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Resistênciapor Onofriana.pt

Pessoas

Pinheiro de Azevedo

José Baptista Pinheiro de Azevedo

Revoluçãooficial da Armadacomandante da Força de Fuzileiros do Continente (1974)membro da Junta de Salvação Nacionalprimeiro-ministro do VI Governo Provisório
Nasceu
5 de junho de 1917, Luanda, Angola
Morreu
10 de agosto de 1983, Lisboa

Oficial da Armada e membro da Junta de Salvação Nacional, chefiou o VI Governo Provisório e esteve sequestrado na residência oficial, em São Bento, durante o cerco dos trabalhadores da construção civil, em novembro de 1975.

Nasceu em Luanda a 5 de junho de 1917.7 Oficial da Armada, a 25 de abril de 1974 era capitão-de-mar-e-guerra e comandava a Força de Fuzileiros do Continente; às 16h, com os capitães-tenentes Vítor Crespo e Almada Contreiras, formou uma força de fuzileiros, sob o comando do capitão-tenente Luís Costa Correia.2 Fez parte da Junta de Salvação Nacional, apresentada ao país em direto na madrugada de 26, dos estúdios da RTP no Lumiar, com António de Spínola e Costa Gomes.1

Foi primeiro-ministro do VI Governo Provisório. A 12 de novembro de 1975, os trabalhadores da construção civil, em greve, concentraram-se junto à Assembleia Constituinte, no Palácio de São Bento; Pinheiro de Azevedo foi à varanda falar-lhes e foi vaiado.3 Os manifestantes — cerca de 100 000, segundo a imprensa da época — impediram os deputados de sair durante 36 horas e mantiveram-no sequestrado na residência oficial do primeiro-ministro, contígua ao palácio.5 Na madrugada de 14 chegou a acordo com os dirigentes sindicais e comprometeu-se a pôr em vigor o contrato coletivo de trabalho a partir de 27 de novembro.4

Depois do cerco, acusado de fascista, respondeu com uma frase que acabou em autocolante: «Bardamerda para o fascista».6 Morreu em Lisboa a 10 de agosto de 1983.7

No arquivo

Noutros arquivos

Estes só se veem no sítio de cada arquivo.

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 26 abr. 1974

    A Junta de Salvação Nacional apresenta-se ao país
  2. mar. 1975

    O «caso Renascença»
  3. 12 nov. 1975

    Trabalhadores da construção civil cercam a Assembleia Constituinte
  4. 27 jun. 1976

    Ramalho Eanes eleito primeiro Presidente constitucional

Cruzaram-se com ele

  • Costa Gomes

    1914–2001

    Escolhido pelos capitães como chefe prestigiado, integrou a Junta de Salvação Nacional, sucedeu a Spínola na Presidência em setembro de 1974, decretou o estado de sítio a 25 de novembro de 1975 e promulgou a Constituição de 1976.

  • António de Spínola

    1910–1996

    General e autor de «Portugal e o Futuro», recebeu no Quartel do Carmo a rendição de Marcelo Caetano, presidiu à Junta de Salvação Nacional e foi Presidente da República até renunciar, a 30 de setembro de 1974. A 11 de março de 1975 fugiu para Espanha.

  • Helena Roseta

    n. 1947

    Arquiteta e católica progressista, falou de habitação no Congresso da Oposição de Aveiro e foi detida pela PIDE em 1973. Cofundadora do Botequim, deputada constituinte, renunciou em 1982 ao mandato para votar, contra a sua bancada, uma amnistia para presos políticos.

  • Sophia de Mello Breyner Andresen

    1919–2004

    Poeta. Viveu na Graça de 1951 até morrer, escreveu a «Cantata da Paz» para a vigília de São Domingos, ajudou a fundar a comissão de socorro aos presos políticos e foi deputada constituinte. «Esta é a madrugada que eu esperava» é dela.

  • Otelo Saraiva de Carvalho

    1936–2021

    Major de Artilharia, elaborou o plano de operações do 25 de Abril e dirigiu as operações a partir do Posto de Comando clandestino da Pontinha; foi depois comandante do COPCON e da Região Militar de Lisboa.

  • Ana de Castro Osório

    1872–1935

    Escritora, autora do que é tido como o primeiro manifesto feminista português (1905), lançou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e fundou, com Carolina Beatriz Ângelo, a Associação de Propaganda Feminista, que defendia o voto das mulheres instruídas.

Notas sobre as fontes1
  • As datas e os lugares do nascimento e da morte vêm só da Wikidata.

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Fontes

  1. 1Operação Viragem Histórica. Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Cronologia do 25 de Abril, por Jofre Alves (blogue Abril de Novo, 2010), na Biblioteca Digital do CD25A. Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Cerco à Assembleia Constituinte – Parte 1. RTP – Memórias da Revolução (textos de Aniceto Afonso, Carlos Matos Gomes e Maria Inácia Rezola) — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Cerco à Assembleia Constituinte – Parte 2. RTP – Memórias da Revolução (textos de Aniceto Afonso, Carlos Matos Gomes e Maria Inácia Rezola) — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5O cerco ao Palácio de São Bento (12/13 de novembro). Assembleia da República – Comunicar — consultado a 2 de outubro de 2026
  6. 6A construção da democracia (1974-1976). Assembleia da República – Comunicar — consultado a 2 de outubro de 2026
  7. 7José Pinheiro de Azevedo (Q722270). Wikidata — consultado a 2 de outubro de 2026