Oposiçãosecretário-geral do Partido Comunista Portuguêsexilado na União Soviética
Nasceu
10 de novembro de 1913, Coimbra
Morreu
13 de junho de 2005, Lisboa
Dirigente comunista, foi preso em 1949 e fugiu da Fortaleza de Peniche em 1960. Secretário-geral do PCP, regressou do exílio a 30 de abril de 1974 e falou à multidão no aeroporto de cima de uma chaimite.
Nasceu em Coimbra em 1913.5 Dirigente clandestino do Partido Comunista Português, foi preso pela PIDE na madrugada de 25 de março de 1949, numa casa do Luso onde vivia com Sofia Ferreira — faziam-se passar por um casal — e onde se escondia também Militão Ribeiro. Ficou preso onze anos.6 A 3 de janeiro de 1960 fugiu da Fortaleza de Peniche com outros nove presos e um guarda da GNR, numa fuga preparada cá fora por Pires Jorge e António Dias Lourenço.7
Secretário-geral do partido, chegou ao aeroporto de Lisboa a 30 de abril de 1974, depois de um exílio de 14 anos na União Soviética.13 Esperava-o uma multidão emocionada; entre os que o aguardavam junto ao avião estava Mário Soares. Ainda no aeroporto, subiu a uma chaimite para falar à multidão, e foi depois recebido por António de Spínola.1
No dia seguinte discursou, com Soares, no comício do 1.º de Maio no estádio da FNAT, que passou então a chamar-se Estádio 1.º de Maio. Aclamou os militares e as primeiras medidas tomadas «para liquidar a ditadura fascista e instaurar a liberdade».1 A 25 de novembro de 1975, o Presidente Costa Gomes chamou-o ao Palácio de Belém, procurando desmobilizar os militantes e populares concentrados junto de alguns quartéis.4 Morreu em Lisboa em 2005.5
Secretário-geral do PS, regressou do exílio a 28 de abril de 1974 e foi recebido por uma multidão em Santa Apolónia. Em 1975 enfrentou o PCP no caso República e no comício da Fonte Luminosa; em 1976 chefiou o I Governo Constitucional.
Dirigente comunista, foi um dos oito presos que fugiram de Caxias no carro blindado de Salazar, em 1961. Preso em 1959 e de novo em 1965, resistiu à tortura da PIDE sem falar.
Escolhido pelos capitães como chefe prestigiado, integrou a Junta de Salvação Nacional, sucedeu a Spínola na Presidência em setembro de 1974, decretou o estado de sítio a 25 de novembro de 1975 e promulgou a Constituição de 1976.
Último chefe de Governo do Estado Novo, refugiou-se no Quartel do Carmo na madrugada de 25 de abril de 1974 e, cercado, entregou o poder ao general Spínola. No dia seguinte foi levado para a Madeira.
Artista plástica expulsa da Escola de Belas-Artes em 1952, viveu na clandestinidade com José Dias Coelho, numa casa onde o PCP falsificava documentos. Só soube que a PIDE o matara no dia do enterro, a que não pôde ir.
Arquiteto e figura dos católicos progressistas, esteve na vigília pela paz de São Domingos (1968–1969) e foi um dos organizadores da vigília da Capela do Rato (1972). Preso pela DGS em 1970, depois do Rato e no fim de 1973, só saiu de Caxias com o 25 de Abril.
Notas sobre as fontes2
A hora e o voo da chegada a Lisboa: há relatos de um voo da Air France às 13h50, que as fontes aqui citadas não confirmam.
O dia e o lugar do nascimento (Coimbra, 10 de novembro de 1913) e da morte (Lisboa, 13 de junho de 2005) vêm só do Wikidata.