Repúblicaprofessoraescritora e jornalistapresidente da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (desde 1911)defensora do voto feminino sem restriçõesfundadora da Obra Maternal
Nasceu
1871, Faro
Morreu
8 de abril de 1955, Lisboa
Professora e jornalista de Faro, mãe solteira, deu aulas noturnas a mulheres analfabetas e dirigiu a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, defendendo o voto feminino sem restrições.
Maria Veleda é o pseudónimo de Maria Carolina Frederico Crispim, nascida em Faro em 1871.12 Colaborou em dezenas de jornais e revistas e viveu com dificuldades, como professora e mãe solteira.2 Em Lisboa foi professora regente no Centro Escolar Republicano Dr. Afonso Costa, na Calçada de Arroios, onde criou cursos noturnos gratuitos para ensinar mulheres a ler e a escrever.21
Em 1907 estava no Grupo Português de Estudos Feministas, e entrou na maçonaria com o nome simbólico de «Angústia».1 Foi sócia fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e, a partir de agosto de 1910, dirigiu o seu órgão, «A Mulher e a Criança», a que se seguiu «A Madrugada».13 Ao contrário de Ana de Castro Osório e de Carolina Beatriz Ângelo, que queriam o voto para as mulheres com estudos e que trabalhassem, defendia que só se devia aceitar o direito de voto se não tivesse restrições.4 Em 1911, quando Ana de Castro Osório saiu da Liga, passou a presidi-la.12
Com Ana de Castro Osório, Adelaide Cabete e Carolina Beatriz Ângelo fundou a Obra Maternal, para acolher crianças abandonadas, que dirigiu e onde ensinou.12 Aderiu ao Partido Democrático e fundou a Associação Feminina de Propaganda Democrática, extinta em julho de 1916, com a formação da União Sagrada.1 Publicou o opúsculo «Emancipação Feminina» e as conferências reunidas em «A Conquista»; as suas memórias saíram em 1950 no jornal «República».1 Morreu em Lisboa a 8 de abril de 1955.12
Escritora, autora do que é tido como o primeiro manifesto feminista português (1905), lançou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e fundou, com Carolina Beatriz Ângelo, a Associação de Propaganda Feminista, que defendia o voto das mulheres instruídas.
Médica, primeira cirurgiã portuguesa e sufragista. Viúva e «chefe de família», ganhou em tribunal o direito a ser recenseada e, a 28 de maio de 1911, no Clube Estefânia, foi a primeira mulher a votar em Portugal.
Médica republicana que só começou a estudar depois de casar, fundou em 1914 o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas, presidiu-lhe mais de vinte anos e fez do seu consultório nos Restauradores a sede.
Uma das primeiras médicas portuguesas, formada em Lisboa em 1905, foi feminista, republicana e livre-pensadora: esteve no Grupo Português de Estudos Feministas e na Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.
Considerada a primeira jornalista profissional portuguesa, trabalhou em «O Século» e «A Capital», fez campanha pelo divórcio e pelo voto e abriu caminho a outras jornalistas, como Maria Lamas.
Escolhido pelos capitães como chefe prestigiado, integrou a Junta de Salvação Nacional, sucedeu a Spínola na Presidência em setembro de 1974, decretou o estado de sítio a 25 de novembro de 1975 e promulgou a Constituição de 1976.
Notas sobre as fontes5
O dia do nascimento: 26 de novembro de 1871 (Toponímia de Lisboa) ou 26 de fevereiro de 1871 (Wikipédia, que indica a Rua da Parreira, em Faro).
Se foi sócia fundadora da Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (Toponímia de Lisboa) ou se aderiu em 1909 sem entrar na comissão organizadora, porque António José de Almeida a achava demasiado revolucionária (Wikipédia).
Se presidiu ao Grupo Português de Estudos Feministas em 1907, como diz a Toponímia de Lisboa: a Wikipédia di-la uma das fundadoras, e outras fontes dão a presidência a Ana de Castro Osório.
Até quando presidiu à Liga: segundo a Wikipédia, rompeu com ela em 1915, quando a Liga se declarou apartidária.
O ano do opúsculo «Emancipação Feminina»: 1906 (Toponímia de Lisboa) ou 1902 (Wikipédia).