Repressãoestudante de Medicinaativista estudantiljornalistadocumentaristapresa política
Nasceu
21 de agosto de 1947, Dundo (Chitato), Angola
Jornalista e documentarista nascida em Angola. Estudante de Medicina ativa nas comissões de apoio aos presos políticos, foi presa em 1970 por contactos com os movimentos de libertação angolanos e condenada pelo Tribunal Plenário de Lisboa.
Nasceu a 21 de agosto de 1947 no Dundo, em Angola, numa família conservadora com simpatias pelo regime, e instalou-se em definitivo em Portugal em 1958. Em 1964 entrou na Faculdade de Medicina de Lisboa, que deixaria pelo jornalismo, e nesse ano participou na sua primeira manifestação, a exigir a libertação de Saldanha Sanches. Depois das prisões de janeiro de 1965 aprofundou a atividade política: manifestações, Comissões de Apoio aos Presos Políticos, cartazes e boletins.1
Em 1968 fez o primeiro curso de jornalismo do Sindicato dos Jornalistas e entrou para a revista Vida Mundial, onde a censura lhe cortou um artigo sobre a guerra colonial em Angola. Tinha contactos com militantes dos movimentos de libertação angolanos e, depois de alguns deles serem presos em Angola, foi presa em janeiro de 1970, na empresa de publicidade onde trabalhava. Passou dois meses e meio em isolamento em Caxias.1
Julgada no Tribunal Plenário de Lisboa em fevereiro e março de 1971, foi condenada a 20 meses de prisão e saiu em liberdade em setembro.1 Ainda nesse ano voltou ao Diário de Lisboa.2 Fez depois carreira na RTP, na RDP, no Diário de Notícias e no Público, e realizou vários documentários sobre a resistência antifascista e anticolonial.1 Um deles, «12 de Outubro de 1972: O Dia em que Perdemos o Medo» (2022), conta as repercussões do assassinato de Ribeiro Santos.2
No arquivo
Documentário montado por Sofia Gomes para a exposição «Mulheres e Resistência – Novas Cartas Portuguesas e outras lutas», com excertos dos testemunhos que o Museu do Aljube recolhe desde 2015: dezasseis mulheres falam da resistência à ditadura e da luta pelos direitos das mulheres. Esta versão tem interpretação em Língua Gestual Portuguesa; a versão sem LGP está no mesmo canal (XmUbNbnHgKg, 2022).
Página original Licença padrão do YouTube — embed permitido pelo canal oficial do Museu do Aljube
Museu do Aljube Resistência e Liberdade, no YouTube. O leitor só se liga a esse sítio quando carregar em «Ver».
Testemunho de Diana Andringa recolhido pelo Museu do Aljube a 19 de abril de 2017. Segundo as palavras-chave do museu, fala do movimento estudantil, do apoio aos presos políticos, da ligação ao MPLA e à luta de libertação, da prisão e dos interrogatórios em Caxias e do julgamento no Tribunal Plenário.
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Estudante de Medicina, foi a primeira mulher a falar num plenário da crise académica de 1962; fundou depois as Brigadas Revolucionárias, que atacaram o aparelho da guerra colonial. Médica e professora, é autora do primeiro estudo sobre a obesidade em Portugal.
Jornalista e militante da oposição, estava presa em Caxias quando veio o 25 de Abril. A fotografia da sua libertação, com a jornalista Elvira Nereu, saiu n'A Capital de 27 de abril de 1974.
Militante comunista na clandestinidade, foi presa em 1959 e condenada a oito anos de prisão maior e medidas de segurança, que cumpriu em Caxias. Deputada desde a Constituinte, presidiu à Comissão Parlamentar da Condição Feminina de 1983 a 1985.
Jornalista, filha de Stella Piteira Santos, presa pela PIDE em 1962 e em 1972. Depois do 25 de Abril, como chefe de redação, deu à «Modas e Bordados» uma linha feminista e convidou Maria Lamas para diretora honorária; em 1984 escreveu «Aborto – O Crime Está na Lei».
Estudante de Direito e militante do MRPP, foi presa pela PIDE a 22 de outubro de 1973, interrogada na sede da Rua António Maria Cardoso e torturada em Caxias. Já magistrada do Ministério Público, voltou em 2005 à porta do edifício para pedir que fosse preservado.
Jornalista e escritora, dirigiu «Modas e Bordados», presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o regime o fechar, em 1947, e respondeu com «As Mulheres do Meu País». Foi presa várias vezes e viveu exilada em Paris.