Saltar para o conteúdo
Resistênciapor Onofriana.pt
Um grande cartaz de cartão, escrito à mão com um cravo desenhado, levantado acima de uma multidão de cravos ao peito, debaixo de plátanos.
«Como elas, somos livres — não voltaremos atrás!» Um cartaz no desfile do 25 de Abril de 2024, em Lisboa. Anita Braga, CC BY-SA 4.0

A outra metade da história

Mulheres que não se calaram

Lutaram pelo voto e pela lei do divórcio, escreveram o que a censura cortava, organizaram-se quando organizar-se era crime, foram presas, julgadas e exiladas — e ficaram, demasiadas vezes, à margem dos livros. Aqui ficam no centro.

mulheres
60mulheres
lugares
45lugares

Quem foram

60 mulheres, pela ordem em que nasceram — da geração que pediu o voto à que fez a revolução.

Nascidas antes de 190019

Nascidas entre 1900 e 192919

Nascidas entre 1930 e 194919

Nascidas em 1950 ou depois2

Sem data de nascimento nas fontes

  • Clarisse Guerra

    locutora do comunicado do MFA das 14h30 (25 de abril de 1974)

As conquistas e as lutas, data a data

Do primeiro voto de uma mulher em Portugal às leis que, já em democracia, ainda faltava escrever. Abra cada período.

A I República1900–192636
  1. 1894
  2. 1905
  3. 1906
  4. 1907
  5. 1908
  6. 1909
  7. 1910
  8. 1911
  9. 1912
  10. 1913
  11. 1914
  12. 1915
  13. 1916
  14. 1917
  15. 1 de agosto de 1917

    Morte de Angelina Vidal
  16. 1918
  17. 1924
A Ditadura Militar1926–19338
  1. 1927
  2. 1928
  3. 1930
  4. 1931
  5. 1933
O Estado Novo1933–195833
  1. 1933
  2. 1934
  3. 1935
  4. 1936
  5. 1938
  6. 1940
  7. 1945
  8. 1946
  9. 1947
  10. 1948
  11. 1949
  12. 1950
  13. 1951
  14. 1952
  15. 1953
  16. 20 de dezembro de 1953

    Maria Lamas presa no aeroporto
  17. 1954
  18. 1957
De Delgado à guerra1958–196819
  1. 1958
  2. 1959
  3. 1961
  4. 1962
  5. 15 de fevereiro de 1962

    Prisão de Stella Piteira Santos
  6. junho de 1962 a 3 de dezembro de 1969

    Exílio de Maria Lamas em Paris
  7. 1963
  8. 1964
  9. 1965
  10. 1966
  11. 1967
  12. 1968
O marcelismo1968–197427
  1. 1968
  2. 31 de dezembro de 1968 a 1 de janeiro de 1969

    Vigília pela paz na Igreja de São Domingos
  3. 1969
  4. 3 de junho de 1969 a 21 de março de 1970

    Natália Correia julgada no Tribunal Plenário pela Antologia
  5. 1970
  6. 2 de outubro de 1970

    Suicídio de Albina Fernandes
  7. 1971
  8. fevereiro de 1971 a março de 1971

    Julgamento de Diana Andringa no Tribunal Plenário
  9. 1972
  10. 1973
  11. 6 de dezembro de 1973 a 26 de abril de 1974

    Prisão de Maria da Conceição Moita
  12. 1974
A Revolução1974–197622
  1. 1974

    25 de abril de 1974

    Celeste Caeiro e os cravos
  2. 1975
  3. 27 de maio de 1975

    Nova lei do divórcio
  4. 1976
Depois de 19761976–hoje33
  1. 1977
  2. 1979
  3. 1980
  4. 1982
  5. 1984
  6. 1985
  7. 1986
  8. 1989
  9. 1991
  10. 1997
  11. 1998
  12. 1999
  13. 2000
  14. 2006
  15. 2007
  16. 2008
  17. 2009
  18. 2011
  19. 2013
  20. 2017
  21. 2019
  22. 2024
  23. 2025

Ver na cronologia completa

Os lugares

  • Aeroporto de Lisboa (Portela)

    Hoje: Aeroporto Humberto Delgado

    Na madrugada de 25 de Abril, o MFA ocupou o aeroporto da Portela e fechou o espaço aéreo. Daqui partiram Caetano e Tomás para o Funchal, e aqui chegaram do exílio, a 30 de abril, Álvaro Cunhal e Conceição Matos, no «avião da Liberdade».

    RevoluçãoOposiçãoRepressão
  • A Voz do Operário

    Hoje: Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário

    Nasceu em 1879 como jornal dos operários tabaqueiros e tornou-se a maior escola popular de Lisboa. Em 1949, a oposição fez aqui comícios pela candidatura de Norton de Matos, com Maria Lamas, Isabel Aboim Inglez e Cesina Bermudes.

    TrabalhoOposiçãoMulheres
  • Botequim

    Hoje: Bar Botequim (reaberto em 2010 por novos proprietários)

    O bar que Natália Correia abriu em 1971 no Largo da Graça, com três amigas, e para onde passou a tertúlia que reunia em casa — onde se discutia, nas palavras de um roteiro da Universidade Nova, «em liberdade literatura, política e feminismo».

    Cultura e censuraMulheresOposição
  • Cadeia das Mónicas

    Hoje: O antigo Convento de Santa Mónica

    Convento do século XVI feito cadeia de mulheres. Era sobretudo uma prisão de delito comum, mas recebeu presas políticas — e serviu de castigo a mulheres da oposição, como Isabel Aboim Inglez, mandada para aqui pelo Tribunal Plenário.

    RepressãoMulheres
  • Cadeia do Aljube

    Hoje: Museu do Aljube – Resistência e Liberdade

    Ao lado da Sé, foi cadeia política de 1928 a 1965 — a das celas de isolamento a que os presos chamavam «curros» ou «gavetas». Desde 2015 é o Museu do Aljube – Resistência e Liberdade.

    RepressãoOposiçãoMulheres
  • Cantina da Cidade Universitária

    Hoje: Cantina Velha da Universidade de Lisboa

    A cantina da Cidade Universitária, aberta em 1961, foi o palco da greve de fome de maio de 1962: 81 estudantes recusaram comer, centenas juntaram-se-lhes, e na madrugada de 11 de maio a polícia cercou-a e prendeu-os um a um.

    EstudantesRepressãoMulheres
  • Capela do Rato

    Hoje: Capela do Rato (Capela de Nossa Senhora da Bonança)

    Na passagem de 1972 para 1973, católicos contra a guerra colonial fizeram aqui uma vigília de 48 horas. Foi uma mulher, Maria da Conceição Moita, quem a anunciou ao microfone; a polícia de choque acabou com ela e levou dezenas de pessoas.

    OposiçãoGuerra colonialRepressão
  • Casa da família Espírito Santo — sede do Centro de Estudos Africanos

    Na casa onde vivia a poeta são-tomense Alda do Espírito Santo instalou-se em 1951 o Centro de Estudos Africanos: Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Francisco José Tenreiro e outros reuniam-se aqui para «conhecer a África», longe dos olhos da PIDE.

    Guerra colonialMulheresEstudantes
  • Casa de Natália Correia

    Natália Correia viveu no 5.º andar do n.º 52 de 1953 até morrer, em 1993. Nos anos 1950 e 1960 a casa foi lugar das suas tertúlias e, em 1955, de uma estreia teatral à porta fechada: a tradução dela de «Huis-Clos», de Sartre.

    Cultura e censuraOposiçãoMulheres
  • Casa de Sophia de Mello Breyner Andresen

    Sophia de Mello Breyner Andresen viveu no 1.º andar do n.º 57 de 1951 até morrer, em 2004. Uma casa de portas abertas à oposição, com um lado virado para o rio e outro para a travessa da cadeia de mulheres das Mónicas.

    Cultura e censuraOposiçãoMulheres
  • Casa dos Estudantes do Império (CEI)

    Hoje: Edifício de serviços e habitação

    Criada pelo regime em 1944 para cultivar a «unidade imperial» entre os estudantes vindos das colónias, tornou-se escola de oposição e de anticolonialismo: por aqui passaram Amílcar Cabral, Agostinho Neto e Alda do Espírito Santo. A PIDE fechou-a em 1965.

    Guerra colonialEstudantesOposição
  • Casa onde morreu Angelina Vidal (Rua de São Gens, 41)

    Hoje: Uma pequena vivenda térrea

    Nesta casa térrea da Rua de São Gens viveu Angelina Vidal, professora, jornalista e propagandista republicana e socialista, que defendeu as operárias e a educação das mulheres. Morreu aqui, «quase na miséria», a 1 de agosto de 1917.

    MulheresRepúblicaTrabalho
  • Cidade Universitária de Lisboa (Estádio Universitário e faculdades)

    Hoje: Cidade Universitária – Universidade de Lisboa

    Aqui começou a crise académica de 1962: proibido o Dia do Estudante, a 24 de março, a polícia de choque carregou sobre os estudantes. Nos plenários que se seguiram, Isabel do Carmo foi a primeira mulher a tomar a palavra.

    EstudantesRepressãoMulheres
  • Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas

    Hoje: Praça dos Restauradores, 13

    No consultório de Adelaide Cabete, nesta praça, nasceu em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas — «a mais importante e duradoura associação feminista portuguesa da primeira metade do século XX». Teve aqui a sede durante 32 anos.

    MulheresRepúblicaOposição
  • Consultório de Carolina Beatriz Ângelo (Rua Nova do Almada, 84)

    Hoje: Um prédio com uma loja no rés-do-chão

    Um anúncio de 1909 situa aqui, no n.º 84 da Rua Nova do Almada, o consultório de Carolina Beatriz Ângelo, ginecologista e primeira cirurgiã portuguesa — dois anos antes de ela se tornar a primeira mulher a votar em Portugal.

    MulheresTrabalho
  • Cooperativa «A Padaria do Povo»

    Hoje: Cooperativa, bar e espaço cultural

    Cooperativa de pão fundada em 1904 num bairro operário, casa da Universidade Popular de Bento de Jesus Caraça até 1946. Segundo o próprio Movimento Democrático de Mulheres, foi numa assembleia aqui que o MDM nasceu, em 1968.

    MulheresOposiçãoTrabalho
  • Edifício Franjinhas — o restaurante dos cravos

    Hoje: Edifício Franjinhas

    Aqui funcionava o Sir, o restaurante onde Celeste Caeiro trabalhava. Fazia um ano a 25 de abril de 1974: não abriu, e os cravos comprados para a festa foram dados às empregadas — os cravos que Celeste levou para a Baixa.

    RevoluçãoMulheresTrabalho
  • Estação de Santa Apolónia

    Hoje: Estação ferroviária de Santa Apolónia

    A estação dos regressos. Em 1958, uma multidão esperou aqui Humberto Delgado, e a GNR carregou sobre ela. A 28 de abril de 1974, chegaram do exílio Mário Soares e Maria Barroso, recebidos em festa.

    OposiçãoRepressãoRevolução
  • Fortaleza de Peniche — a cadeia política

    Hoje: Museu Nacional Resistência e Liberdade

    Na Fortaleza de Peniche, prisão política de alta segurança, cumpriam-se as penas dos tribunais plenários. Dela fugiram dez dirigentes comunistas, Álvaro Cunhal entre eles, a 3 de janeiro de 1960. É hoje o Museu Nacional Resistência e Liberdade.

    RepressãoOposiçãoMulheres
  • Forte de Caxias — a prisão política

    Hoje: Estabelecimento Prisional de Caxias

    A prisão política da região de Lisboa: o Reduto Sul para homens a partir de 1935, o Reduto Norte para mulheres a partir de 1938. Daqui fugiram oito presos no carro blindado de Salazar, em 1961, e daqui saíram os últimos presos políticos, na madrugada de 27 de abril de 1974.

    RepressãoMulheresOposição
  • Hospital de São José

    Hoje: Hospital de São José

    Foi neste hospital que Carolina Beatriz Ângelo se tornou a primeira médica portuguesa a operar. Na noite de 25 de Abril de 1974, recebeu os feridos dos disparos da PIDE/DGS na Rua António Maria Cardoso; o estudante João Arruda morreu aqui.

    MulheresTrabalhoRevolução
  • Igreja de São Domingos

    Hoje: Igreja de São Domingos

    Na passagem de 1968 para 1969, mais de cem católicos ficaram aqui em vigília contra a guerra colonial. Para essa noite, Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu a «Cantata da Paz»: «Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar».

    OposiçãoGuerra colonialCultura e censura
  • Instituto Superior Técnico

    Hoje: Instituto Superior Técnico – Universidade de Lisboa

    O campus de Pardal Monteiro foi palco de plenários decisivos do movimento estudantil: aqui se suspendeu o luto de 1962, aqui a PIDE invadiu a associação de estudantes em 1968, e aqui se decidiu, em 1972, ir em massa ao funeral de Ribeiro Santos.

    EstudantesRepressãoMulheres
  • O Século — a redação de «Modas e Bordados»

    Hoje: Palácio Lançada, Rua de O Século

    Aqui funcionou o jornal O Século, onde Maria Lamas dirigiu «Modas e Bordados» até 1947 e onde, em 1930, organizou a exposição «Mulheres Portuguesas». Foi aqui também que trabalhou Virgínia Quaresma, uma das primeiras repórteres portuguesas.

    MulheresCultura e censuraTrabalho
  • Palácio de Belém

    Hoje: Palácio de Belém – Presidência da República

    Aqui tomou posse, em 1970, a primeira mulher a fazer parte de um governo em Portugal. Em setembro de 1974, o palácio foi palco das reuniões tensas que levaram à renúncia de Spínola; a 25 de novembro de 1975, do posto de comando do Presidente Costa Gomes.

    RevoluçãoGuerra colonialMulheres
  • Palácio de São Bento

    Hoje: Assembleia da República

    O parlamento onde, em 1911, se recusou o voto às mulheres e onde, em 1975–76, vinte e sete deputadas ajudaram a escrever a Constituição que proíbe discriminar em razão do sexo. Sophia de Mello Breyner Andresen presidiu aqui à comissão do preâmbulo.

    MulheresRevoluçãoRepública
  • Parque Eduardo VII

    Hoje: Parque Eduardo VII

    Aqui, a 13 de janeiro de 1975, o Movimento de Libertação das Mulheres quis queimar os símbolos da opressão das mulheres. Cerca de dois mil homens desfizeram a manifestação aos gritos. A fogueira nunca se fez — e a «queima de soutiens» é uma lenda.

    MulheresRevolução
  • Redação do jornal «A Capital» (Rua do Norte, 3)

    No n.º 3 da Rua do Norte, na esquina com a Praça de Luís de Camões, ficava a redação de «A Capital», diário republicano da noite. Virgínia Quaresma, a primeira mulher jornalista em Portugal, escreveu nele e morou mesmo em frente; em 1911, o jornal contou a luta de Carolina Beatriz Ângelo pelo voto.

    MulheresRepúblicaCultura e censura
  • Rua Angelina Vidal

    O antigo Caminho do Forno do Tijolo recebeu em 1924 o nome de Angelina Vidal, propagandista republicana, com a legenda «Ilustre Conferencista e Propagandista da Emancipação Social». Ela não viveu aqui: morreu em 1917 na vizinha Rua de São Gens.

    MulheresRepública
  • Rua do Carmo — os cravos de Celeste Caeiro

    Hoje: Rua do Carmo

    Por esta rua subiu a coluna de Salgueiro Maia, do Rossio para o Largo do Carmo. Foi aqui, no princípio da rua, que Celeste Caeiro deu um cravo a um soldado que lhe pedia um cigarro — e o cravo tornou-se o símbolo da revolução.

    RevoluçãoMulheresTrabalho
  • Ruas das feministas republicanas na Quinta dos Condes de Carnide

    Hoje: Rua Adelaide Cabete, Rua Ana de Castro Osório e Rua Maria Veleda

    A primeira urbanização de Lisboa com nomes só de mulheres: em 1976, as ruas novas da Quinta dos Condes de Carnide receberam os nomes de Maria Veleda, Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Guiomar Torresão; em 1978 vieram mais quatro, entre elas Manuela Porto.

    MulheresRepública
  • Ruas das pioneiras no Bairro de Caselas

    Hoje: Rua Carolina Ângelo, Rua Virgínia Quaresma, Rua Aurora de Castro, Rua Alice Pestana, Rua Olga Morais Sarmento e outras

    Em 1988, as ruas numeradas do Bairro de Caselas receberam nomes, muitos de mulheres pioneiras: Carolina Ângelo, a primeira a votar; Virgínia Quaresma, a primeira jornalista; Aurora de Castro, a primeira notária; as escritoras Alice Pestana e Olga Morais Sarmento; a pintora Sara Afonso.

    Mulheres
  • Sede da Associação Feminina Portuguesa para a Paz

    Sede da Associação Feminina Portuguesa para a Paz, que de 1935 a 1952 juntou mulheres pela paz e pelos seus direitos — de Maria Lamas, sua presidente, a Stella Piteira Santos, Isabel Aboim Inglez e Maria Alda Nogueira. O ministro do Interior dissolveu-a em 1952.

    MulheresOposição
  • Sede da PVDE / PIDE / DGS

    Hoje: Condomínio residencial

    No Chiado, a sede da polícia política: os arquivos, os informadores e, no terceiro piso, os interrogatórios e a tortura. No 25 de Abril, os agentes dispararam daqui sobre a multidão e mataram quatro pessoas.

    RepressãoMulheresRevolução
  • Sociedade Nacional de Belas-Artes

    Hoje: Sociedade Nacional de Belas-Artes

    Em janeiro de 1947, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, dirigido por Maria Lamas, juntou aqui três mil livros de quatrocentas autoras de trinta países. Foi um êxito — e o pretexto para o regime fechar o Conselho meses depois.

    MulheresCultura e censuraRepressão
  • Sociedade Portuguesa de Escritores (sede)

    No primeiro andar do n.º 20 desta rua ficava a Sociedade Portuguesa de Escritores. Em maio de 1965, por ter premiado «Luuanda», de Luandino Vieira, preso no Tarrafal, foi extinta pelo Governo, e a sede assaltada e destruída na mesma noite.

    Cultura e censuraRepressãoGuerra colonial
  • Tribunal da Boa-Hora

    Hoje: Antigo tribunal, fechado desde 2009

    Convento feito tribunal em 1843. Aqui reunia o Tribunal Plenário, que julgava os presos políticos — e aqui foram julgadas Maria Alda Nogueira, Natália Correia e as «Três Marias», absolvidas já depois do 25 de Abril.

    RepressãoMulheresCultura e censura
  • Última sede do CNMP, fechada pela polícia em 1947

    Em 1946, o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidido por Maria Lamas, mudou a sede para esta travessa das Amoreiras. A 28 de junho de 1947, a polícia fechou-a «sem aviso prévio», pondo fim a 33 anos de associação.

    MulheresRepressão

Ver no mapa