Repressãofilólogo e linguistaprofessor da Faculdade de Letras de Lisboaapoiante dos estudantes em 1962
Nasceu
5 de março de 1925, Lisboa (São Sebastião da Pedreira)
Morreu
18 de agosto de 1991, Sesimbra
Filólogo da Faculdade de Letras que apoiou os estudantes na crise de 1962, tentou mediar com a polícia e foi agredido pela polícia de choque à entrada da Faculdade de Medicina, a 4 de junho de 1962.
Nasceu em Lisboa em 1925. Filólogo, era professor da Faculdade de Letras de Lisboa desde 1951.3 Na crise académica de 1962 foi um dos docentes mais graduados a compreender as reivindicações dos estudantes: participou nos plenários e usou o seu estatuto de professor para tentar dialogar com a polícia.1 Na madrugada de 11 de maio, quando a polícia cercou a cantina da Cidade Universitária, onde decorria a greve de fome dos estudantes, tentou servir de mediador, com Francisco Pereira de Moura.2
Na manhã de 4 de junho foi agredido pela polícia de choque à entrada da Faculdade de Medicina, na Cidade Universitária, e teve de ser assistido no hospital. Os estudantes quotizaram-se para lhe oferecer um quadro do pintor Fernando Azevedo. O quadro ficou com o filho, o ator Luís Miguel Cintra, e foi devolvido a Jorge Sampaio pouco antes de este ser Presidente da República.1 Lindley Cintra morreu em 1991.3
Carismático dirigente dos estudantes de Medicina, propôs a greve de fome de maio de 1962; preso no Aljube, a sua libertação foi exigida em manifestações reprimidas pela polícia.
Jornalista, filha de Stella Piteira Santos, presa pela PIDE em 1962 e em 1972. Depois do 25 de Abril, como chefe de redação, deu à «Modas e Bordados» uma linha feminista e convidou Maria Lamas para diretora honorária; em 1984 escreveu «Aborto – O Crime Está na Lei».
Jornalista e documentarista nascida em Angola. Estudante de Medicina ativa nas comissões de apoio aos presos políticos, foi presa em 1970 por contactos com os movimentos de libertação angolanos e condenada pelo Tribunal Plenário de Lisboa.
Jornalista e militante da oposição, estava presa em Caxias quando veio o 25 de Abril. A fotografia da sua libertação, com a jornalista Elvira Nereu, saiu n'A Capital de 27 de abril de 1974.
Estudante de Medicina, foi a primeira mulher a falar num plenário da crise académica de 1962; fundou depois as Brigadas Revolucionárias, que atacaram o aparelho da guerra colonial. Médica e professora, é autora do primeiro estudo sobre a obesidade em Portugal.
Estudante de Direito de 26 anos, morto a tiro por um agente da PIDE/DGS num «meeting contra a repressão» no ISCEF, a 12 de outubro de 1972. O funeral foi uma das maiores manifestações contra a ditadura na sua fase final.
Notas sobre as fontes1
O lugar da morte: Sesimbra, segundo o texto da Wikipédia, ou Lisboa, segundo a ficha da mesma página e o Wikidata. O Wikidata dá ainda Espariz como lugar de nascimento, contra Lisboa na Wikipédia.