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Resistênciapor Onofriana.pt

Mulheres da resistência

Maria Cândida Parreira

Maria Cândida Bragança de Oliveira Parreira

Trabalhoadvogadaescritora e conferencistadeputada à Assembleia Nacional (I legislatura, 1935–1938)
Nasceu
16 de janeiro de 1877, Lisboa
Morreu
28 de julho de 1942, Lisboa

Advogada lisboeta, licenciada em Direito em 1919, foi uma das três primeiras deputadas portuguesas, eleita em 1934 nas listas da União Nacional, já no Estado Novo.

Nasceu em Lisboa em 1877.12 Licenciou-se em Direito em 1919 e foi advogada, escritora e conferencista.1 Definia-se como católica praticante.2

Nas eleições de 16 de dezembro de 1934 foi eleita nas listas da União Nacional e, com Domitila de Carvalho e Maria Guardiola, tornou-se uma das três primeiras deputadas portuguesas. Esteve na Assembleia Nacional durante a I legislatura, de 1935 a 1938.12 Explicou assim a abertura do parlamento às mulheres: Salazar escolhera as que «podem colaborar, pela sua profissão, quanto à Família, Assistência e Educação».3 Morreu em Lisboa em 1942.12

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 16 dez. 1934

    Eleitas as três primeiras deputadas portuguesas
  2. 11 jan. 1935

    Abre a Assembleia Nacional, com as primeiras três deputadas
  3. 7 mar. 2025

    Parlamento evoca 50 anos do voto universal das mulheres

Cruzaram-se com ela

  • Domitila de Carvalho

    1871–1966

    Primeira mulher a frequentar a Universidade de Coimbra, formou-se em Matemática, Filosofia e Medicina e foi professora e reitora do primeiro liceu feminino. Monárquica e conservadora, apoiante do salazarismo nascente, foi uma das três primeiras deputadas, eleitas em 1934 nas listas da União Nacional.

  • Maria Guardiola

    1895–1987

    Professora de Matemática e reitora do Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, foi uma das três primeiras mulheres eleitas deputadas, em 1934, e uma figura central das organizações femininas do Estado Novo.

  • Carolina Beatriz Ângelo

    1878–1911

    Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.

  • Ana de Castro Osório

    1872–1935

    Escritora, autora do que é tido como o primeiro manifesto feminista português (1905), lançou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e fundou, com Carolina Beatriz Ângelo, a Associação de Propaganda Feminista, que defendia o voto das mulheres instruídas.

  • Costa Gomes

    1914–2001

    Escolhido pelos capitães como chefe prestigiado, integrou a Junta de Salvação Nacional, sucedeu a Spínola na Presidência em setembro de 1974, decretou o estado de sítio a 25 de novembro de 1975 e promulgou a Constituição de 1976.

  • Helena Roseta

    n. 1947

    Arquiteta e católica progressista, falou de habitação no Congresso da Oposição de Aveiro e foi detida pela PIDE em 1973. Cofundadora do Botequim, deputada constituinte, renunciou em 1982 ao mandato para votar, contra a sua bancada, uma amnistia para presos políticos.

Notas sobre as fontes2
  • Os dias de nascimento (16 de janeiro de 1877) e de morte (28 de julho de 1942) vêm só da Wikipédia; a Faces de Eva dá apenas os anos.
  • Onde e quando publicou a explicação sobre a escolha de Salazar: Irene Flunser Pimentel cita-a sem indicar a origem.

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes

  1. 1Um olhar sobre a participação feminina na Assembleia Nacional: a deputada Virgínia Faria Gersão (Faces de Eva, n.º 47). Susana Fontes e Sónia Coelho / Faces de Eva (SciELO Portugal) — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Maria Cândida Parreira. Wikipédia (pt) — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3O voto das mulheres em Portugal (Irene Flunser Pimentel, 29/9/2013). jugular (blogue, SAPO) — consultado a 2 de outubro de 2026