Sobre o projeto
Lisboa está cheia de lugares onde se resistiu à ditadura — e quase nenhum o diz. A cadeia do Aljube tornou-se museu, e a sede da polícia política tem uma placa; mas muitas das casas, cafés, redações e tribunais onde a história aconteceu não dizem nada a quem passa. Esta app junta esses lugares em percursos que se fazem a pé, com a história contada onde ela se passou.
O foco é a história das mulheres. Não por quota, mas porque é a parte da história da resistência que ficou mais por contar: as sufragistas da I República, as mulheres que organizaram o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o regime o fechar, as presas políticas, as escritoras julgadas pelo que escreveram, as militantes que viveram anos na clandestinidade. Dos 99 nomes desta app, 60 são de mulheres.
Quem a faz
A Resistência é um projeto da Onofriana.pt — A Herança Feminina do Fado.
Como foi feita
Cada lugar, pessoa e data tem fontes: museus, arquivos, estudos, jornais, leis publicadas no Diário da República. Os textos são escritos de novo a partir delas — não copiados — e cada um diz de onde vem; onde as fontes divergem, as notas de cada página dizem-no. O método está em Fontes e método.
As fotografias têm todas licença livre (domínio público ou Creative Commons) e o crédito ao lado. O mapa é feito a partir do OpenStreetMap e é servido por este sítio, sem serviços de mapas de terceiros. Os vídeos de arquivo — testemunhos, reportagens, gravações — vêm com o leitor das próprias instituições que os guardam, e só carregam quando se carrega em «Ver». São 33 vídeos, destas instituições: Museu do Aljube Resistência e Liberdade, Câmara Municipal de Lisboa, Assembleia da República, Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril, Museu Nacional Resistência e Liberdade (Peniche), Museu da Presidência da República, Universidade Aberta e Fundação Mário Soares e Maria Barroso. A RTP Arquivos não deixa ver os seus vídeos fora do sítio da RTP: os 69 que aqui se indicam aparecem como ligações, em «Noutros arquivos», e abrem lá. Aparecem do mesmo modo os documentos de outros arquivos: Casa Comum – Fundação Mário Soares e Maria Barroso; Hemeroteca Municipal de Lisboa.
O que não faz
Não recolhe dados de quem a usa. Não há contas, publicidade, nem contadores de visitas de terceiros. A localização, quando a pede, fica no telemóvel: as distâncias são calculadas lá. O progresso dos percursos e os percursos guardados também ficam só no telemóvel.
Levar no telemóvel
Pode instalar a Resistência no ecrã do telemóvel (no menu do navegador, «Adicionar ao ecrã principal») e, em cada percurso, descarregar as páginas, as fotografias e o mapa de Lisboa antes de sair.
Ajudar
Encontrou um erro, conhece uma história, tem um documento ou uma fotografia? Conte-nos. A memória da resistência fez-se de testemunhos — e continua a fazer-se.