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Resistênciapor Onofriana.pt

Mulheres da resistência

Madalena Barbosa

Maria Madalena Freire Avelar Barbosa

Revoluçãofeministacofundadora do Movimento de Libertação das Mulheresporta-voz da Campanha Nacional pelo Aborto e Contraceção (1979)funcionária da Comissão da Condição Feminina
Nasceu
13 de março de 1942
Morreu
21 de fevereiro de 2008

Uma das fundadoras do Movimento de Libertação das Mulheres, em maio de 1974. Lutou pelo divórcio e pela despenalização do aborto e trabalhou na Comissão da Condição Feminina, cuja biblioteca tem hoje o seu nome.

Foi uma das fundadoras do Movimento de Libertação das Mulheres (MLM), em maio de 1974.12 O movimento propunha-se «lutar pelo direito de igualdade sem discriminação de sexo».1 Foi o MLM que convocou a manifestação feminista de 13 de janeiro de 1975 no Parque Eduardo VII. Nessa tarde, cercadas e perseguidas por uma multidão de homens, muitas manifestantes refugiaram-se no apartamento de Madalena Barbosa, ali ao lado; «fomos para casa da Madalena Barbosa», contou Maria Antónia Palla, que lá esteve.2

Defendeu o direito ao divórcio e a despenalização do aborto. Esteve na criação do Movimento pela Contraceção e Aborto Livre e, em 1979, foi porta-voz da Campanha Nacional pelo Aborto e Contraceção. Nos anos 1980 ajudou a criar os primeiros centros de documentação feministas portugueses, a Cooperativa Editorial de Mulheres e o Informação e Documentação sobre Mulheres, cujo acervo está hoje à guarda da UMAR — União de Mulheres Alternativa e Resposta. Na mesma década entrou para os quadros da Comissão da Condição Feminina, hoje Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).1

Morreu em 2008. No ano seguinte, a Câmara Municipal de Lisboa e a CIG criaram o Prémio Madalena Barbosa, e a biblioteca da CIG tem o seu nome. Os seus textos na imprensa e para intervenções foram reunidos depois da sua morte no livro «Que força é essa».1

No arquivo

Noutros arquivos

Estes só se veem no sítio de cada arquivo.

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 7 maio 1974

    Nasce o Movimento de Libertação das Mulheres (MLM)
  2. 13 jan. 1975

    Manifestação feminista do MLM atacada no Parque Eduardo VII
  3. 11 maio 1984

    Lei n.º 6/84 despenaliza a interrupção da gravidez em alguns casos

Cruzaram-se com ela

  • Maria Teresa Horta

    1937–2025

    Poeta e jornalista, uma das «Três Marias». A PIDE apreendeu-lhe «Minha Senhora de Mim» e três homens espancaram-na na rua; com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa escreveu as «Novas Cartas Portuguesas», que as levaram a tribunal — e à absolvição, a 7 de maio de 1974.

  • Maria Antónia Palla

    n. 1933

    Jornalista pioneira, primeira mulher na redação da empresa d'O Século. Com Antónia de Sousa fez para a RTP a série «Nome Mulher» (1974–1976), cuja reportagem «O aborto não é um crime» a levou a tribunal. Foi absolvida.

  • Maria Isabel Barreno

    1939–2016

    Escritora e investigadora, uma das «Três Marias». Julgada pelas «Novas Cartas Portuguesas» e absolvida a 7 de maio de 1974, viu a maior consequência do processo na Constituição: a igualdade de todos, «sem distinção de raça, sexo ou religião».

  • Maria Antónia Fiadeiro

    1942–2023

    Jornalista, filha de Stella Piteira Santos, presa pela PIDE em 1962 e em 1972. Depois do 25 de Abril, como chefe de redação, deu à «Modas e Bordados» uma linha feminista e convidou Maria Lamas para diretora honorária; em 1984 escreveu «Aborto – O Crime Está na Lei».

  • Otelo Saraiva de Carvalho

    1936–2021

    Major de Artilharia, elaborou o plano de operações do 25 de Abril e dirigiu as operações a partir do Posto de Comando clandestino da Pontinha; foi depois comandante do COPCON e da Região Militar de Lisboa.

Notas sobre as fontes3
  • As datas exatas de nascimento (13 de março de 1942) e de morte (21 de fevereiro de 2008) vêm só da Wikipédia em inglês; a CIG dá apenas os anos.
  • A data de fundação do MLM: maio de 1974 (CIG), 7 de maio de 1974 (Comunidade Cultura e Arte) ou abril de 1974 (Wikipédia em inglês).
  • O ano em que entrou para a Comissão da Condição Feminina: 1980, segundo a Wikipédia em inglês; a CIG diz só «na década de 1980».

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes

  1. 1Mulheres pela Igualdade (biografias). CIG – Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2A manifestação feminista que não chegou a acontecer, 45 anos depois (Rafaela Cortez, 26/4/2020). Comunidade Cultura e Arte — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Madalena Barbosa. Wikipédia (inglês) — consultado a 2 de outubro de 2026