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Resistênciapor Onofriana.pt
Fotografia a preto e branco de um homem de cabelo escuro ondulado, com fato escuro, camisa clara e gravata às riscas, a olhar de frente.
Claude Truong-Ngoc, CC BY-SA 3.0

Pessoas

Mário Soares

Mário Alberto Nobre Lopes Soares

Revoluçãosecretário-geral do Partido Socialistaprimeiro-ministro do I Governo Constitucional (1976)
Nasceu
7 de dezembro de 1924, Lisboa
Morreu
7 de janeiro de 2017, Lisboa

Secretário-geral do PS, regressou do exílio a 28 de abril de 1974 e foi recebido por uma multidão em Santa Apolónia. Em 1975 enfrentou o PCP no caso República e no comício da Fonte Luminosa; em 1976 chefiou o I Governo Constitucional.

Nasceu em Lisboa em 1924.7 Em 1974 vivia exilado em França e era secretário-geral do Partido Socialista, fundado no ano anterior.1 A 25 de abril estava em Bona, a convite de Willy Brandt, e partiu para Paris quando o SPD o informou de que em Portugal eclodira um movimento militar.2

A 28 de abril chegou de comboio à estação de Santa Apolónia, com Maria Barroso, também fundadora do PS. Esperava-o uma multidão; Soares falou de uma varanda da estação, de altifalante em punho, e seguiu para o Palácio da Cova da Moura, para um encontro com o general Spínola.13 Dois dias depois esperou Álvaro Cunhal a poucos metros do avião, no aeroporto. No 1.º de Maio, os dois desfilaram da Alameda D. Afonso Henriques até ao estádio da FNAT, rebatizado Estádio 1.º de Maio, e no comício Soares abraçou Cunhal.1

Em maio de 1975, no caso do jornal República, o PS convocou uma manifestação para dia 22, acusando o PCP de estar na origem da crise. Soares disse então ao megafone: «o 25 de Abril foi feito para acabar com uma ditadura e não para nos vir impor outra».4 A 19 de julho, no comício da Fonte Luminosa, atacou diretamente o PCP, o primeiro-ministro Vasco Gonçalves e a Intersindical.5

O PS venceu as eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de abril de 1975, e as primeiras legislativas, a 25 de abril de 1976. Em julho de 1976, Soares tomou posse como primeiro-ministro do I Governo Constitucional.6 Morreu em Lisboa em 2017.7

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Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 20 out. 1945

    Os Tribunais Plenários substituem os Tribunais Militares Especiais
  2. 28 jul. 1946

    Constituído formalmente o MUD Juvenil
  3. jan. 1963

    Nasce a revista «O Tempo e o Modo»
  4. 10 dez. 1967

    Imprensa britânica revela o escândalo «Ballet Rose»
  5. 15 maio 1969

    II Congresso Republicano de Aveiro
  6. 28 abr. 1974

    Mário Soares chega do exílio a Santa Apolónia
  7. 30 abr. 1974

    Álvaro Cunhal chega do exílio ao aeroporto
  8. 1 maio 1974

    Primeiro 1.º de Maio em liberdade
  9. 16 maio 1974

    Toma posse o I Governo Provisório, de Palma Carlos
  10. 6 jul. 1974

    Decreto-Lei n.º 308/74: as mulheres entram na carreira diplomática
  11. 7 set. 1974

    Acordo de Lusaka marca a independência de Moçambique para 25 de junho de 1975
  12. 19 maio 1975

    Começa o «caso República»
  13. 19 jul. 1975

    Comício do PS na Fonte Luminosa
  14. 25 abr. 1976

    Primeiras eleições legislativas
  15. 23 jul. 1976

    Toma posse o I Governo Constitucional, de Mário Soares
  16. 26 jan. 1986

    Pintasilgo, primeira mulher candidata à Presidência da República
  17. 5 out. 1990

    Humberto Delgado no Panteão Nacional

Cruzaram-se com ele

  • Álvaro Cunhal

    1913–2005

    Dirigente comunista, foi preso em 1949 e fugiu da Fortaleza de Peniche em 1960. Secretário-geral do PCP, regressou do exílio a 30 de abril de 1974 e falou à multidão no aeroporto de cima de uma chaimite.

  • Maria Barroso

    1925–2015

    Atriz que dizia poesia contra o regime, foi candidata da oposição em 1969 e a única mulher a falar na abertura do Congresso de Aveiro, em 1973. Esteve na fundação do Partido Socialista e, a 28 de abril de 1974, acompanhou Mário Soares no comboio que o trouxe do exílio até Santa Apolónia.

  • António de Spínola

    1910–1996

    General e autor de «Portugal e o Futuro», recebeu no Quartel do Carmo a rendição de Marcelo Caetano, presidiu à Junta de Salvação Nacional e foi Presidente da República até renunciar, a 30 de setembro de 1974. A 11 de março de 1975 fugiu para Espanha.

  • Humberto Delgado

    1906–1965

    O «general sem medo»: homem do regime que passou à oposição, candidatou-se à Presidência em 1958, respondeu «Obviamente, demito-o!» quando lhe perguntaram o que faria a Salazar e arrastou multidões. A PIDE assassinou-o em 1965.

  • Maria de Lourdes Pintasilgo

    1930–2004

    Engenheira e católica progressista, preparou desde 1970 o que viria a ser a Comissão da Condição Feminina, foi ministra dos Assuntos Sociais em 1974–1975 e a única mulher a chefiar um governo em Portugal (1979–1980).

  • Maria Lamas

    1893–1983

    Jornalista e escritora, dirigiu «Modas e Bordados», presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o regime o fechar, em 1947, e respondeu com «As Mulheres do Meu País». Foi presa várias vezes e viveu exilada em Paris.

Notas sobre as fontes1
  • Os dias de nascimento (7 de dezembro de 1924) e de morte (7 de janeiro de 2017) vêm só da Wikidata.

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Fontes

  1. 1Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Cronologia do 25 de Abril, por Jofre Alves (blogue Abril de Novo, 2010), na Biblioteca Digital do CD25A. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3O regresso dos exilados. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4O caso República. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Escalada de tensão e crise político-militar (julho–agosto de 1975). Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6A construção da democracia (1974-1976). Assembleia da República – Comunicar — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7Mário Soares (Q156781). Wikidata — consultado a 2 de outubro de 2026