Saltar al contenido
Resistênciapor Onofriana.pt

Explorar

Para escuelas

Qué recorrido sirve para qué curso, cómo se relaciona con el programa de Historia portugués, y qué preparar antes y después de la salida.

Este texto aún no se ha traducido al español. Se muestra en el portugués original.

Esta página é para quem ensina e quer levar uma turma a um destes percursos, ou usá-los na sala de aula. Diz que percurso serve a que ano, como se liga ao programa oficial, e o que preparar antes e depois da saída. Nove percursos fazem-se a pé; dois, de metro e comboio.

O programa citado são as Aprendizagens Essenciais da Direção-Geral da Educação. Em 2021, um despacho fixou-as como referencial curricular, ao lado do Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória, e revogou os outros documentos curriculares das disciplinas que as têm.1 Os nomes dos temas vão entre «…», tal como estão nos documentos, e cada nível tem a nota para o documento de onde saiu.

As perguntas de «Antes da saída» e de «Na aula seguinte» respondem-se com o que a app conta: o texto das paragens, as páginas das pessoas e dos lugares, o glossário, as datas. Em todos os percursos há pelo menos uma que pede aos alunos que procurem as mulheres da história.

Los recorridos con una clase

  • El día inicial

    2,4 km 1 h 30 min Paradas: 7Dificultad: Media

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A

    O 25 de Abril hora a hora, nos sítios onde aconteceu: é o tema «O 25 de abril e a construção da democracia até à atualidade» do 6.º ano2 e a Revolução de «Portugal: do autoritarismo à democracia» no 9.º ano,5 que o secundário aprofunda com «o papel exercido pelo MFA».97 A turma segue a coluna de Salgueiro Maia do Terreiro do Paço ao Largo do Carmo e acaba à porta da antiga sede da polícia política.

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app o que eram o MFA, a chaimite e a polícia política (PIDE/DGS).
    • A que horas, e em que rádio, passou a «Grândola, Vila Morena», a senha da revolução?

    En la clase siguiente

    • Que mulheres aparecem neste percurso, e o que fez cada uma?
    • Os comunicados do Movimento pediam às pessoas que ficassem em casa. O que fizeram as pessoas, e em que paragens se vê?
    • Façam uma linha do tempo do dia, da senha da meia-noite à rendição da polícia política na manhã seguinte, com cinco momentos tirados das paragens.
  • Graça, la colina de las mujeres

    1,7 km 1 h 15 min Paradas: 6Dificultad: Exigente

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 8.º ano — História · 9.º ano — História · 11.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    A greve das costureiras de 1915 e a lei das oito horas de 1919 dão rosto às «medidas governativas da 1.ª República» (6.º ano),2 aos «movimentos reivindicativos» do 8.º ano4 e ao «movimento operário» do 11.º;6 os comícios de 1949 na Voz do Operário e a cadeia das Mónicas levam à «oposição interna ao regime» (9.º ano).5 Para Cidadania, mostra a «(des)igualdade de género» no trabalho,12 num percurso curto que começa numa subida forte.

    Antes de la salida

    • Leiam a primeira paragem: o que pediam as costureiras da Ramiro Leão em 1915?
    • Leiam o quadro «Acessibilidade do caminho» do percurso: onde fica a subida, e como se pode evitar?

    En la clase siguiente

    • Quase todas as paragens contam histórias de mulheres. Escolham uma e digam o que fez, e em que ano.
    • Ponham numa linha do tempo a greve das costureiras, a morte de Angelina Vidal, a mudança de Sophia para a Graça e a abertura do Botequim.
    • Na cadeia das Mónicas, como se distinguiam as presas políticas das presas de delito comum?
  • El Estado Novo, explicado

    4,6 km 2 h 20 min Paradas: 9Dificultad: Media

    Para: 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 11.º ano — História da Cultura e das Artes · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    Paragem a paragem, mostra o que o 9.º ano estuda em «Entre a ditadura e a democracia» — a implantação do Estado Novo e o papel de Salazar5 — e o que o secundário aprofunda em «Portugal: o Estado Novo», como a corporativização dos sindicatos e a política cultural do regime.97 Do Palacete de São Bento ao Palácio Foz, a turma vê ainda os cartazes da propaganda, que servem História da Cultura e das Artes,8 e o que as leis diziam das mulheres, a «(des)igualdade de género» de Cidadania.12

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app a União Nacional, a Mocidade Portuguesa, a FNAT e o Secretariado de Propaganda Nacional. A quem se dirigia cada um?
    • Leiam o cartaz «A lição de Salazar» citado na paragem «Deus, Pátria, Família». Que três palavras resumiam a educação nacional?

    En la clase siguiente

    • O percurso diz que as mulheres estão «dos dois lados». Deem um exemplo de cada lado.
    • Façam uma tabela com três leis sobre as mulheres que o percurso refere: o que diziam, e em que ano deixaram de valer.
    • Comparem as eleições de 1942, contadas na paragem do «Diário da Manhã», com as de 25 de abril de 1975, no percurso «Os dias da liberdade».
  • Las figuras de Abril

    3,5 km 1 h 40 min Paradas: 6Dificultad: Media

    Para: 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    Pelas vidas de Mário Soares, Álvaro Cunhal, Salgueiro Maia e das mulheres que viveram a mesma história, o percurso dá rosto à «oposição interna ao regime» (9.º ano)5 e à democratização de «Portugal, do autoritarismo à democracia» (secundário).97 Do Aljube a São Bento, a turma vê onde estiveram presos, onde foram julgados e onde se sentaram como deputados — e, para Cidadania, a (des)igualdade de género no «exercício de cargos políticos».12

    Antes de la salida

    • Cada aluno escolhe uma pessoa do percurso — Mário Soares, Álvaro Cunhal, Salgueiro Maia, Maria Barroso, Sofia Ferreira, Maria Lamas, Natália Correia ou Maria de Lourdes Pintasilgo — e lê a sua página na app.
    • As paragens não seguem o calendário. Ponham por ordem os anos que estão nos títulos das paragens.

    En la clase siguiente

    • Porque deixou Maria Barroso de poder representar no Teatro Nacional, e o que fez a seguir?
    • Quem foi a primeira mulher a chefiar um governo em Portugal, e onde se sentou antes do 25 de Abril?
    • Salgueiro Maia não aceitou cargos políticos depois do 25 de Abril. Comparem o seu caminho com o de Mário Soares ou o de Álvaro Cunhal.
  • La máquina de la represión

    2,3 km 1 h 25 min Paradas: 6Dificultad: Media

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A · 12.º ano — História, Culturas e Democracia · Cidadania e Desenvolvimento

    Entre a Sé e os Restauradores, a cadeia, o tribunal, os calabouços, a polícia política, a censura e a propaganda: o que o 6.º ano resume em «Os anos de ditadura»,2 o 9.º compara com outras ditaduras5 e o secundário estuda como os «mecanismos repressivos das liberdades individuais e coletivas» do Estado Novo.97 Serve também os passados dolorosos de História, Culturas e Democracia, em «Ditaduras e repressão»,10 e os «casos históricos e atuais de violação dos Direitos Humanos» de Cidadania;12 em cada porta, a turma vê o que lá se fez às mulheres e o que elas lá fizeram.

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app a polícia política (PIDE/DGS), a censura, o Tribunal Plenário e os curros.
    • Façam um esquema com as peças da «máquina» — prender, julgar, interrogar, censurar, fazer propaganda — e escrevam ao lado de cada uma a paragem onde a vão ver.

    En la clase siguiente

    • O Aljube era uma cadeia só de homens. Para onde iam as mulheres presas pela polícia política?
    • Escolham uma das mulheres deste percurso — Maria Alda Nogueira, Isabel Aboim Inglez, Conceição Matos ou Diana Andringa — e contem o que lhe aconteceu, e onde.
    • A 25 de abril de 1974, o jornal República saiu sem passar pela censura. Que diferença havia entre esse jornal e o que se fazia, desde 1969, no n.º 125 da Rua da Misericórdia?
  • Del Padrão al muelle

    4,5 km 2 h 10 min Paradas: 8Dificultad: Fácil

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 11.º ano — História da Cultura e das Artes · 12.º ano — História A · 12.º ano — História, Culturas e Democracia · Cidadania e Desenvolvimento

    Liga a guerra colonial à «noção de império» (6.º ano),2 aos seus «custos humanos e económicos, quer para Portugal quer para os territórios coloniais» (9.º ano)5 e ao fomento das colónias «à luz da retórica imperial» (secundário);97 é o «“nosso” passado doloroso» de História, Culturas e Democracia10 e um caso das «perspetivas etnocêntricas» de que fala Cidadania.12 De Belém a Alcântara, a turma vê como o regime encenou o império em 1940 — o Padrão, a praça, o jardim onde expôs 138 pessoas —, os murais de Almada Negreiros na gare, que servem História da Cultura e das Artes,8 e o cais por onde partiram os soldados e chegaram, em 1975, os caixotes de quem regressava.

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app a guerra colonial e os movimentos MPLA, PAIGC e FRELIMO.
    • Leiam a frase do Acto Colonial citada na paragem «1940 — o império em exposição». Que «função histórica» dava à Nação Portuguesa?

    En la clase siguiente

    • Quantas figuras vão na proa do Padrão dos Descobrimentos, e quantas são de mulheres? Quem é?
    • Que mulheres aparecem no cais de Alcântara, entre os embarques de 1961 e os regressos de 1975?
    • Ponham numa linha do tempo a Exposição do Mundo Português, a rosa-dos-ventos oferecida pela África do Sul, o primeiro contingente para Angola, a Lei n.º 7/74 e os caixotes no cais.
  • El voto de Carolina

    4,1 km 1 h 50 min Paradas: 6Dificultad: Media

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 8.º ano — História · 9.º ano — História · 11.º ano — História A · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    A primeira mulher a votar em Portugal põe à prova as palavras do programa: «A revolução Republicana» (6.º ano),2 o «sufrágio censitário / sufrágio universal» (8.º),4 a doutrina republicana e o «feminismo» (9.º e 12.º),59 o sufrágio que foi incorporando «os analfabetos e as mulheres» (11.º)6 e a «(des)igualdade de género» de Cidadania.12 Do consultório de Carolina Beatriz Ângelo, na Baixa, ao Clube Estefânia, em Arroios, a turma segue as sufragistas da I República até à sala onde Carolina disse «Sou eu!».

    Antes de la salida

    • Em 1911, a lei dava o voto a quem soubesse ler e escrever ou fosse chefe de família. Quem ficava de fora?
    • Procurem no glossário da app as sufragistas e a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas.

    En la clase siguiente

    • Como conseguiu Carolina Beatriz Ângelo votar, e o que mudou na lei em 1913?
    • Porque davam as professoras do Grupo Português de Estudos Feministas aulas à noite a mulheres que não sabiam ler?
    • Ana de Castro Osório e Maria Veleda queriam o voto para mulheres diferentes. Qual era a diferença?
  • Del Rato al Parque

    3,8 km 2 h Paradas: 8Dificultad: Media

    Para: 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    As associações de mulheres que o regime fechou e a vigília católica de 1972 contra a guerra são casos de «oposição interna ao regime» (9.º ano)5 e das correntes de oposição que o secundário estuda;9 a manifestação feminista de 1975 é um exemplo das «transformações culturais e de mentalidade ocorridas após a Revolução de 1974» (11.º ano de História B)7 e da «(des)igualdade de género» de Cidadania.12 Entre Campo de Ourique e o Marquês de Pombal, a turma passa pela Capela do Rato, pelo Rádio Clube Português e pelo Parque Eduardo VII.

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app o CNMP, o MDM e o MLM. O que tinham em comum?
    • Leiam a paragem do Rádio Clube Português: quem leu o comunicado das 14h30 do dia 25 de Abril?

    En la clase siguiente

    • Comparem a exposição de livros de mulheres de 1947 com a manifestação feminista de 1975: o que queriam as mulheres, e como reagiram os outros?
    • Quem anunciou a vigília da Capela do Rato, e o que lhe aconteceu depois?
    • A «queima de soutiens» no Parque Eduardo VII é uma lenda. O que aconteceu de facto?
  • Palabras prohibidas

    3,5 km 1 h 55 min Paradas: 8Dificultad: Media

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    Os conceitos de «censura» e de «liberdade de expressão» são do 6.º ano;2 «a oposição interna ao regime» é do 9.º;5 e o secundário pede que se destaquem «os acontecimentos de 1958» — aqui, o «Obviamente, demito-o!» de Humberto Delgado.97 Do Rossio ao Chiado, a turma passa por cafés, uma igreja, o Coliseu e redações de jornais onde se disse o que a censura não deixava, e, para Cidadania, pensa no «papel dos media na defesa e na construção da democracia pluralista».12

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app a censura e a Sociedade Portuguesa de Escritores.
    • Em que dois momentos de 1974 aparece a «Grândola, Vila Morena», neste percurso e no percurso «O dia inicial»?

    En la clase siguiente

    • Que mulheres escreveram ou falaram nestes lugares? Escolham uma e contem o que lhe aconteceu.
    • Porque é que o ministro fechou a Sociedade Portuguesa de Escritores, em 1965?
    • Deem dois exemplos, tirados do percurso, de palavras que a censura não deixava dizer e do sítio onde se disseram na mesma.
  • Estudiantes contra la dictadura

    En metro y tren Paradas: 9Dificultad: Fácil

    Para: 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    A crise académica de 1962 e a morte de Ribeiro Santos em 1972 são exemplos de «oposição interna ao regime» e a Casa dos Estudantes do Império liga-os à «luta de emancipação dos povos colonizados» (9.º ano);5 no secundário, entram nas correntes de oposição ao Estado Novo.97 Para Cidadania, é a «participação ativa dos cidadãos, nomeadamente os mais jovens»,12 que a turma segue de metro, da Cidade Universitária a Santos.

    Antes de la salida

    • Procurem no glossário da app o luto académico e a Casa dos Estudantes do Império.
    • Vejam no mapa do percurso os três bairros por onde passa, e dividam a turma em três grupos, um por bairro.

    En la clase siguiente

    • Que novidade trouxeram as estudantes à crise académica de 1962?
    • Comparem o 24 de março de 1962 com o 12 de outubro de 1972: o que aconteceu, e o que fizeram os estudantes a seguir?
    • Desde quando é o 24 de março o Dia Nacional do Estudante?
  • Los días de la libertad

    En metro y tren Paradas: 7Dificultad: Fácil

    Para: 6.º ano — História e Geografia de Portugal · 9.º ano — História · 11.º ano — História B · 12.º ano — História A · Cidadania e Desenvolvimento

    São «algumas das mudanças operadas» pelo 25 de Abril (6.º ano)2 e o princípio da democratização que o 9.º ano e o secundário estudam:597 os presos libertados, os exilados que voltam, o primeiro 1.º de Maio em liberdade, as primeiras eleições livres e a Constituição — matéria de «Democracia e Instituições Políticas», em Cidadania.12 Faz-se de metro e comboio, por partes, e acaba no Palácio de São Bento, que recebe visitas de escolas.26

    Antes de la salida

    • Escolham a parte do percurso que vão fazer: a Pontinha, Caxias, Santa Apolónia, o aeroporto, a Alameda e o estádio, ou São Bento.
    • Ponham numa linha do tempo os dias deste percurso, de 25 de abril de 1974 a 2 de abril de 1976.

    En la clase siguiente

    • Quantas mulheres foram eleitas para a Assembleia Constituinte, e entre quantos deputados? Como eram muitas vezes tratadas no plenário?
    • O que dizem os artigos 13.º e 36.º da Constituição de 1976 sobre homens e mulheres?
    • «Ou todos ou ninguém»: quem o disse, em Caxias, e porquê?

El programa

6.º ano — História e Geografia de Portugal

As Aprendizagens Essenciais de História e Geografia de Portugal do 6.º ano (julho de 2018) estudam o século XX em três temas: «A revolução Republicana», «Os anos de ditadura» e «O 25 de abril e a construção da democracia até à atualidade».2 Pedem que os alunos identifiquem «medidas governativas da 1.ª República relacionadas com a educação e com os direitos dos trabalhadores»; que sintetizem as características do Estado Novo, «nomeadamente a ausência de liberdade individual, a existência da censura e de polícia política, a repressão do movimento sindical e a existência de um partido único»; que relacionem a guerra colonial com a «noção de império»; e que reconheçam os motivos do 25 de Abril e «algumas das mudanças operadas». Entre os conceitos estão «greve», «censura», «oposição», «liberdade de expressão», «descolonização» e «direito de voto», e o documento pede que se conheçam, «sempre que possível, episódios da História regional e local».2 No 5.º ano, as Aprendizagens Essenciais ficam-se pela «Formação de Portugal até ao período da Restauração».3

8.º ano — História

As Aprendizagens Essenciais de História do 8.º ano (julho de 2018, revistas em fevereiro de 2022) vão da expansão europeia dos séculos XV e XVI à «civilização industrial no século XIX»: não chegam à República.4 Ligam-se aos percursos por dois pontos. Em «O triunfo das revoluções liberais», os conceitos de «sufrágio censitário / sufrágio universal». Em «Transformações económicas, sociais e culturais», relacionar «as condições de vida e trabalho do operariado com o aparecimento dos movimentos reivindicativos e da ideologia socialista»; e, em «O caso português», justificar «o aparecimento e desenvolvimento do operariado português».4

9.º ano — História

As Aprendizagens Essenciais de História do 9.º ano (julho de 2018, revistas em fevereiro de 2022) vão «desde o limiar do século XX até à atualidade».5 Os percursos tocam cinco dos seus subtemas: «Portugal: da I República à ditadura militar», da doutrina republicana ao 28 de maio de 1926; «Sociedade e cultura num mundo em mudança», que tem entre os conceitos o «feminismo»; «Entre a ditadura e a democracia», que pede que se explique «o processo de implementação do Estado Novo em Portugal, destacando o papel de Salazar»; «Da II Guerra à queda do muro de Berlim», com «a luta de emancipação dos povos colonizados»; e «Portugal: do autoritarismo à democracia» — «a oposição interna ao regime», a guerra colonial «do ponto de vista dos custos humanos e económicos, quer para Portugal quer para os territórios coloniais», o 25 de Abril, a descolonização e a democratização. O documento pede ainda que se relacionem, «sempre que possível, as aprendizagens com a História regional e local».5

11.º ano — História A

No 11.º ano, as Aprendizagens Essenciais de História A (agosto de 2018, revistas em fevereiro de 2022) estudam a ideologia liberal dos séculos XVIII e XIX e «o processo de alargamento do sufrágio, que foi, paulatinamente, incorporando excluídos como os analfabetos e as mulheres».6 Em «A sociedade industrial e urbana» estão os conceitos de «movimento operário», «socialismo», «sindicalismo» e «sufrágio universal»; em «Portugal, uma sociedade capitalista periférica», os fatores que contribuíram «para o esgotamento da monarquia constitucional e para o fortalecimento do projeto republicano».6 A queda da I República fica para o 12.º ano.9

11.º ano — História B

Em História B, do curso de Ciências Socioeconómicas, é o 11.º ano que se dedica ao século XX (Aprendizagens Essenciais de agosto de 2018, revistas em fevereiro de 2022). Os seus subtemas sobre Portugal incluem «Portugal no primeiro pós-guerra», «Portugal: o Estado Novo» e «Portugal, do autoritarismo à democracia». Junta às políticas económicas do Estado Novo «a política colonial», pede as correntes de oposição, «destacando os acontecimentos de 1958», e que se analisem «as transformações culturais e de mentalidade ocorridas após a Revolução de 1974».7

11.º ano — História da Cultura e das Artes

Em História da Cultura e das Artes, o módulo 9 do 11.º ano, o da cultura do cinema (Aprendizagens Essenciais de agosto de 2018, revistas em fevereiro de 2022), pede que se analise «o período entre guerras: da arte degenerada à arte oficial dos regimes totalitários» e que se contextualizem «os rumos seguidos pelas expressões artísticas portuguesas até aos anos 60: pintura, escultura, arquitetura».8

12.º ano — História A

A História A dedica todo o 12.º ano ao século XX (Aprendizagens Essenciais de agosto de 2018, revistas em fevereiro de 2022). No primeiro tema estão «As transformações das primeiras décadas do século XX», com o conceito de «feminismo»; «Portugal no primeiro pós-guerra», com a falência da I República e a implantação de um regime autoritário; e «Portugal: o Estado Novo», com a corporativização dos sindicatos, a política cultural do regime e os seus «mecanismos repressivos das liberdades individuais e coletivas».9 No segundo, «Portugal, do autoritarismo à democracia» pede as correntes de oposição, «destacando os acontecimentos de 1958», o fomento das colónias «à luz da retórica imperial», o desgaste que a guerra colonial provocou no regime, a modernização da sociedade nos anos 60 e 70, a Revolução e «o papel exercido pelo MFA», a democratização e a descolonização.9

12.º ano — História, Culturas e Democracia

História, Culturas e Democracia é uma disciplina anual de opção do 12.º ano, de oferta de escola, para os cursos de Ciências e Tecnologias, de Ciências Socioeconómicas e de Artes Visuais.10 A Direção-Geral da Educação publica as suas Aprendizagens Essenciais como uma proposta que as escolas podem usar: numa oferta de escola, os documentos curriculares são aprovados pelo conselho pedagógico.11 Dois dos quatro temas cabem num percurso. O do património promove, «na sala de aula ou fora dela, atividades de observação, questionamento das realidades próximas e mais distantes»; o dos passados dolorosos sugere trabalhar «O “nosso” passado doloroso – a Guerra Colonial» e, entre outros temas, «Ditaduras e repressão (Estado Novo, PREC, Franquismo, etc.)».10

Cidadania e Desenvolvimento

As Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento, de 1 de setembro de 2025, vão do 1.º ciclo ao secundário e organizam-se em oito dimensões. «Direitos Humanos» e «Democracia e Instituições Políticas» são obrigatórias em todos os anos; «Pluralismo e Diversidade Cultural» e «Media» são obrigatórias em cada ciclo, no ano ou nos anos que a escola escolher.12 A igualdade de género não tem dimensão própria: no 3.º ciclo, os Direitos Humanos pedem que se analisem «casos históricos e atuais de violação dos Direitos Humanos» e que se reconheça «a (des)igualdade de género em contextos como a educação, o trabalho e o exercício de cargos políticos». Nos 2.º e 3.º ciclos, o Pluralismo pede que se reconheçam «perspetivas etnocêntricas e cosmopolitas que podem condicionar as narrativas produzidas sobre o contacto entre culturas»; no 3.º ciclo, a Democracia, que se reflita sobre «a importância da participação ativa dos cidadãos, nomeadamente os mais jovens, no exercício da democracia»; e, no secundário, os Media, que se analise «o papel dos media na defesa e na construção da democracia pluralista».12

Consejos para el día

  • Descarreguem o percurso na escola, com wi-fi, no botão «Descarregar percurso», e escolham também o mapa de Lisboa: o texto, as fotografias e o mapa ficam no telemóvel e abrem sem rede.
  • No modo de caminhar («Começar o percurso»), o botão «Ouvir» lê cada paragem com a voz do próprio telemóvel, sem rede, e «Ligar a voz» anuncia as viragens e as chegadas. Experimentem antes: há telemóveis que só têm a voz do português do Brasil.
  • Leiam antes o quadro «Acessibilidade do caminho» de cada percurso. Diz onde há subidas fortes, escadas e calçada que escorrega com chuva, e as alternativas: o elétrico 28 na Graça, o Elevador de Santa Justa no Carmo, o Elevador do Lavra nos Restauradores.
  • A duração que a app indica é a de uma pessoa a passo normal, com uns minutos de leitura em cada paragem. Com uma turma, contem com mais tempo, ou escolham algumas paragens: o progresso fica guardado no telemóvel, e o percurso retoma onde parou.
  • Atravessem em grupo e nas passadeiras, com um adulto à frente e outro atrás. Em «Do Padrão ao cais», a avenida e a linha do comboio passam-se por passagens inferiores; o quadro de acessibilidade diz quais têm rampa.
  • «Estudantes contra a ditadura» e «Os dias da liberdade» fazem-se de metro e comboio, por partes. Quem usa cadeira de rodas deve confirmar no sítio do Metropolitano de Lisboa e da CP que estações têm elevador.
  • Algumas paragens falam de prisões, de tortura e de mortes. Leiam-nas antes, para decidir como contar cada uma à idade da turma.
  • A localização só se liga quando se carrega no botão, e não sai do telemóvel; sem ela, «Seguir sem localização» mostra uma paragem de cada vez. Levem o telemóvel carregado: o GPS e o ecrã ligado gastam bateria.

Servicios educativos y materiales

  • Serviço educativo do Museu do Aljube (EducAljube)

    Planeia visitas «à medida» para escolas, dá formação a professores, tem exposições itinerantes que se podem requisitar e materiais gratuitos — entre eles o peddy-paper «Pelas Ruas da Liberdade», do Terreiro do Paço à antiga sede da PIDE.1314

    Visitar el sitio
  • Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche

    No forte onde funcionou a cadeia de Peniche, o museu recebe grupos com marcação prévia, de 15 a 25 pessoas.15 Na secção «Educar», publica guiões de visita e jogos digitais, como «Perguntas de Abril» e «Quem é Quem?».16

    Visitar el sitio
  • Centro de Documentação 25 de Abril (Universidade de Coimbra)

    Tem exposições itinerantes pensadas para o público escolar, que as escolas podem reservar; algumas são gratuitas.17 Em linha, «O 25 de Abril para os mais novos» conta o dia hora a hora.18

    Visitar el sitio
  • 25AprilPTLab (Universidade de Coimbra)

    Um repositório de documentos e de recursos pedagógicos sobre a história portuguesa de 1958 a 1982, do Centro de Estudos Sociais e do Centro de Documentação 25 de Abril, para professores do básico e do secundário.19 Pesquisa-se por nível de ensino e por disciplina, e é livre e gratuito.19

    Visitar el sitio
  • Escolas à Descoberta de Abril (EDA50)

    Entre 2023 e 2026, este projeto do Conselho Nacional de Educação, integrado nas comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, pôs alunos a recolher testemunhos de quem viveu antes, durante e depois da revolução.2021 Os trabalhos das escolas estão no acervo em linha do projeto.22

    Visitar el sitio
  • RTP Ensina

    Os recursos educativos da RTP para o básico e o secundário estão organizados por temas e filtram-se por ciclo. O tema «Estado Novo» junta, entre outros, «Um protesto contra o Estado Novo na Capela do Rato» e «A Revolução das Mulheres depois de Abril».23

    Visitar el sitio
  • Plano Nacional de Cinema

    O catálogo diz a que ciclos se destina cada filme, e as escolas inscritas no plano podem pedir sessões gratuitas numa sala de cinema.2425 Lá estão «Amanhã», de Solveig Nordlund (2.º e 3.º ciclos), sobre um rapaz que passa a noite de 24 para 25 de abril de 1974 escondido num edifício da PIDE; «As Armas e o Povo» (3.º ciclo e secundário), do 25 de Abril ao 1.º de Maio; e «48», de Susana Sousa Dias (secundário), feito a partir das fotografias de presos políticos.24

    Visitar el sitio
  • Visitas ao Palácio de São Bento (Assembleia da República)

    As visitas guiadas são gratuitas para grupos escolares a partir do 4.º ano, com inscrição prévia, e passam pelas Salas das Sessões e do Senado.26 É lá que acabam os percursos As figuras de Abril e Os dias da liberdade.

    Visitar el sitio
Notas sobre las fuentes2
  • O ano das Aprendizagens Essenciais de História, Culturas e Democracia: o documento da Direção-Geral da Educação não tem data, e o ficheiro PDF é de outubro de 2019.
  • O despacho que homologa as Aprendizagens Essenciais de Cidadania e Desenvolvimento datadas de 1 de setembro de 2025, e o ano letivo em que começaram a aplicar-se: o documento não o diz, e o portal da Educação para a Cidadania da Direção-Geral da Educação não respondeu quando foi consultado, a 3 de outubro de 2026.

¿Sabe más o tiene algún documento? Cuéntenoslo.

Fuentes

  1. 1Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho (Diário da República, 2.ª série, n.º 129): define os referenciais curriculares das várias dimensões do desenvolvimento curricular, incluindo a avaliação externa. Diário da República (Imprensa Nacional-Casa da Moeda), 2021 — consultado el 3 de octubre de 2026O n.º 2 revoga «os demais documentos curriculares relativos às disciplinas do ensino básico e do ensino secundário com aprendizagens essenciais definidas».
  2. 2Aprendizagens Essenciais: História e Geografia de Portugal, 6.º ano (2.º ciclo do ensino básico). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de julho de 2018.
  3. 3Aprendizagens Essenciais: História e Geografia de Portugal, 5.º ano (2.º ciclo do ensino básico). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de julho de 2018.
  4. 4Aprendizagens Essenciais: História, 8.º ano (3.º ciclo do ensino básico). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de julho de 2018, com revisão de 4 de fevereiro de 2022.
  5. 5Aprendizagens Essenciais: História, 9.º ano (3.º ciclo do ensino básico). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de julho de 2018, com revisão de 4 de fevereiro de 2022.
  6. 6Aprendizagens Essenciais: História A, 11.º ano (ensino secundário). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de agosto de 2018, com revisão de 4 de fevereiro de 2022.
  7. 7Aprendizagens Essenciais: História B, 11.º ano (ensino secundário). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de agosto de 2018, com revisão de 4 de fevereiro de 2022.
  8. 8Aprendizagens Essenciais: História da Cultura e das Artes, 11.º ano (ensino secundário). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de agosto de 2018, com revisão de 4 de fevereiro de 2022.
  9. 9Aprendizagens Essenciais: História A, 12.º ano (ensino secundário). Direção-Geral da Educação, 2018 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de agosto de 2018, com revisão de 4 de fevereiro de 2022.
  10. 10Aprendizagens Essenciais: História, Culturas e Democracia, 12.º ano (ensino secundário, oferta de escola). Direção-Geral da Educação — consultado el 3 de octubre de 2026O documento não tem data; o ficheiro PDF é de outubro de 2019.
  11. 11Aprendizagens Essenciais – Ensino Secundário. Direção-Geral da Educação — consultado el 3 de octubre de 2026
  12. 12Aprendizagens Essenciais: Cidadania e Desenvolvimento (ensino básico e ensino secundário). Direção-Geral da Educação, 2025 — consultado el 3 de octubre de 2026Datadas de 1 de setembro de 2025.
  13. 13EducAljube (serviço educativo). Museu do Aljube – Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado el 3 de octubre de 2026
  14. 14EducAljube 2026/2027 (programa do serviço educativo). Museu do Aljube – Resistência e Liberdade (EGEAC), 2026 — consultado el 3 de octubre de 2026
  15. 15Visitas ao Museu. Museu Nacional Resistência e Liberdade (Peniche) — consultado el 3 de octubre de 2026
  16. 16Recursos (Educar). Museu Nacional Resistência e Liberdade (Peniche) — consultado el 3 de octubre de 2026
  17. 17Exposições itinerantes. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado el 3 de octubre de 2026
  18. 18O 25 de Abril para os mais novos – Cronologia hora a hora. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado el 2 de octubre de 2026
  19. 1925AprilPTLab – Laboratório interativo da transição democrática portuguesa. Centro de Estudos Sociais e Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado el 3 de octubre de 2026
  20. 20Projeto Escolas à Descoberta de Abril. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado el 3 de octubre de 2026
  21. 21EDA50 – Escolas à Descoberta de Abril. Conselho Nacional de Educação — consultado el 3 de octubre de 2026
  22. 22Acervo – EDA50. Conselho Nacional de Educação — consultado el 3 de octubre de 2026
  23. 23Estado Novo (tema). RTP Ensina — consultado el 3 de octubre de 2026
  24. 24Catálogo de Filmes. Plano Nacional de Cinema — consultado el 3 de octubre de 2026
  25. 25Ano letivo 2026-2027: «O Cinema está à tua espera». Plano Nacional de Cinema — consultado el 3 de octubre de 2026
  26. 26Visitas ao Palácio. Assembleia da República — consultado el 3 de octubre de 2026