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Resistênciapor Onofriana.pt

Misericórdia

Sede do «Diário da Manhã» (Rua da Misericórdia, 95)

Aqui funcionou de 1931 a 1971 o «Diário da Manhã», o jornal oficioso da União Nacional, o partido único do Estado Novo, e depois o «Época». A 26 de abril de 1974 a população destruiu a sede do «Época»; desde 2001 o prédio é a sede da Associação 25 de Abril.

Hoje: Associação 25 de AbrilNum percurso
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Antes de ser um jornal do regime, este prédio de fachada assimétrica, de inspiração Arte Nova, foi a sede de «O Mundo», o primeiro diário a dar a notícia da proclamação da República. Em homenagem ao jornal, a Rua Larga de São Roque passou a chamar-se Rua do Mundo — é a atual Rua da Misericórdia.1

A 4 de abril de 1931, já em ditadura, saiu daqui o primeiro número do «Diário da Manhã», dirigido por Domingos Garcia Pulido. No primeiro editorial chamou-se a si próprio «jornal republicano», mas foi o órgão oficioso e de doutrinação da União Nacional, o partido único, e com a consolidação do Estado Novo foi-se tornando um jornal de culto a Salazar.2 Em frente ficava o República, jornal da oposição.1 O último número do «Diário da Manhã» saiu a 30 de janeiro de 1971, já com Marcelo Caetano no Governo; sucedeu-lhe o «Época», que também teve aqui a sede.21

A 26 de abril de 1974, no dia seguinte à revolução, a população destruiu as sedes do «Época», da Ação Nacional Popular — o nome que a União Nacional tomara com Caetano — e da censura, que funcionava ali perto, no n.º 125 da mesma rua.345 Desde 24 de abril de 2001, o prédio, reconstruído sob a orientação do arquiteto Siza Vieira, é a sede da Associação 25 de Abril, fundada em 1982 por oficiais das Forças Armadas e que junta a grande maioria dos militares que fizeram o 25 de Abril.6

Nos percursos

Onde fica

Mapa com a localização de Sede do «Diário da Manhã» (Rua da Misericórdia, 95).

Sede do «Diário da Manhã» (Rua da Misericórdia, 95)Rua da Misericórdia, 95, 1200-271 Lisboa

Datas

  1. 4 de abril de 1931

    Sai o primeiro número do «Diário da Manhã».

  2. 30 de janeiro de 1971

    Último número do «Diário da Manhã»; sucede-lhe o «Época».

  3. 26 de abril de 1974

    A população destrói a sede do «Época».

  4. 24 de abril de 2001

    A Associação 25 de Abril instala-se no prédio, reconstruído sob a orientação de Siza Vieira.

Perto daqui

  • 30 m · 5 min a pé

    Sede dos Serviços de Censura / Exame Prévio (1969-1974)

    Hoje: Um edifício da Rua da Misericórdia

    Última sede da censura à imprensa, entre 22/9/1969 e o 25 de Abril de 1974, em frente à redação do jornal República. Os jornais entregavam aqui as provas para o «lápis azul»; a 26 de abril o edifício foi assaltado pela população.

    RepressãoCultura e censuraRevolução
  • 120 m · 5 min a pé

    Sede do jornal República (Rua da Misericórdia)

    No n.º 116 ficava o República, o diário da oposição democrática. Esteve na conspiração do 25 de Abril, saiu nesse dia sem passar pela censura e, em maio de 1975, deu nome a uma das grandes crises da revolução, o «caso República».

    OposiçãoRevoluçãoTrabalho
  • 130 m · 5 min a pé

    Redação do jornal «A Capital» (Rua do Norte, 3)

    No n.º 3 da Rua do Norte, na esquina com a Praça de Luís de Camões, ficava a redação de «A Capital», diário republicano da noite. Virgínia Quaresma, a primeira mulher jornalista em Portugal, escreveu nele e morou mesmo em frente; em 1911, o jornal contou a luta de Carolina Beatriz Ângelo pelo voto.

    MulheresRepúblicaCultura e censura
  • 250 m · 5 min a pé

    Largo do Carmo e Quartel do Carmo

    Hoje: Comando-Geral da GNR e Museu da Guarda Nacional Republicana

    O mais simbólico dos lugares de Abril. No Quartel do Carmo refugiou-se Marcelo Caetano na madrugada de 25 de abril de 1974; cercado pela coluna de Salgueiro Maia e por milhares de pessoas, entregou o poder ao general Spínola ao fim da tarde.

    RevoluçãoRepressão
Notas sobre as fontes1
  • O que aconteceu exatamente neste prédio a 26 de abril de 1974: a Associação 25 de Abril regista que a sede do «Época» foi destruída por populares, sem a descrever, e a Trienal de Lisboa diz que o jornal teve aqui a sede até depois do 25 de Abril.

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Fontes

  1. 1Associação 25 de Abril (Open House Lisboa). Trienal de Arquitectura de Lisboa — consultado a 3 de outubro de 2026
  2. 2Diário da Manhã / Garcia Pulido (coleção de imprensa). Casa Comum – Fundação Mário Soares e Maria Barroso — consultado a 3 de outubro de 2026
  3. 3Acção popular (pós-25 de Abril). Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4O Parlamento na história constitucional – O Estado Novo (1926-1974). Assembleia da República — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Os censores da imprensa (Joaquim Cardoso Gomes), JJ – Jornalismo & Jornalistas n.º 57, jan./jun. 2014. Clube de Jornalistas (PDF no Centro de Documentação 25 de Abril, Univ. Coimbra) — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6Sobre Nós. Associação 25 de Abril — consultado a 3 de outubro de 2026

Coordenadas: OpenStreetMap (nó 12318822390, «Associação 25 de Abril»), consultado a 3 de outubro de 2026.