Repúblicanotária, com cartório em Alcântarapublicistaautora de duas teses no I Congresso Feminista e de Educação (1924)
Nasceu
1891, Porto
Morreu
1931, Valongo
Apontada como a primeira notária portuguesa, com cartório em Alcântara, apresentou no I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, uma tese que exigia para as portuguesas a igualdade política plena e o direito de voto.
Aurora Teixeira de Castro e Gouveia nasceu no Porto em 1891.1 É apontada como a primeira notária portuguesa. Tinha cartório em Alcântara, e as suas qualidades impuseram-na no notariado de Lisboa.1
Em maio de 1924, no I Congresso Feminista e de Educação, apresentou duas teses: «Reivindicações Sociais e Políticas da Mulher Portuguesa na República» e «Situação da Mulher Casada nas Relações Matrimoniais dos Bens do Casal». Uma delas, ousada para a época, exigia para as portuguesas a igualdade política plena, «em nome dos princípios de uma autêntica democracia», e com ela o direito de voto.1
Publicou, entre outros, «Notariado Português – sua História, Evolução e Natureza» (1923), «Idades legais da mulher» (1926) e «Reivindicações feministas» (1928), e escreveu na «Alma Feminina», do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas. Morreu em Valongo em 1931.1 Desde 1988, a antiga Rua 6 do Bairro de Caselas chama-se Rua Aurora de Castro, ao lado de ruas com os nomes de outras pioneiras, como Carolina Beatriz Ângelo e Virgínia Quaresma.1
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.
Benemérita e feminista, foi vice-presidente do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas em 1928 e apresentou teses nos dois Congressos Feministas e de Educação, sobre a assistência às delinquentes e a ação moral do trabalho.
Professora primária e educadora de infância, ensinou na Escola-Oficina n.º 1, na Graça, uma escola de influência libertária; esteve na comissão organizadora do I Congresso Feminista e de Educação, em 1924, e na direção do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas.
Escritora e jornalista lisboeta, foi uma das figuras do Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas nos anos 1920 e levou ao II Congresso Feminista e de Educação, em 1928, a tese «O voto às mulheres».
Uma das primeiras mulheres licenciadas em Direito em Portugal, foi a primeira a advogar, no Tribunal da Boa-Hora, a 14 de novembro de 1913 — cinco anos antes de a lei abrir a profissão às mulheres.
Pedagoga e escritora, defendeu a educação das mulheres como condição de uma sociedade mais democrática. Em 1888 estudou, por encargo do governo, o ensino secundário feminino no estrangeiro; presidiu à Liga Portuguesa da Paz.
Notas sobre as fontes4
Se foi a primeira notária portuguesa, como dizem a Toponímia de Lisboa e a Wikipédia, ou se o foi Regina Quintanilha, como diz o 24 Notícias (ver Regina Quintanilha).
As datas completas do nascimento e da morte: a Toponímia de Lisboa só dá os anos, 1891 e 1931.
A morada do cartório em Alcântara e a data em que foi nomeada notária.
Qual das duas teses de 1924 reclamava o voto: a fonte diz apenas «uma delas».