Repressãooperário têxtildirigente do PCPpreso político, deportado para o Tarrafal
Nasceu
13 de agosto de 1896, Murça
Morreu
2 de janeiro de 1950, Lisboa (Penitenciária de Lisboa)
Dirigente comunista, esteve no grupo de presos que inaugurou o Tarrafal em 1936. Preso de novo em 1949, com Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira, morreu em isolamento na Penitenciária de Lisboa, em greve de fome, a 2 de janeiro de 1950.
Nasceu em Murça a 13 de agosto de 1896. Emigrou aos 13 anos para o Brasil, onde foi operário têxtil e dirigente sindical. No início dos anos 1930 foi repatriado para Portugal e aderiu ao PCP.1
Preso em julho de 1934, foi condenado pelo Tribunal Militar Especial e passou pelas prisões de Peniche e de Angra do Heroísmo. Em outubro de 1936 fez parte do grupo de presos que inaugurou o campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde.1 Libertado por amnistia em 1940, voltou a ser preso em novembro de 1942, no Aljube, e em 1944 foi reenviado para o Tarrafal.1
A 25 de março de 1949, a PIDE prendeu-o numa casa clandestina no Luso, com Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira.2 A 10 de maio foi transferido, doente, para a Penitenciária de Lisboa, onde ficou nove meses em rigoroso isolamento, sem assistência médica digna desse nome. Em cartas escritas dois meses antes de morrer, acusava a PIDE de «envenenamento».1 Fez greve de fome em protesto e morreu na prisão a 2 de janeiro de 1950.13
Dirigente comunista, foi preso em 1949 e fugiu da Fortaleza de Peniche em 1960. Secretário-geral do PCP, regressou do exílio a 30 de abril de 1974 e falou à multidão no aeroporto de cima de uma chaimite.
Operário metalúrgico e anarcossindicalista, foi um dos autores do atentado à bomba contra Salazar na Avenida Barbosa du Bocage, em 1937. Fugiu para Inglaterra, foi entregue à polícia portuguesa e só saiu da prisão em 1953.
Jornalista e escritora, dirigiu «Modas e Bordados», presidiu ao Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas até o regime o fechar, em 1947, e respondeu com «As Mulheres do Meu País». Foi presa várias vezes e viveu exilada em Paris.
Filha de trabalhadores agrícolas de Alhandra, foi presa com Álvaro Cunhal e Militão Ribeiro em 1949 e de novo em 1959, e passou mais de treze anos nas prisões da ditadura.
Estudante de Medicina em Lisboa desde 1948, militou na Casa dos Estudantes do Império, no MUD Juvenil e no Centro de Estudos Africanos. Preso várias vezes pela PIDE em Lisboa, foi o primeiro presidente de Angola independente.
Dirigente comunista, foi um dos oito presos que fugiram de Caxias no carro blindado de Salazar, em 1961. Preso em 1959 e de novo em 1965, resistiu à tortura da PIDE sem falar.
Notas sobre as fontes2
O dia da morte: 2 de janeiro de 1950, segundo o Museu do Aljube e a Memória Comum, que diz que entrou em coma nessa manhã; 3 de janeiro, segundo a Wikidata.
A idade à morte: o Museu do Aljube diz 54 anos, mas as datas que dá (13 de agosto de 1896 e 2 de janeiro de 1950) fazem 53.