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Resistênciapor Onofriana.pt
Fotografia a preto e branco de um homem de óculos e bigode, com um barrete de malha às riscas, a três quartos, a olhar para a esquerda; à esquerda, desfocado, o rosto de outra pessoa.
Autor desconhecido, Domínio público

Pessoas

Amílcar Cabral

Amílcar Lopes Cabral

Colonialismoengenheiro agrónomo (Instituto Superior de Agronomia)sócio da Casa dos Estudantes do Impériodirigente do Centro de Estudos Africanosfundador do PAIGC
Nasceu
12 de setembro de 1924, Bafatá (Guiné-Bissau)
Morreu
20 de janeiro de 1973, Conacri

Estudante de Agronomia em Lisboa desde 1945, conheceu na Casa dos Estudantes do Império Agostinho Neto, Mário Pinto de Andrade e Marcelino dos Santos, e foi um dos dirigentes do Centro de Estudos Africanos. Fundou o PAIGC e foi assassinado em Conacri em 1973.

Nasceu em Bafatá, na Guiné, em 1924, e foi ainda criança para Cabo Verde, onde estudou. Em 1945, com uma bolsa, entrou no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, onde contactou com grupos antifascistas; na Casa dos Estudantes do Império conheceu Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto e Marcelino dos Santos.1

Era sócio da secção de Cabo Verde da Casa. Numa carta de 1948 contou que estivera numa assembleia geral «até às 2 h da madrugada», a defender a compra de uma casa nos arredores de Lisboa.3 Segundo o testemunho de António Tomás Medeiros, foi um dos dirigentes do Centro de Estudos Africanos, que em 1951 se instalou na Rua Actor Vale.4 Regressou a Bissau em 1952.5

Em 1959 fundou, com outros, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).1 Do manifesto do Movimento Anti-Colonialista, lançado em 1957 por nacionalistas das colónias que estudavam na Europa, disse que era «o prefácio da nossa luta».2 Foi assassinado em Conacri a 20 de janeiro de 1973, por dois membros do próprio partido.13

Nos percursos

Lugares

Na cronologia

  1. 1951

    Centro de Estudos Africanos instala-se na Rua Actor Vale, 37
  2. dez. 1957

    Nacionalistas das colónias fundam em Paris o Movimento Anti-Colonialista
  3. 3 ago. 1959

    Massacre de Pidjiguiti, no porto de Bissau
  4. 23 jan. 1963

    Começa a luta armada do PAIGC na Guiné
  5. 6 set. 1965

    Encerramento da Casa dos Estudantes do Império
  6. 21 nov. 1970

    Operação Mar Verde: invasão de Conacri
  7. 20 jan. 1973

    Amílcar Cabral assassinado em Conacri
  8. 5 jul. 1975

    Independência de Cabo Verde

Cruzaram-se com ele

  • Agostinho Neto

    1922–1979

    Estudante de Medicina em Lisboa desde 1948, militou na Casa dos Estudantes do Império, no MUD Juvenil e no Centro de Estudos Africanos. Preso várias vezes pela PIDE em Lisboa, foi o primeiro presidente de Angola independente.

  • Alda do Espírito Santo

    1926–2010

    Poeta são-tomense em cuja casa lisboeta, na Rua Actor Vale, funcionou a partir de 1951 o Centro de Estudos Africanos. Presa em 1965 e encarcerada em Caxias, escreveu depois a letra do hino de São Tomé e Príncipe.

  • Noémia de Sousa

    1926–2002

    Poeta moçambicana, viveu em Lisboa entre 1951 e 1964, publicou na «Mensagem» da Casa dos Estudantes do Império e frequentou o Centro de Estudos Africanos, até a oposição ao Estado Novo a obrigar ao exílio em Paris.

  • António de Spínola

    1910–1996

    General e autor de «Portugal e o Futuro», recebeu no Quartel do Carmo a rendição de Marcelo Caetano, presidiu à Junta de Salvação Nacional e foi Presidente da República até renunciar, a 30 de setembro de 1974. A 11 de março de 1975 fugiu para Espanha.

  • José Luandino Vieira

    n. 1935

    Escritor luso-angolano, autor de «Luuanda». O prémio que a Sociedade Portuguesa de Escritores lhe deu em 1965, quando estava preso no Tarrafal, levou a PIDE a interrogar o júri e a deter três jurados, e o regime a destruir a sede da SPE e a extingui-la.

Notas sobre as fontes2
  • O ano da fundação do PAIGC: 1959, segundo o Museu do Aljube e o texto da Wikipédia; a caixa de informação da mesma Wikipédia indica 1956.
  • O ano do regresso a Bissau, 1952, vem só da Wikipédia.

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Fontes

  1. 1Amílcar Lopes Cabral. Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  2. 2Movimento Anti-Colonialista (MAC). Museu do Aljube Resistência e Liberdade (EGEAC) — consultado a 2 de outubro de 2026
  3. 3Lugar de Memória Casa dos Estudantes do Império (Helena Wakim Moreno). ReMapping Memories Lisboa — consultado a 2 de outubro de 2026
  4. 4Entrevista a António Tomás Medeiros (Colecção E-Books). Centro de Documentação 25 de Abril – Universidade de Coimbra — consultado a 2 de outubro de 2026
  5. 5Amílcar Cabral. Wikipédia — consultado a 2 de outubro de 2026