Revoluçãosecretário-geral do Partido Socialistaprimeiro-ministro do I Governo Constitucional (1976)
Nasceu
7 de dezembro de 1924, Lisboa
Morreu
7 de janeiro de 2017, Lisboa
Secretário-geral do PS, regressou do exílio a 28 de abril de 1974 e foi recebido por uma multidão em Santa Apolónia. Em 1975 enfrentou o PCP no caso República e no comício da Fonte Luminosa; em 1976 chefiou o I Governo Constitucional.
Nasceu em Lisboa em 1924.7 Em 1974 vivia exilado em França e era secretário-geral do Partido Socialista, fundado no ano anterior.1 A 25 de abril estava em Bona, a convite de Willy Brandt, e partiu para Paris quando o SPD o informou de que em Portugal eclodira um movimento militar.2
Em maio de 1975, no caso do jornal República, o PS convocou uma manifestação para dia 22, acusando o PCP de estar na origem da crise. Soares disse então ao megafone: «o 25 de Abril foi feito para acabar com uma ditadura e não para nos vir impor outra».4 A 19 de julho, no comício da Fonte Luminosa, atacou diretamente o PCP, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves e a Intersindical.5
Dirigente comunista, foi preso em 1949 e fugiu da Fortaleza de Peniche em 1960. Secretário-geral do PCP, regressou do exílio a 30 de abril de 1974 e falou à multidão no aeroporto de cima de uma chaimite.
Atriz que dizia poesia contra o regime, foi candidata da oposição em 1969 e a única mulher a falar na abertura do Congresso de Aveiro, em 1973. Esteve na fundação do Partido Socialista e, a 28 de abril de 1974, acompanhou Mário Soares no comboio que o trouxe do exílio até Santa Apolónia.
General e autor de «Portugal e o Futuro», recebeu no Quartel do Carmo a rendição de Marcelo Caetano, presidiu à Junta de Salvação Nacional e foi Presidente da República até renunciar, a 30 de setembro de 1974. A 11 de março de 1975 fugiu para Espanha.
O «general sem medo»: homem do regime que passou à oposição, candidatou-se à Presidência em 1958, respondeu «Obviamente, demito-o!» quando lhe perguntaram o que faria a Salazar e arrastou multidões. A PIDE assassinou-o em 1965.
Engenheira e católica progressista, preparou desde 1970 o que viria a ser a Comissão da Condição Feminina, foi ministra dos Assuntos Sociais em 1974–1975 e a única mulher a chefiar um governo em Portugal (1979–1980).
Jornalista e escritora, dirigiu «Modas e Bordados», presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o regime o fechar, em 1947, e respondeu com «As Mulheres do Meu País». Foi presa várias vezes e viveu exilada em Paris.
Notas sobre as fontes1
Os dias de nascimento (7 de dezembro de 1924) e de morte (7 de janeiro de 2017) vêm só da Wikidata.