado a 2 de outubro de 2026