Cultura e censuracantor e compositorintérprete de «Trova do Vento que Passa»militante do PCP
Nasceu
9 de abril de 1942, Porto
Morreu
16 de outubro de 1982, Avintes
Cantor da geração de Coimbra que fez da canção uma arma contra o Estado Novo. A sua «Trova do Vento que Passa», com poema de Manuel Alegre, tornou-se um hino estudantil e antifascista. Esteve no Coliseu em março de 1974 e no aeroporto a receber os exilados.
Nasceu no Porto a 9 de abril de 1942 e cresceu em Avintes, Vila Nova de Gaia. Em 1959 entrou para Direito, em Coimbra, onde cantou no Orfeão Académico, fez teatro no CITAC e, com José Afonso e António Portugal, renovou a canção de Coimbra.1
Estreou «Trova do Vento que Passa», poema de Manuel Alegre com música de António Portugal, numa festa de receção aos caloiros da Faculdade de Medicina de Lisboa: a sala obrigou-o a repeti-la, e os estudantes saíram a cantá-la na rua.12 Gravada em disco em 1963, tornou-se um hino do movimento estudantil e antifascista.1 Militante do PCP desde 1960, recusou-se a submeter canções novas à Comissão de Censura: «Que Nunca Mais», pronto antes do 25 de Abril, só saiu em 1975.1
Morreu em Avintes a 16 de outubro de 1982, aos 40 anos.16 Em 1983 foi feito, a título póstumo, comendador da Ordem da Liberdade; desde 2009 tem uma rua em Lisboa, nas Avenidas Novas.1
No arquivo
Reportagem da Câmara de Lisboa sobre as ruas de Entrecampos com os nomes de Adriano Correia de Oliveira, Mário Cesariny e Francisco Lyon de Castro, onde foram também pintados murais. A rua de Adriano, nas Avenidas Novas, fora atribuída por edital de 2009.
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Cantor de intervenção, perseguido pela censura e preso pela PIDE/DGS em 1973. A sua «Grândola, Vila Morena», cantada em coro no Coliseu em março de 1974, foi um mês depois a segunda senha do 25 de Abril.
Cantor, compositor e produtor. Preso pela PIDE em 1962, desertou da guerra colonial e viveu onze anos exilado em França, onde produziu «Cantigas do Maio», de José Afonso. Voltou a 30 de abril de 1974 e foi recebido no aeroporto com a «Grândola».
Padre e cantor. Na vigília de São Domingos, na passagem de 1968 para 1969, cantou a «Cantata da Paz» de Sophia de Mello Breyner. Impedido de ser padre, de ensinar e de cantar em público, partiu para França em 1971 e participou nas gravações de «Cantigas do Maio».
Cantor e compositor nascido no Huambo, em Angola. Desertou em 1964 e exilou-se em Paris, onde cantou contra a guerra colonial e compôs «Avante Camarada». Voltou a 30 de abril de 1974, com José Mário Branco.
Cantora alentejana. Entrou na clandestinidade com os pais aos 12 anos e estudou canto em Moscovo; a sua voz chegava a Portugal pelas rádios clandestinas. Gravou primeiro «Avante Camarada» e, já em liberdade, «É Para Ti Mulher Esta Canção», hino do Movimento Democrático de Mulheres.
Cantora e autora açoriana. Fez dupla com Carlos Alberto Moniz, assinou e cantou «Trevo de Maio» e, em março de 1974, estava no palco do Coliseu a cantar a «Grândola» com José Afonso no I Encontro da Canção Portuguesa.
Notas sobre as fontes2
O dia da morte, 16 de outubro de 1982, vem da Wikipédia e da data da notícia da RTP sobre os vinte anos da morte; a Câmara de Lisboa diz só «em 1982».
O ano de «Trova do Vento que Passa»: a Câmara de Lisboa diz que saiu em disco em 1963; o Diário de Notícias data a canção de 1964.