Saltar para o conteúdo
Resistênciapor Onofriana.pt
Fotografia antiga, em tons de sépia, de um homem jovem de cabelo escuro penteado para trás, com farda militar, camisa e gravata e um cinturão a atravessar o peito.
Autor desconhecido, Domínio público

Pessoas

Costa Gomes

Francisco da Costa Gomes

RevoluçãogeneralChefe do Estado-Maior General das Forças Armadasmembro da Junta de Salvação NacionalPresidente da República (1974–1976)
Nasceu
30 de junho de 1914, Chaves
Morreu
31 de julho de 2001, Lisboa

Escolhido pelos capitães como chefe prestigiado, integrou a Junta de Salvação Nacional, sucedeu a Spínola na Presidência em setembro de 1974, decretou o estado de sítio a 25 de novembro de 1975 e promulgou a Constituição de 1976.

Nasceu em Chaves em 1914.8 Na reunião de Óbidos, em dezembro de 1973, os capitães quiseram escolher chefes prestigiados para o Movimento, e ele foi o mais votado.3 Era então Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas. Em março de 1974 foi demitido, com o vice-chefe, António de Spínola, pouco depois de ambos faltarem à cerimónia da «Brigada do Reumático», no Palácio de São Bento.1 Depois do 25 de Abril integrou a Junta de Salvação Nacional, apresentada ao país nos estúdios da RTP a 26 de abril.4

Com a renúncia de Spínola, a 30 de setembro de 1974, tornou-se Presidente da República.5 A 2 de junho de 1975 discursou na sessão inaugural da Assembleia Constituinte, defendendo um «socialismo pluripartidário».6 No 25 de Novembro de 1975 dirigiu do Palácio de Belém a resposta à ação dos paraquedistas e decretou o estado de sítio na região de Lisboa.7 A 2 de abril de 1976 promulgou a Constituição.9 Morreu em Lisboa em 2001.8

No arquivo

Noutros arquivos

Estes só se veem no sítio de cada arquivo.

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 11 abr. 1961

    Golpe Botelho Moniz («Abrilada» de 1961)
  2. 1 dez. 1973

    Reunião de Óbidos alarga a Comissão Coordenadora
  3. 22 fev. 1974

    Spínola publica «Portugal e o Futuro»
  4. 14 mar. 1974

    «Brigada do Reumático» e demissão de Spínola e Costa Gomes
  5. 16 mar. 1974

    Levantamento das Caldas da Rainha
  6. 25 abr. 1974

    Decreto-Lei n.º 171/74 extingue a DGS, a Legião e a Mocidade Portuguesa
  7. 25 abr. 1974

    O Programa do MFA é entregue no jornal República
  8. 26 abr. 1974

    A Junta de Salvação Nacional apresenta-se ao país
  9. 26 abr. 1974

    Divulgado o Programa do MFA
  10. 15 maio 1974

    Spínola toma posse como Presidente da República
  11. 28 set. 1974

    A «maioria silenciosa» e as barricadas
  12. 30 set. 1974

    Spínola renuncia; Costa Gomes é Presidente
  13. 2 jun. 1975

    Sessão inaugural da Assembleia Constituinte
  14. 25 nov. 1975

    25 de Novembro: fim do período revolucionário
  15. 2 abr. 1976

    Assembleia Constituinte aprova a Constituição da República

Cruzaram-se com ele

  • António de Spínola

    1910–1996

    General e autor de «Portugal e o Futuro», recebeu no Quartel do Carmo a rendição de Marcelo Caetano, presidiu à Junta de Salvação Nacional e foi Presidente da República até renunciar, a 30 de setembro de 1974. A 11 de março de 1975 fugiu para Espanha.

  • Otelo Saraiva de Carvalho

    1936–2021

    Major de Artilharia, elaborou o plano de operações do 25 de Abril e dirigiu as operações a partir do Posto de Comando clandestino da Pontinha; foi depois comandante do COPCON e da Região Militar de Lisboa.

  • Sophia de Mello Breyner Andresen

    1919–2004

    Poeta. Viveu na Graça de 1951 até morrer, escreveu a «Cantata da Paz» para a vigília de São Domingos, ajudou a fundar a comissão de socorro aos presos políticos e foi deputada constituinte. «Esta é a madrugada que eu esperava» é dela.

  • Pinheiro de Azevedo

    1917–1983

    Oficial da Armada e membro da Junta de Salvação Nacional, chefiou o VI Governo Provisório e esteve sequestrado na residência oficial, em São Bento, durante o cerco dos trabalhadores da construção civil, em novembro de 1975.

  • Álvaro Cunhal

    1913–2005

    Dirigente comunista, foi preso em 1949 e fugiu da Fortaleza de Peniche em 1960. Secretário-geral do PCP, regressou do exílio a 30 de abril de 1974 e falou à multidão no aeroporto de cima de uma chaimite.

  • Marcelo Caetano

    1906–1980

    Último chefe de Governo do Estado Novo, refugiou-se no Quartel do Carmo na madrugada de 25 de abril de 1974 e, cercado, entregou o poder ao general Spínola. No dia seguinte foi levado para a Madeira.

Notas sobre as fontes1
  • O dia e o lugar do nascimento (Chaves, 30 de junho de 1914) e da morte (Lisboa, 31 de julho de 2001) vêm só do Wikidata.

Sabe mais, ou tem um documento? Conte-nos.

Fontes

  1. 1Reunião de Cascais. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Período pré-revolução (01-01-1973 a 24-04-1974) – cronologia. Associação 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3A Reunião de Óbidos. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 528 de Setembro. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6A eleição da Assembleia Constituinte. RTP – Memórias da Revolução (textos de Aniceto Afonso, Carlos Matos Gomes e Maria Inácia Rezola) — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 725 de Novembro de 1975. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  8. 8Francisco da Costa Gomes (Q348880). Wikidata — consultado a 2 de outubro de 2026
  9. 9Constituição da República Portuguesa – texto originário, aprovado em 2 de abril de 1976. Assembleia da República — consultado a 2 de outubro de 2026