Repressãoarquitetocatólico progressistaorganizador da vigília da Capela do Ratopreso político
Nasceu
30 de janeiro de 1922, Lisboa
Morreu
20 de janeiro de 2016, Lisboa
Arquiteto e figura dos católicos progressistas, esteve na vigília pela paz de São Domingos (1968–1969) e foi um dos organizadores da vigília da Capela do Rato (1972). Preso pela DGS em 1970, depois do Rato e no fim de 1973, só saiu de Caxias com o 25 de Abril.
Nasceu em Lisboa em 1922 e formou-se em Arquitetura na Escola de Belas-Artes de Lisboa. É autor, entre outras obras, do Bloco das Águas Livres e do Edifício Franjinhas, na Rua Braamcamp.1 Dos primeiros anos da década de 1960 até ao 25 de Abril foi uma das figuras de destaque dos chamados católicos progressistas. Esteve na fundação da cooperativa Pragma, em 1964, e envolveu-se nos cadernos GEDOC (1969), na Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos (1970) e no Boletim Anti-Colonial (1972).1
Na passagem de 1968 para 1969 esteve na vigília pela paz da Igreja de São Domingos, e por isso prestou declarações na PIDE.23 Foi detido pela DGS em maio de 1970.1 Em dezembro de 1972 foi um dos organizadores da vigília da Capela do Rato, preparada por católicos ligados ao Boletim Anti-Colonial — com ele, Maria da Conceição Moita, Isabel Pimentel e Luís Moita — e por um grupo de estudantes.3 Quando a polícia a desfez, foi um dos catorze participantes apontados como líderes, levados para os calabouços do Governo Civil e depois para Caxias; o Sindicato dos Arquitectos protestou contra a sua prisão.34
Voltou a ser preso no fim de 1973 e ficou em Caxias até ao 25 de Abril. Foi um dos oradores do comício do 1.º de Maio de 1974, em Lisboa.1 Morreu em Lisboa em 2016.1
Educadora e católica progressista, foi ela quem, ao microfone da Capela do Rato, anunciou a vigília de 30 de dezembro de 1972 contra a guerra colonial. Presa pela PIDE/DGS em dezembro de 1973 e torturada, só saiu de Caxias a 26 de abril de 1974.
Poeta. Viveu na Graça de 1951 até morrer, escreveu a «Cantata da Paz» para a vigília de São Domingos, ajudou a fundar a comissão de socorro aos presos políticos e foi deputada constituinte. «Esta é a madrugada que eu esperava» é dela.
Estudante de Medicina, foi a primeira mulher a falar num plenário da crise académica de 1962; fundou depois as Brigadas Revolucionárias, que atacaram o aparelho da guerra colonial. Médica e professora, é autora do primeiro estudo sobre a obesidade em Portugal.
Dirigente comunista, foi preso em 1949 e fugiu da Fortaleza de Peniche em 1960. Secretário-geral do PCP, regressou do exílio a 30 de abril de 1974 e falou à multidão no aeroporto de cima de uma chaimite.
Estudante de Direito de 26 anos, morto a tiro por um agente da PIDE/DGS num «meeting contra a repressão» no ISCEF, a 12 de outubro de 1972. O funeral foi uma das maiores manifestações contra a ditadura na sua fase final.
Escritora e investigadora, uma das «Três Marias». Julgada pelas «Novas Cartas Portuguesas» e absolvida a 7 de maio de 1974, viu a maior consequência do processo na Constituição: a igualdade de todos, «sem distinção de raça, sexo ou religião».