Belém
Cordoaria Nacional (Hospital Colonial e Escola de Medicina Tropical)
Ce texte n’a pas encore été traduit en français. Il est présenté dans sa version originale en portugais.
Na antiga Real Fábrica da Cordoaria instalaram-se em 1902 o Hospital Colonial e a Escola de Medicina Tropical: a medicina de que o império precisava, para tratar quem voltava doente de África e formar os médicos das colónias.
A 24 de abril de 1902, uma carta de lei criou ao mesmo tempo a Escola de Medicina Tropical e o Hospital Colonial de Lisboa. Ficaram os dois neste edifício, a antiga Real Fábrica da Cordoaria: a escola no corpo nascente, o hospital noutra parte do edifício, sob uma direção comum — as enfermarias serviam o ensino, e os laboratórios da escola apoiavam a clínica.12
O hospital, do Ministério das Colónias, tratava funcionários civis e militares «que regressavam do Ultramar em condições físicas deploráveis com doenças infecciosas».2 A escola, a quarta de medicina tropical criada no mundo, organizava missões científicas às colónias e, com o hospital, ensinava os médicos que iam servir no «Ultramar»; o seu museu juntava material «recolhido no Hospital Colonial e nos Hospitaes das províncias ultramarinas».324 Em 1935 passou a chamar-se Instituto de Medicina Tropical.4
Entre 1943 e 1966, algumas mulheres publicaram investigação nos «Anais» do Instituto — Gabriela Lopes Pinto, Palmira Coelho Rombert, Maria Margarida Gonçalves Pequito, Maria de Matos Faia —, quase sempre como coautoras de colegas homens; a história oficial da casa quase não as menciona. Um desses estudos, assinado por Gabriel Jorge Janz e Gabriela Lopes Pinto e publicado em 1953, analisou o leite materno das mulheres de São Tomé.5
O hospital começou a mudar-se em 1925 para edifícios próprios, mais adiante na Rua da Junqueira; foi Hospital do Ultramar e chama-se, desde 1974, Hospital de Egas Moniz. O Instituto só teve casa própria em 1958, também na Junqueira.12 Hoje funciona no edifício da Cordoaria o Arquivo Histórico da Marinha.6
Dans les parcours
Où le trouver
Carte avec l’emplacement de Cordoaria Nacional (Hospital Colonial e Escola de Medicina Tropical).
Dates
24 avril 1902
Uma carta de lei cria a Escola de Medicina Tropical e o Hospital Colonial, instalados na Cordoaria.
1925
O hospital começa a mudar-se para edifícios próprios, com o Pavilhão de Macau.
1935
A escola passa a chamar-se Instituto de Medicina Tropical.
1958
O Instituto muda-se para o edifício novo, na Rua da Junqueira.
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Notes sur les sources2
- Em que parte do edifício funcionou o Hospital Colonial: as fontes dizem só que ocupou «uma parte da Cordoaria».
- Onde trabalhavam as investigadoras do Instituto antes e depois da mudança de 1958: o estudo de João Lourenço Monteiro não distingue os edifícios.
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Sources
- 1Aulas na Escola de Medicina Tropical. Fotografias (peça do mês). Instituto de Higiene e Medicina Tropical — Universidade NOVA de Lisboa, 2021 — consulté le 3 octobre 2026
- 2História do Hospital de Egas Moniz. Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental (SNS) — consulté le 3 octobre 2026
- 3Memórias do IHMT revisitadas nas coleções do Museu (1902-2022): 120 peças. Instituto de Higiene e Medicina Tropical — Universidade NOVA de Lisboa, 2022 — consulté le 3 octobre 2026
- 4Instituto de Higiene e Medicina Tropical (roteiro cultural). NOVA Cultura — Universidade NOVA de Lisboa — consulté le 3 octobre 2026
- 5João Lourenço Monteiro, Mulheres visíveis: uma perspectiva diferente na história do Instituto de Medicina Tropical em Portugal, 1943-1966. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, vol. 28, n.º 1, 2021 — consulté le 3 octobre 2026
- 6Nominatim – OpenStreetMap (geocodificação). OpenStreetMap contributors (ODbL) — consulté le 2 octobre 2026
Coordonnées : OpenStreetMap (relação 3258277), consultado a 3 de outubro de 2026.