São Vicente
Botequim
O bar que Natália Correia abriu em 1971 no Largo da Graça, com três amigas, e para onde passou a tertúlia que reunia em casa — onde se discutia, nas palavras de um roteiro da Universidade Nova, «em liberdade literatura, política e feminismo».
Nas décadas de 1950 e 1960, a casa de Natália Correia acolhia uma das tertúlias mais vivas de Lisboa, com gente das artes, das letras e da oposição. Em 1971, Natália abriu este bar com Isabel Meireles, Júlia Marenha e Helena Roseta, no rés-do-chão da Vila Sousa, e as reuniões mudaram-se para aqui.12 Foi lugar de tertúlias e de café-concerto — Natália cantou aqui durante anos3 — e, nas palavras de um roteiro da NOVA FCSH, de discussão livre sobre «literatura, política e feminismo».4
Natália já tinha sido condenada pela «Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica». Dirigia a editora Estúdios Cor quando esta publicou, em 1972, as «Novas Cartas Portuguesas», e foi constituída arguida como responsável editorial, até o administrador, Romeu de Melo, assumir a responsabilidade.5
Na noite de 24 para 25 de abril de 1974 estava aqui, e aqui festejou a queda da ditadura, com o poeta André Coyné e o escritor Dominique de Roux.5
Natália Correia morreu na madrugada de 16 de março de 1993, em casa, depois de voltar do Botequim. Quatro meses depois, a Câmara deu o seu nome a uma rua da Graça; no parque infantil dessa rua há, desde 2023, um busto seu.67 O bar fechou depois da morte dela e reabriu em 2010, com outros donos.2
Nos percursos
Onde fica
Mapa com a localização de Botequim.
Datas
1971
Natália Correia e três amigas abrem o Botequim.
25 de abril de 1974
Natália festeja aqui a queda da ditadura.
16 de março de 1993
Morte de Natália Correia, ao voltar do Botequim.
23 de julho de 1993
Uma rua da Graça recebe o nome de Natália Correia.
2010
O bar reabre com novos proprietários.
Pessoas ligadas a este lugar
Perto daqui

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MulheresRepúblicaTrabalho
Notas sobre as fontes4
- O ano de abertura: 1971 (Museu do Aljube, NOVA FCSH, Imprensa Nacional) ou 1968 (roteiro «Graça em estado de graça»).
- Quem fundou: as quatro amigas (Museu do Aljube, NOVA FCSH) ou Natália com Isabel Meyrelles, em sociedade (Imprensa Nacional; Wikipédia).
- Não se encontrou fonte que descreva reuniões políticas concretas no Botequim antes de 1974; a ligação à oposição vem da tertúlia que Natália mantinha em casa.
- Se há placa na fachada da Vila Sousa.
Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.
Fontes
- 1Natália Correia. Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 2Natália Correia: todas as personalidades num botequim (19/4/2017). FCSH+Lisboa – NOVA FCSH — consultado a 2 de outubro de 2026
- 3Natália Correia, retrato de uma poetisa desassombrada. RTP Ensina — consultado a 2 de outubro de 2026
- 4Graça em estado de graça (roteiro, 20/4/2017). FCSH+Lisboa – NOVA FCSH — consultado a 2 de outubro de 2026
- 5O Essencial sobre Natália Correia (Luiz Fagundes Duarte). Imprensa Nacional, 2024 — consultado a 2 de outubro de 2026
- 6A rua de Natália no seu 90º aniversário. Toponímia de Lisboa (blogue da Câmara Municipal de Lisboa) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 7Estátua de Natália Correia em Lisboa vandalizada com símbolos nazis (18/4/2026). Observador — consultado a 2 de outubro de 2026
- 8Natália Correia (13/9/2020). Museu do Aljube – Resistência e Liberdade — consultado a 2 de outubro de 2026
- 9Natália Correia – roteiro literário (versão inglesa, com cronologia). Direção Regional da Cultura dos Açores (culturacores.azores.gov.pt) — consultado a 2 de outubro de 2026
- 10Natália Correia. Wikipédia — consultado a 2 de outubro de 2026
Coordenadas: OpenStreetMap (Nominatim), consultado a 2 de outubro de 2026.
