Estudantespoetatradutora e jornalistaanticolonialistaexilada em Paris
Nasceu
20 de setembro de 1926, KaTembe (Maputo, antiga Lourenço Marques), Moçambique
Morreu
4 de dezembro de 2002, Cascais
Poeta moçambicana, viveu em Lisboa entre 1951 e 1964, publicou na «Mensagem» da Casa dos Estudantes do Império e frequentou o Centro de Estudos Africanos, até a oposição ao Estado Novo a obrigar ao exílio em Paris.
Nasceu em Catembe, em Moçambique, a 20 de setembro de 1926. A poesia que escreveu entre 1949 e 1951 só foi reunida em livro em 2001, em «Sangue Negro»; até lá, a sua obra andou dispersa por jornais e revistas, como O Brado Africano e a «Mensagem» da Casa dos Estudantes do Império.1
Entre 1951 e 1964 viveu em Lisboa, onde trabalhou como tradutora.1 Frequentou o Centro de Estudos Africanos, que se reunia em casa de Alda do Espírito Santo.3 Nas memórias de António Tomás Medeiros, é uma dos «mais velhos» do Centro, que se afastaram de Portugal com medo de que a PIDE o associasse aos acontecimentos em África.2
A oposição ao Estado Novo obrigou-a a exilar-se em Paris, onde passou a assinar Vera Micaia. Regressou a Lisboa em 1975 e morreu em Cascais a 4 de dezembro de 2002.1
Estudante de Medicina em Lisboa desde 1948, militou na Casa dos Estudantes do Império, no MUD Juvenil e no Centro de Estudos Africanos. Preso várias vezes pela PIDE em Lisboa, foi o primeiro presidente de Angola independente.
Poeta são-tomense em cuja casa lisboeta, na Rua Actor Vale, funcionou a partir de 1951 o Centro de Estudos Africanos. Presa em 1965 e encarcerada em Caxias, escreveu depois a letra do hino de São Tomé e Príncipe.
Estudante de Agronomia em Lisboa desde 1945, conheceu na Casa dos Estudantes do Império Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade e Marcelino dos Santos, e foi um dos dirigentes do Centro de Estudos Africanos. Fundou o PAIGC e foi assassinado em Conacri em 1973.
Escritor luso-angolano, autor de «Luuanda». O prémio que a Sociedade Portuguesa de Escritores lhe deu em 1965, quando estava preso no Tarrafal, levou a PIDE a interrogar o júri e a deter três jurados, e o regime a destruir a sede da SPE e a extingui-la.
Notas sobre as fontes2
O nome completo: Carolina Noémia Abranches de Sousa Soares, segundo a Wikipédia.
A biografia assenta sobretudo na Wikipédia: falta uma fonte institucional que confirme os anos de Lisboa (1951–1964) e o exílio em Paris.